quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Institutos do SENAI apoiam inovação e planejamento de sistemas eficientes de logística

Lucas Prado KallasCom investimento de R$ 45,5 milhões, os dois institutos, localizados em Santa Catarina, ajudarão a indústria brasileira a ganhar competitividade
O Instituto SENAI de Inovação de Sistemas de Manufatura, instalado em Joinville, e o Instituto SENAI de Tecnologia, em Itajaí, ajudarão a indústria brasileira a desenvolver novos produtos e processos. Inaugurados nesta terça-feira, 4 de fevereiro, os dois institutos integram a rede criada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para apoiar a inovação nas empresas e aumentar a competitividade brasileira.  Até o fim de 2015, deverão entrar em atividade 25 institutos de inovação e 60 de tecnologia, espalhados pelo país.
Com a rede, o SENAI reunirá equipes de especialistas no desenvolvimento de ideias inovadoras e competências. Eles atuarão em parceria com empresas, fundações de apoio à pesquisa e investidores. “Vamos valorizar não só a pesquisa acadêmica, como tem sido historicamente no Brasil, como também a pesquisa aplicada à indústria”, afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na inauguração dos dois institutos em Santa Catarina.
Ele explicou que, para ganhar competitividade, o país precisa superar os gargalos na infraestrutura e reduzir a elevada carga tributária, medidas que dependem da ação do governo. Com os novos institutos do SENAI, a indústria está fazendo a sua parte, melhorando o ambiente para a inovação e a educação, complementou Andrade.
Os dois institutos catarinenses receberam R$ 45,4 milhões em investimentos. O de inovação, localizado em Joinville, a maior cidade industrial do estado, tem uma equipe de 35 profissionais, entre pesquisadores, consultores e administradores, e uma estrutura de quatro laboratórios para atuar nas áreas de projeto e simulação, engenharia reversa, metalmecânica, metrologia e plásticos. Neles, estão instalados equipamentos como a primeira máquina de microusinagem em operação no Brasil, capaz de produzir peças com dimensões de milésimos de milímetro, e a prototificadora metálica 3D, uma espécie de impressora 3D para objetos metálicos.
Estão previstos para 2014 seis projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, no valor total de R$ 5,3 milhões. A equipe está trabalhando no desenvolvimento de uma mesa de corte a laser de chapas metálicas de pequena espessura e no o desenvolvimento de máquina híbrida para corte chanfro, escovamento e medição de tubos e barras aplicada à indústria automotiva. Outro projeto é o desenvolvimento de uma máquina de microusinagem a laser.
O instituto deve beneficiar principalmente os setores de ferramentaria, automotivo, fabricantes de máquinas e equipamentos, e petróleo e gás. Outra proposta é começar a atuar com a indústria de próteses e instrumentos para a área de saúde.
Soluções em logística
Instalado em Itajaí, com quatro laboratórios, o Instituto SENAI de Tecnologia recebeu investimento inicial de R$ 9,7 milhões. A unidade oferece soluções em logística como a possibilidade de as empresas rastrearem produtos desde o início da linha de produção até a chegada ao consumidor. No setor de alimentos, por exemplo, isso assegura a qualidade dos produtos já que permite o acompanhamento das cargas no transporte até na armazenagem. Esse tipo de solução permite à indústria gerenciar melhor eventuais problemas durante o processo, tornando os processos mais eficazes e confiáveis.
Itajaí é a cidade portuária com a segunda maior movimentação de contêineres do Brasil. Com o início das atividades do Instituto de Tecnologia, o SENAI de Santa Catarina quer ampliar em sete vezes a capacidade de atendimento às empresas nessa área. Desde 2011, são realizadas, em média, 5 mil horas de serviços laboratoriais por ano. O objetivo é chegar a 35 mil horas anuais.  Para se ter ideia da necessidade desses serviços, um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) revelou que o custo da logística representa 18% do faturamento das empresas do estado. O modal rodoviário transporta 76% das cargas em Santa Catarina.
Parcerias internacionais
A rede de institutos de inovação e de tecnologia do SENAI receberá investimentos de R$ 2 bilhões. Desses, R$ 1,5 bilhão é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os outros R$ 500 milhões são de recursos próprios.  Na avaliação do diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, os institutos vão ajudar a indústria a adotar a saída mais rápida para se tornarem mais competitivas. “A inovação é o caminho para a segunda revolução industrial que o Brasil precisa fazer”, disse Lucchesi.
As empresas brasileiras poderão complementar o trabalho de seus próprios centros de desenvolvimento com os do SENAI, tendo assim respostas mais rápidas e econômicas para seus projetos de produtos e serviços inovadores. Nesse trabalho, o SENAI conta com a consultoria do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, para elaborar o planejamento, o dimensionamento e o gerenciamento dos institutos. A parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) auxiliou na criação de zonas de inovação – ambientes onde empreendedores encontram recursos tecnológicos e financeiros, além de possibilidades de estabelecer parcerias com outros atores interessados em inovar.

CNI

MME e Sesi se unem para diminuir acidentes de trabalho na mineração

Lucas Prado KallasO Ministério de Minas e Energia, por meio da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, quer realizar um acordo de cooperação técnica com o Serviço Social da Indústria, Departamento Nacional (Sesi), para desenvolver ações que cooperem para a redução dos acidentes de trabalho no setor de mineração.
Durante um workshop que aconteceu na terça-feira (4), no MME, o secretário-adjunto de Geologia Mineração e Transformação Mineral, Telton Elber Corrêa, falou da importância de desenvolver ações de segurança e saúde, orientando e informando os trabalhadores no setor mineral a executar suas tarefas de forma segura, evitando acidentes e doenças.
“É importante que o setor mineral repercuta de forma positiva na sociedade”, disse.
De acordo com Telton Corrêa, o setor mineral tem crescido muito, é necessário que os indicadores de segurança e saúde no setor acompanhem esse desenvolvimento. “A mineração além de trazer emprego e renda, tem que trazer qualidade de vida e benefícios para a sociedade e também para quem trabalha no setor. “É preciso garantir o mínimo de condições saudáveis de trabalho”, afirmou.
Marcos Tadeu, diretor de Operações do Sesi Nacional, falou da importância de realizar o acordo de cooperação. Segundo ele, essas parcerias costumam dar resultados e reduzem os acidentes de trabalho em 8%. “A ação vai desde a ensinar a manusear equipamentos de segurança a criar planos de ação para atuação nesse setor”, explicou.
O acordo entre a SGM/MME e o Sesi visa desenvolvimento de ações que cooperem para a redução dos afastamentos em decorrência de acidentes e doenças do trabalho, bem como a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores do setor mineral. Essas metas serão alcançadas por meio do intercâmbio, difusão e divulgação de informações, incluindo a produção de material específico; a promoção de diagnósticos, e estudos prospectivos de segmentos do setor, incluindo as áreas de saúde, segurança e interação com APLs da base mineral, assim como encontros, reuniões e eventos técnicos.
A parceria também busca uma articulação de ações para o desenvolvimento tecnológico, proposição de ações em conjunto e/ou com terceiros, em áreas de interesse para o desenvolvimento do setor, além de promover acordo de cooperação técnico-científico internacional na indústria da mineração, nas áreas de segurança e saúde do trabalho e socioambiental.
Participaram do evento representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), do SESI, da Vale, da Votorantim Metais e da Samarco. As informações são do Ministério de Minas e Energia.

Notícias de Mineração


MINERAÇÃO realiza curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”

Lucas Prado KallasO Programa MINERAÇÃO promove nos dias 19 e 20 de março, em Criciúma (SC), a terceira edição do curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”. O objetivo do evento é transmitir conhecimento de qualidade a profissionais ligados ao atendimento às emergências e apresentar as tecnologias disponíveis no mercado para garantir eficiência nestas operações, seja nas unidades de plantas mineradoras ou industriais.

Segundo a Coordenadora do Programa, Cláudia Pellegrinelli, esse treinamento pretende usar conceitos básicos da metodologia utilizada para gerenciar as ações e os recursos destinados para as operações de resposta, por meio de uma estrutura organizacional com procedimentos e comunicações definidas nos Planos de Atendimento às Emergências (PAE).

Para ela, este é um assunto que tem apresentado uma demanda expressiva no setor mineral. “A ideia é levar a informação  a todas as empresas ligadas ao setor, de forma a igualar o nível de conhecimento em relação às questões de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) na mineração”.  Segundo Cláudia, este é um curso direcionado aos profissionais responsáveis diretamente pelo atendimento às emergências e seu gerenciamento.

Segundo a Coordenadora do Programa, esta é uma forma indireta de apresentar o MINERAÇÃO para as mineradoras da região que ainda não são associadas. “Os riscos inerentes à mineração estão cada vez mais sendo objeto de atenção por parte das indústrias do setor. É necessário que todas as empresas estejam atualizadas em relação ao assunto no intuito de diminuir os acidentes de trabalho. O MINERAÇÃO proporciona condições para que todas as empresas de mineração do País possam dispor de meios para gerenciar seus riscos e desenvolver a cultura de segurança em suas operações de trabalho”, ressalta.

As inscrições podem ser realizadas pelo site www.programamineracao.org.br até o dia 11 de março. As vagas são limitadas a 20 participantes. Além dos associados, o público externo também pode participar.

A terceira edição do Curso conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (SIECESC) e Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), além da parceria com a Fire&RescueGroup. O grupo foi escolhido para desenvolver e ministrar programas de treinamentos sobre controle de emergências voltado para o setor mineral, tanto em minas a céu aberto quanto nas subterrâneas.

Confira a agenda de cursos do Programa MINERAÇÃO:

Março:

28/03 - Fórum Compartilhando Boas Práticas

Abril:


29/04 – Palestra sobre e-Social

Maio:

22/05 – Mesa redonda- Tema “Álcool e Drogas”
30/05 – Fórum Compartilhando Boas Práticas

Junho:
03 a 06/06 – Curso de Formação de Instrutor de Câmara de Regúgio – Nível I – Belo Horizonte/MG

Agosto:
27 e 28/08 – Curso Busca e Resgate em Áreas Remotas Nível I – Belém/PA

Setembro:

24 e 25/09 – Curso Gerenciamento e Controle das Emergências na Mineração – Belo Horizonte/MG

Serviço:
Curso “Gerenciamento e Controle de Emergências na Mineração”
Local:Edifício do SINDICATO DA INDÚSTRIA CARBONÍFERA DE SANTA CATARINA (SIECESC)- Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina ( SATC)
Endereço: Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário -Criciúma – Santa Catarina
Data: 19 e 20 de Março/2014
Horário: 9h às 18h
Mais informações: www.programamineracao.org.br

IBRAM - Profissionais do Texto


Portal Lucas Prado Kallas

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Instituto Alcoa beneficia mais de 30 mil pessoas no Brasil em 2013

Lucas Prado KallasCerca de R$ 5 milhões foram doados durante o ano em prol de projetos comunitários e programas de voluntariado realizados nas localidades de atuação da Alcoa
 Em 2013, o Instituto Alcoa investiu cerca de R$ 5 milhões nas comunidades onde a Alcoa atua por meio dos Programas de Voluntariado, Iniciativas Globais e Programas de Apoio a Projetos Locais. O trabalho dos mais de dois mil funcionários voluntários da Alcoa alcançou 18 mil horas de ações comunitárias em 55 projetos que beneficiaram 30 mil pessoas.
“Em 2013, mais do que números, ajudamos a construir e transformar histórias de vida. Agradecemos imensamente aos nossos parceiros e voluntários por toda dedicação neste ano. Sabemos que fizemos muito, mas ainda temos um longo caminho a percorrer na busca pelo desenvolvimento das comunidades”, ressalta Camila Meirelles, vice-presidente do Instituto Alcoa.
Além de tornar público o balanço das ações realizadas em 2013, o Instituto Alcoa acaba de abrir as inscrições para projetos comunitários, por meio do Programa de Apoio a Projetos Locais. O programa apoia projetos de Organizações da Sociedade Civil (OSC) e do setor público, a partir de seis áreas consideradas prioritárias pelo diagnóstico social desenvolvido pelo Instituto: educação, saúde, meio ambiente, trabalho e renda, segurança e governança.
As inscrições podem ser feitas até 14 de março de 2014. “Neste ano, inovamos o processo para recebimento dos projetos, que está mais ágil e eficaz. As organizações interessadas devem enviar todas as informações dos projetos e documentos necessários por meio do sistema do Instituto https://institutoalcoa.sponsor.com/”, ressalta Camila Meirelles. Os projetos devem seguir as diretrizes do Instituto Alcoa que também estão disponíveis no site.
Para visualizar o balanço completo de 2013 do Instituto Alcoa, acessehttp://www.alcoa.com/brasil/pt/info_page/instituto.asp 
Para mais informações sobre o programa de Apoio a Projetos Locais, que abrange detalhes como relação de documentos necessários, localidades elegíveis e critérios de análise, acesse:http://www.alcoa.com/brasil/pt/info_page/apoio_projetos_locais.asp

Assessoria

Cabral usa poços para identificar potencial de hematita no projeto Sincorá

Lucas Prado KallasA Cabral Resources informou que sondagens nas zonas Queixada e Queixada Norte, no projeto de minério de ferro Sincorá, na Bahia, apontaram cinco furos com potencial para conter mineralização de alto teor de hematita. A informação foi enviada ao mercado nesta terça-feira.
De acordo com a mineradora, foram planejadas, até o momento, 34 poços. Vão ser realizadas 22 em Queixada e 12 em Queixada Norte. O programa de abertura de poços foi estabelecido para expor o horizonte mineralizado nas áreas onde as ocorrências de rochas e pedregulhos de alto teor de hematita na superfície foram identificadas por trabalhadores rurais antes que a Cabral desse início às atividades no site.
Segundo a Cabral, os poços têm sido tão eficientes quanto uma campanha de sondagem e vão permitir que a empresa tenha uma estimativa de recursos minerais da região, seguindo o padrão Jorc. A mineradora diz que os poços vão ser uma ferramenta primordial para aumentar o conhecimento sobre a geologia da mineralização de hematita e sobre sua potencial origem.
A Cabral disse que os ensaios e descobertas do programa de poços vão ser divulgados assim que os laboratórios encaminharem os resultados. A expectativa da mineradora é de divulgar os primeiros resultados em fevereiro de 2014.
A empresa divulgou, em 31 de janeiro, que encontrou uma área de 67 quilômetros quadrados com potencial para uma camada mineralizada com alto teor de hematite em Sincorá. A área se divide pelas zonas Queixada, com 22 quilômetros quadrados, e Queixada Norte, com 45 quilômetros quadrados, e fica em uma região diferente da mineralização de ferro encontrada na zona Coral.
No mesmo dia, a Cabral anunciou a concessão de quatro direitos minerários, para uma área adicional de 65 quilômetros quadrados, por parte do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). No total, a empresa detém 12 direitos minerários que abrangem 172 quilômetros quadrados, área que cobre praticamente todos os 67 quilômetros quadrados da camada com potencial para mineralização de alto teor de hematita.

Notícias de Mineração Brasil

Vale lança novo posicionamento de marca

Lucas Prado KallasA Vale lançou no último dia 31 seu novo posicionamento de marca, resumido na assinatura "Vale. Para um mundo com novos valores". Ele capta a essência da empresa, suas crenças e premissas presentes na sua Missão, Visão e Valores. Também reflete o conceito de Sustentabilidade, que para a Vale é compartilhar valor.
"A assinatura busca expressar os valores profundos das pessoas que fizeram, fazem e farão parte da história da nossa empresa. Resume a crença de que o progresso nada significa se não estiver alinhado às necessidades dos nossos tempos. Uma mineradora que tem o respeito e a transparência como princípios, que busca proximidade e diálogo com seus públicos e transmite a segurança de que está desempenhando seu papel da forma mais positiva possível. Esta é uma grande oportunidade para impulsionar a vontade de vencer os desafios e inspirar pessoas globalmente com nosso jeito único, inovador, sustentável e positivo de fazer mineração", explica Sérgio Giacomo, diretor de Comunicação da Vale.
O novo posicionamento é fruto da parceria entre as agências Neogama BBH e LewLaraTBWA, sob coordenação da Vale. A campanha de lançamento pode ser conferida a partir de hoje na internet, TV e mídia imprensa.
Índice de Novos Valores
Tendo como inspiração seu novo posicionamento, acaba também de ser lançado o Índice de Novos Valores (INV), ferramenta de monitoramento online que acompanha, em tempo real, os principais desejos e preocupações da sociedade em diferentes países, na internet e nas redes sociais. O resultado é uma página com números em constante atualização e linguagem visual muito semelhante às plataformas das bolsas de valores.
Capaz de monitorar ininterruptamente até 160 mil menções por mês, a ferramenta filtra palavras-chave específicas, em sete idiomas, em 13 países. A inovação identifica o quanto valores como Respeito, Transparência, Equilíbrio, Amizade, Diálogo, Igualdade, Liberdade, Solidariedade, Sustentabilidade, Simplicidade, Parceria e Segurança são mencionados em blogs, Facebook e Twitter.
Os países monitorados são Brasil, Chile, Argentina, Estados Unidos, Canadá, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Moçambique, Japão, China e Austrália. Cada tweet ou post publicado no Facebook que contenha uma destas palavras é decisivo e altera as configurações do índice, que revela os principais valores em alta e em baixa por país. Gráficos também indicam, por meio de porcentagens, quais são os sentimentos em destaque no Twitter, no Facebook e na internet de forma geral. Outra funcionalidade da ferramenta é a possibilidade de visualizar as menções por país, continente ou todo o mundo.
Para conhecer o INV, acesse: http://www.indicedenovosvalores.com.br

Assessoria

VLI já iniciou embarques de ferro-gusa de Minas pelo porto de Tubarão

Lucas Prado KallasEm dezembro, foram escoadas 22 mil toneladas do insumo A Valor da Logística Integrada (VLI), controlada da Vale S/A, iniciou as operações de escoamento de ferro-gusa através do píer 4 do Terminal de Produtos Diversos (TPD), localizado no complexo portuário de Tubarão, em Vitória, no Espírito Santo. A primeira operação ocorreu no final do ano passado, com a exportação de 22 mil toneladas produzidas em Minas Gerais. De acordo com a companhia, uma das principais vantagens desse terminal é a integração com a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e com a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), garantindo o controle da operação por um único operador logístico. "Com isso, o cliente ganha mais segurança, velocidade e eficiência nas operações, permitindo redução de custos adicionais", explica, em nota, o gerente Comercial de Siderurgia, André Leal. Além disso, conforme ele, o terminal ainda dispõe de espaço para movimentação de outros tipos de cargas, diminuindo a necessidade de os navios de ferro-gusa esperarem para a atracação. Isto poderia resultar em diárias extras de uso das embarcações. Para viabilizar as operações, a área de estocagem do TPD teve a capacidade ampliada de 10 mil toneladas para 35 mil toneladas, o que viabiliza a formação de pilhas de ferro-gusa, garantindo a operação de um navio completo, segundo a companhia. Além disso, a empresa contratou equipamentos para garantir melhor performance do embarque. Com o uso do TPD 4, a VLI pretende atingir 60% do market share da movimentação do gusa produzido nos polos guseiros de Sete Lagoas, na região Central, e Divinópolis (Centro-Oeste do Estado). Hoje a empresa conta com 30% de participação. O market share já foi maior, porém a suspensão das atividades no Porto de Paul, também em Vitória, há cerca de seis anos, reduziu de forma significativa a participação dos portos do Espírito Santo nos embarques do gusa produzido no Sudeste do país. "Assim, estamos dando um importante passo para recuperarmos a participação da movimentação desse produto pelos portos do estado do Espírito Santo, que foi duramente afetado com a suspensão das atividades no Porto de Paul", disse o executivo em nota. A primeira operação com o gusa no terminal ocorreu no final de dezembro. Foram 22 mil toneladas produzidas em Sete Lagoas e Divinópolis. Contratos - A VLI compreende a FCA e a Ferrovia Norte e Sul, além de contratos de transporte com a EFVM e com a Estrada de Ferro Carajás (EFC). A empresa opera também diversos terminais no país, como o Terminal Integrador Luiz Antonio Mesquita, em Santos (SP). A companhia possui frota de aproximadamente 600 locomotivas e 13 mil vagões. Em dezembro último, a Vale anunciou a venda de 26,5% de sua participação no capital da VLI por R$ 2 bilhões para um fundo gerido pela Brookfield Asset Management. Em setembro de 2013, já havia fechado acordos para a transferência de 20% do capital da empresa de logística Mitsui & Co. e de 15,9% para o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS (FI-FGTS), cujo patrimônio é administrado pela Caixa Econômica Federal. As operações movimentaram cerca de R$ 1,7 bilhão. Em comunicado de dezembro do ano passado, a Vale informou que após a conclusão das transações ela teria 37,6% do capital da VLI. 

Diário do Comércio



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