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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lucas Prado Kallas -Pöyry tem nova estrutura na América Latina

lucas prado kallasA finlandesa Pöyry desenhou uma nova estrutura para sua operação na América Latina, em linha à estratégia global de regionalização e aproximação com o cliente. Uma das principais prestadoras de serviços de consultoria e engenharia à indústria global de celulose e papel, a Pöyry abriu um escritório no Peru, de olho no potencial das áreas de mineração e energia, e em breve chegará ao Chile, onde o negócio de mineração é relevante.
As duas unidades ficarão sob o comando de Marcelo Cordaro, que já respondia pela presidência da operação no Brasil. "Estamos saindo da linha de negócios com base em setores para algo mais híbrido, com atuação regional e maior proximidade com o cliente", diz Cordaro, que acumulou a presidência da regional América Latina.
No ano passado, a Pöyry registrou receita global de € 650 milhões, e o Brasil respondeu por 12%. Cerca de 70% do faturamento no país originou-se na área de celulose e papel - a finlandesa está por trás de praticamente todos os grandes projetos de celulose.
Há pouco mais de um mês, a Suzano Papel e Celulose colocou em operação uma fábrica de celulose, no município de Imperatriz (MA), e a Pöyry participou desde o momento de concepção do projeto, em 2009, quando foi contratada para a realização de estudos ambientais. Nas próximas semanas, é a vez de Montes del Plata, joint venture entre Stora Enso e Arauco, começar a produzir celulose no Uruguai. Também esse projeto contou com participação da Pöyry.
Apesar da vocação da região para a celulose, outros segmentos começam a ganhar relevância, entre os quais mineração, agronegócio e energia. Nos próximos cinco anos, afirma o executivo, haverá retomada dos investimentos nesses setores e a região ganhará peso nos negócios do grupo.
Na esteira da nova estratégia, a área de celulose e papel no Brasil passou a ser comandada por Márcia Mastrocola. Marcel Moreno, que ocupava o cargo, passou a liderar a recém-criada área de Gerenciamento de Obras.
No Peru, o escritório da Pöyry emprega 60 pessoas. Neste momento, a empresa está concluindo um projeto para o metrô de Lima, embora a área de serviços públicos não seja mais de interesse da Pöyry. Já no Chile, onde pode haver "novidades" ainda neste ano, conforme Cordaro, mineração, projetos de geração de energia para mineradoras e tratamento de água e meio ambiente estão no foco.

Valor Econômico

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Produção alcança 56,4 milhões de toneladas segundo Alacero

lucas Prado kallasSegundo a Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), a produção de aço laminado na América Latina atingiu 56,4 milhões de t em 2013. Durante 2013, o principal produtor de laminados foi Brasil com 26,3 milhões de t, representando o 47% do total latinoamericano. Em seguida, foi México com 15,7 milhões de t (28% do mercado regional).
Em 2013, os países que aumentaram sua produção de laminados foram Equador (+31%), Peru (+21%), República Dominicana (+10%) e Argentina (+4%), enquanto Chile, Venezuela e Colômbia apresentaram uma queda de 19%, 5% e 3%, respectivamente, em comparação com 2012. No caso do Chile, a redução é explicada em parte pelo encerramento da linha de planos da siderúrgica Huachipato da CAP durante o ano passado.
A produção de aço bruto na América Latina no ano passado atingiu 65,9 milhões de t, volume semelhante ao registrado no ano 2012. O Brasil foi o maior produtor regional com 34,2 milhões de t, representando o 52% do total da região, embora o seu volume caiu 1% em relação a 2012. Em segundo lugar o México se destacou com 18,5 milhões de t, aumentando sua produção apenas 1% em relação a 2012. No final de 2013, os países que aumentaram a sua produção de aço bruto foram Equador (+41%) e Peru (+13%).
Chile e Venezuela diminuíram 20% e 9%. Até novembro, o consumo aparente de aço laminado na América Latina e o Caribe atingiu um volume de 62 milhões t. Em ambos os casos houve uma variação positiva de 1% em relação ao mesmo período em 2012. O país que teve o maior consumo aparente de laminados, 40% do total regional, foi o Brasil com 24,6 milhões de t, aumentando 5% o seu consumo em relação aos onze primeiros meses de 2012.
Por outro lado, o México registrou queda de 8% no consumo, no entanto foi o segundo maior consumo aparente atingindo 17,1 milhões de t. O comércio regional de laminados apresentou um déficit de 10,7 milhões de t até novembro de 2013, menor que os 11,4 milhões de t registrados no mesmo período de 2012.

Brasil Mineral