segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Museu das Minas e do Metal oferece novas atrações culturais

Lucas Prado KallasEntre os destaques da agenda, bate-papo com os grupos Giramundo e Quarteirão do Soul e lançamento de filme sobre o artista plástico Cildo Meireles
O Museu das Minas e do Metal, que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, dá início à sua programação cultural de 2014, com atrações gratuitas nas noites de quinta-feira e novas propostas de interação entre artistas e público. Com 18 salas e 44 atrações, o MMM abriga um importante acervo sobre mineração e metalurgia, usando recursos tecnológicos para destacar, de forma lúdica e interativa, a importância dos metais e minerais no cotidiano das pessoas.
O espaço também marca a relação entre a história e as expressões culturais de Minas Gerais com a riqueza de seus recursos naturais. O MMM ocupa o antigo edifício da Secretaria de Estado de Educação, inaugurado em 1897 e tombado pelo Instituto Estadual do Petrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG). O Museu das Minas e do Metal tem o certificado de excelência do TripAdvisor e foi a primeira instituição museológica do Brasil a receber a certificação do Instituto Herity em gestão da qualidade do patrimônio cultural.
Entre as atrações oferecidos pelo espaço nesta ano está o programa “gentedaqui”. Com foco em grupos culturais e artistas que mantêm estreita relação com a cultura de Belo Horizonte, a iniciativa promove no auditório do MMM um bate-papo informal com o público, seguido de uma apresentação. A estreia da ação será no dia 27 de fevereiro com os dançarinos do Quarteirão do Soul, grupo que congrega adeptos de várias regiões da cidade e mantém viva nas ruas do Centro a sonoridade da Soul Music e os tradicionais bailes Black da década de 1970. No dia 27 de março é a vez do Giramundo, grupo de teatro de bonecos que há mais de 40 anos vem encantando crianças e adultos em suas apresentações pelo Brasil e pelo mundo.
Outras atrações
No dia 13 deste mês, estreia o programa “Matéria-prima”, que consiste em oficinas de curta duração que abordam práticas e experiências sobre diferentes temas. A convidada é a especialista em economia criativa Lala Deheinzelin, que trabalha com o conceito ampliado de riqueza e qualidade de vida. Na oficina “Matriz 4D”, ela ensina a aplicação de ferramentas que desenvolveu ao longo de anos de trabalho em economia criativa e colaborativa aplicada ao desenvolvimento de comunidades. A atividade se estende para os dias 14 e 15 de fevereiro.
O meio ambiente também é uma das temáticas da programação do MMM. Para a série “Língua Afiada”, que oferece palestras com especialistas de várias áreas do conhecimento, Dalberto Adulis, do Instituto Akatu – ONG que trabalha pela conscientização e mobilização para o consumo consciente – apresenta, no dia 20 de fevereiro, os resultados do relatório “Estado do mundo 2013 – a sustentabilidade ainda é possível?”.
Já no dia 20 de março, o Língua Afiada promove o lançamento, em Belo Horizonte, do documentário “Ouvir o rio – uma escultura sonora de Cildo Meireles”, seguido de bate-papo com a diretora Marcela Lordy. O filme acompanha o trabalho do artista plástico na busca pelo som das principais bacias hidrográficas brasileiras. Revela a simplicidade do artista, a relação dos habitantes de diversas regiões brasileiras com a água e potencializa a percepção entre o som e a imagem. Cildo, visto em plena atividade, dá origem a uma verdadeira “escultura sonora”, encontrando nova forma de exprimir a relação da humanidade com esse elemento essencial à vida.
No dia 6 de março, Wilmar Silva de Andrade apresenta a segunda edição do Café com Poesia, desta vez prestando homenagem ao escritor português António Ramos Rosa e na companhia do compositor e pianista Gilberto Mauro. A primeira edição da iniciativa foi realizada nesta quinta-feira (6). Já nos dias 13 e 15 de março, a Matéria-prima terá a oficina “A musicalidade na palavra do narrador de histórias”, em que a contadora de histórias Beatriz Myrrha trabalha os elementos musicais que transformam uma narrativa em arte.
Programação infantil
Para a programação destinada ao público infantil nas manhãs de domingo, o “Era uma vez no MMM”, contará com a participação de Beatriz Myrrha e convidados. No dia 23 de fevereiro, o espetáculo “De grão em grão, todo mundo enche o papo”, Beatriz e seus convidados, a narradora Sandra Lane e o músico Vilmar de Oliveira, convidam para um passeio repleto de contos das tradições oral e autoral brasileiras. Além disso, haverá o lançamento o livro “Pomar Brasileirinho”, pela editora Fino Traço, com textos de Beatriz Myrrha e ilustrações de Wander Lara. De volta no dia 30 de março, Beatriz Myrrha e seus convidados Pierre André e Gelson Luiz convidam para a apresentação “Histórias de um barquinho de papel”, em homenagem ao Dia Mundial da Água.
Curadoria
O Toda Quinta e Muito MMMais tem curadoria da comunicadora social Mônica Cerqueira. Ex-diretora de marketing e projetos especiais da Fundação Clóvis Salgado, fundou e dirigiu em Belo Horizonte o circuito de salas de cinema patrocinadas pelo Unibanco. Também foi programadora do Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes. Na UFMG, participou da implantação da TV UFMG. Com Eder Santos, escreveu o roteiro para o segundo longa do artista, “Deserto azul”.
Programação “Toda Quinta e Muito MMMais” – Fevereiro e março de 2014
- 13, 14 e 15 de fevereiro – Matéria-prima com Lala Deheinzelin, às 19h30
- 20 de fevereiro - Língua Afiada com Dalberto Adulis, às 19h30
- 23 de fevereiro – Era uma vez no MMM com Beatriz Myrrha e convidados, às 11h
- 27 de fevereiro – Gente daqui com o Quarteirão do Soul, às 19h30
- 06 de março - Café com Poesia com Wilmar Silva de Andrade e Gilberto Mauro, às 19h30
- 13 e 15 de março – Matéria-prima com Beatriz Myrrha, às 19h30
- 20 de março – Língua Afiada com Marcela Lordy, às 19h30
- 27 de março – Gente daqui com o Grupo Giramundo, às 19h30
- 30 de março – Era uma vez no MMM com Beatriz Myrrha e convidados, às 11h

Agência Minas


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

África do Sul: Conferência Internacional de Minas

Lucas Prado KallasDurante três dias, empresários, especialistas em mineração, concessionárias e industriais de todo mundo juntaram-se, mais uma vez, com o objetivo de discutir e apresentar soluções para o desenvolvimento deste sector que pode contribuir para o crescimento de muitos países, sobretudo africanos.
Na cerimónia de abertura, a ministra de Minas da África do Sul, Susan Shabangu, sublinhou que o continente africano começou a viragem do século focada em acelerar o desenvolvimento socioeconómico para erradicar a pobreza, a desigualdade e melhorar os padrões de vida do povo.
“O tempo de África, de facto, chegou. Vamos aproveitar o nosso futuro com as duas mãos e não falhar”, referiu Susan Shabangu.
A visão africana sobre mineração adoptada pela União Africana (UA) refere que os países africanos devem conceber e implementar estratégias e políticas eficazes de recursos minerais, através da transformação económica, e reduzir a dependência de muitos estados.
No evento, Angola participou de um seminário sobre Canadá-Angola oportunidades de investimentos, numa palestra em que a empresa nacional de diamantes Endiama E.P. apresentou os novos projectos e as necessidades de investimento, e num fórum ministerial onde foram apresentados os Código Mineiro e o Plano Nacional de Geologia.
O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiróz, considerou positiva a participação de Angola no evento, pois foi possível passar a mensagem que se reflecte na captação de investimentos.
O Plano Nacional de Geologia, instrumento criado pelo Estado angolano, vai criar postos de trabalho, diminuir a pobeza e arrecadar receitas para os cofres do Estado.
A feira é um evento que se realiza todos os anos e constitui uma oportunidade para os países africanos captarem investimentos e desenvolverem as infra-estruturas dos seus países.
A conferência de minas reúne todos os anos mais de sete mil participantes de 45 delegações governamentais, mais de duas mil companhias internacionais e cria mais de três mil empregos directos e indirectos.
Angola participou nesta vigésima edição com uma delegação chefiada pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiróz, e técnicos seniores do sector.
Participam também do evento, empresas angolanas ligadas ao sector mineiro, tais como Empresa Nacional de Diamantes de Angola, Endima E.P., e as sociedades mineiras de Catoca, Chitotolo e Kuango.

Agência Angola Press

Lucas Prado Kallas - Crusader deve ampliar produção em Caeté

Lucas Prado KallasLucas Prado KallasMeta é atingir a extração de cerca de 1,5 milhão de toneladas, ou 125 mil toneladas/mês, nos próximos 12 meses
Após obter a concessão de lavra da mina de Posse, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a australiana Crusader Resources poderá ampliar a produção para 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro em um ano, conforme publicado pela imprensa internacional. A companhia iniciou as operações do complexo há nove meses.
A portaria de lavra da mina de posse foi publicada na semana passada pelo Ministério de Minas e Energia. A mineradora já estava autorizada a produzir 65 mil toneladas mensais no complexo da Grande BH.
O diretor-executivo da Crusader, Paul Stephen, em um seminário para investidores, conforme a publicação internacional, afirmou que, com a licença, a empresa irá imediatamente iniciar o ramp up para 80 mil toneladas de minério mensais.
Além disso, há a perspectiva de atingir a produção de cerca de 1,5 milhão de toneladas, ou 125 mil toneladas/mês, nos próximos 12 meses.
Nesta semana, a companhia anunciou que produziu 186 mil toneladas de minério de ferro no complexo em Caeté no último trimestre de 2013. No período a mineradora comercializou 89 mil toneladas do insumo siderúrgico. Entre outubro e dezembro a receita com as vendas somaram US$ 4,3 milhões.
O minério produzido pela mineradora australiana é comercializado no mercado doméstico. De acordo com a Crusader, em seu relatório, são 19 de clientes atendidos atualmente.
Recursos - De acordo com informações da mineradora, os recursos indicados e inferidos no projeto Posse totalizam 36 milhões de toneladas com teor de 43,5% de ferro. O projeto é dividido em duas fases. No primeiro, estimado entre 18 meses e dois anos, o beneficiamento do insumo siderúrgico será feito através de um processo a seco.
Já a segunda etapa deverá compreender uma planta de tratamento a úmido do minério, que poderá envolver processo de separação magnética.
Ainda conforme a Crusader, o empreendimento ocupa uma área de 109,36 hectares e tem a estrutura composta por cava a céu aberto, escritório, planta de beneficiamento, pátio de estoque de produtos e estacionamento.
As operações foram iniciadas em abril do ano passado e, atualmente, gera 38 postos de trabalho na região. A previsão de vida útil do complexo minerário é de aproximadamente sete anos.
Além da exploração de minério de ferro, a Crusader mantém o projeto Borborema, no Rio Grande do Norte. A empresa estima investimentos da ordem de R$ 400 milhões na exploração de ouro.

Diário do Comércio

Lucas Prado Kallas - Banheiro incinerador em Carajás reduz custos da Vale

Lucas Prado KallasComo medida sustentável e de redução de custos, a Vale investiu em um banheiro incinerador na Usina 2 de Carajás, no Pará. O equipamento tem tecnologia que reduz o uso de água e necessita de menos custos com manutenção. Esse foi o primeiro de 30 banheiros que a mineradora pretende instalar nas usinas 1 e 2 de Carajás e no Salobo.
O banheiro conta com um vaso incinerador que diminui os resíduos produzidos em 90% de massa e de volume, transformando-os em cinzas não poluentes que não precisam de tratamento especial pelo descarte. São banheiros mais sustentáveis, por usarem menos água, e que gastam menos com custos de manutenção.
De acordo com a Vale, os vasos não precisam de limpeza especializada, não utilizam água e não produzem odores. A mineradora disse que, até o momento, o banheiro incinerador superou as expectativas em relação aos químicos.
O vaso sanitário recebe os detritos e, por um processo térmico, transforma o material em cinzas e o guarda um coletor interno do banheiro. Os resíduos são removidos a cada três ou quatro meses e destinados como não perigosos. Esses resíduos não são nocivos ao meio ambiente. A água usada para lavar as mãos é totalmente reciclada, pois é coletada do ar condicionado da sala de operação da máquina.
A MineArc Systems desenvolveu o EnviroLav, outro tipo de banheiro que elimina os riscos de acidentes em operações subterrâneas. Depois de muitas mortes por explosões em minas subterrâneas, a empresa pensou em desenvolver uma tecnologia livre de sistema elétrico, evitando a existência de faíscas e, consequentemente, explosões.
De acordo com a MineArc, a Anglo American foi a primeira mineradora a encomendar o EnviroLav. A empresa vai direcioná-los para o projeto de carvão Grosvenor, em Queensland, na Austrália.

Notícias de Mineração Brasil

Lucas Prado Kallas - Serabi encontra 190 gpt de ouro em furo no projeto São Chico

Lucas Prado KallasA Serabi Gold identificou interseção com teor de 189,6 gramas por tonelada (gpt) de ouro em um intervalo de um metro, no projeto São Chico, no Estado do Pará. Outros três furos de sondagem também apresentaram alto teor de ouro. A informação é de comunicado enviado ontem (5) ao mercado.
Os resultados dos outros furos incluem interseção com teor de 30,8 gpt de ouro no intervalo entre 53,4 metros e 53,9 metros; teor de 25,1 gpt de ouro no intervalo entre 68,2 metros e 68,7 metros; teor de 36 gpt de ouro no intervalo entre 36,3 metros e 38 metros. As ocorrências com alto teor são da campanha de sondagem realizada no veio paralelo do projeto, que fica a cerca de 250 metros do veio principal.
“Em 2012, resultados de sondagem no veio principal apontaram várias interseções com teor superior a 100 gpt de ouro e um potencial forte para o prospecto se estender pelo projeto. Nós acreditamos que o veio paralelo pode ter a mesma estrutura”, disse Mike Hodgson, CEO da Serabi.
De acordo com o executivo da empresa, em função das interseções encontradas nas campanhas de sondagem de 2012 e de 2013, a empresa acredita que o projeto São Chico tem potencial para ser uma zona mineralizada com mais de 700 metros de profundidade na direção do corpo mineral.
Hodgson disse que a Serabi vai realizar o desenvolvimento inicial e adquirir uma frota básica para fazer a remoção de terra e construir a rampa de acesso à mina. “Estamos planejando começar o trabalho no meio de fevereiro, o que vai resultar no desenvolvimento da rampa e da mina subterrânea no veio principal”, afirmou o CEO.
A Serabi vai conduzir uma campanha de sondagem para investigar e avaliar estruturas minerais paralelas com potencial para desenvolver um grande plano de mineração até o fim de 2014.
A mineradora anunciou, em 29 de janeiro, que pretendia emitir 200 milhões de títulos, a um preço médio de US$ 0,08 por título, para levantar cerca de US$ 16,5 milhões. O objetivo é investir no desenvolvimento do projeto de ouro São Chico, nostart-up da mina de ouro Palito e agregar capital de giro para pagar um acordo de empréstimo de US$ 7,5 milhões com a Fratelli Investments.
A Fratelli, em conjunto com outras partes, detém 207,9 milhões de ações da Serabi, o que representa 45,5% do capital social da empresa. Com a emissão dos títulos, a participação dessas partes, juntas, pode chegar, no máximo, a 62%. Do acordo de US$ 7,5 milhões, a Fratelli já emprestou, em 24 de janeiro, US$ 5,5 milhões.
A Serabi assinou um acordo de subscrição condicional com a Fratelli, em que a empresa de investimentos concordou em subscrever um mínimo de 125 milhões de títulos, o equivalente a US$ 10,3 milhões, e um máximo de 37,5 milhões de títulos adicionais, o equivalente a US$ 13,4 milhões.
A Serabi Ouro é uma companhia de exploração e desenvolvimento de ouro voltada para a avaliação e desenvolvimento de jazidas de ouro no Brasil. A mina de ouro Palito é considerada o principal interesse da mineradora e está localizado na região do Tapajós, no estado do Pará, envolvendo cerca de 53 mil hectares de áreas de exploração.

Notícias de Mineração Brasil

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

MAN vai investir R$ 100 Mi na produção de caminhões até 2016

Lucas Prado KallasMAN Latin America anunciou, no fim de janeiro, que vai investir cerca de R$ 100 milhões na produção de caminhões entre 2014 e 2016. A expectativa da montadora é um crescimento de 5% a 7% no mercado de caminhões. A linha de produtos atual da MAN conta com caminhões extrapesados que podem ser utilizados em operações de mineração.
De acordo com a assessoria de imprensa da MAN, oito veículos da montadora têm aplicação no setor de mineração. Os caminhões podem ser utilizados no transporte de minério, nas fases de preparação e recuperação da mina e como veículos de apoio.
"O Brasil cresce muito em agricultura e mineração, então, a gente está investindo nos veículos extrapesados", disse Roberto Cortes, presidente da MAN.
O VW Constellation 24.280 6x2 é o caminhão mais vendido do Brasil, segundo a empresa, e possui motor de 275 cavalos, tecnologia de emissões EGR e facilidade para a instalação de equipamentos. O veículo de menor porte é utilizado nas minas, em fase de projetos e na fase de recuperação do local de extração, assim como o modelo 26.280 6x4.
No caso de transporte de rochas e minério, o VW Constellation 31.390 6x4 é um dos destaques da MAN. O caminhão fora de estrada tem 400 cavalos de potência e capacidade total de 30,5 toneladas nos eixos dianteiro e traseiro. Para esse segmento, a MAN oferece também os modelos 31.280 e 31.330.
Como veículos de apoio, caminhões carga seca ou tanques de água, a montadora tem o modelo 17.190, com 180 cavalos de potência e capacidade total para 17,1 toneladas. Os modelos 8.160, 9.160 e 24.280 também podem ser utilizados como veículos de apoio.
A montadora tem capacidade atual para produzir 330 veículos por dia na fábrica em Resende (RJ). A meta para o fim de 2016 é chegar aos 500 veículos por dia. A produção da MAN em 2013 foi cerca de 28% maior que a de 2012, com 61,2 mil ônibus e caminhões contra 47,9 mil do ano anterior.
"Passado o impacto da troca de motor, a perspectiva para 2014 é positiva, com sinais de que a produção está no caminho da retomada. Desde que haja crescimento econômico", disse Cortes.
O presidente da montadora explicou que o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, para aquisição de bens de capital, ainda é o principal fator propulsor da produção de caminhões, mesmo com o aumento das taxas de juros praticadas pelo banco. Para ônibus e caminhões, o juros de 3%, em 2013, subiu para 6% neste ano.
A atual estratégia da MAN é atrair os fornecedores para o seu parque produtivo, em Resende (RJ). "Hoje, nós temos duas fábricas de fornecedores. Em março, vamos ter mais uma, e queremos atrair pelo menos mais três ainda este ano. Serão seis fábricas de fornecedores, ou operando junto ou se instalando, até o fim de 2014", disse Cortes.

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Brazil Minerals terá escritório na China

Lucas Prado KallasA Brazil Minerals disse hoje que finaliza a abertura de um escritório de representação em Pequim, na China. A mineradora enviou um conselheiro da empresa para o país, visando estabelecer presença comercial em Pequim, Hong Kong e Xangai. De acordo com o comunicado, a presença da Brazil Minerals no país deve-se ao interesse em desenvolver projetos na região. A Brazil Minerals tem projetos de ouro e diamantes em Minas Gerais.
A mineradora vem construindo relacionamentos de negócios com a China, incluindo empresários chineses que têm acesso ao setor internacional da mineração em seu país, tanto em empresas privadas quanto em estatais. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, tendo ultrapassado os EUA em 2008.
De acordo com o presidente e CEO da empresa, Marc Fogassa, o interesse na China é devido a boa parceria do país com o Brasil. "A China é um grande mercado para os diamantes e um forte comprador de commodities e minerais estratégicos, incluindo alguns dos minerais que dispomos. Como consequência de algumas conversas iniciais, a Brazil Minerals decidiu concentrar mais sua atenção nessa região", disse Fogassa.
No mês passado, a empresa anunciou a entrada de novos executivos na companhia. Na ocasião, Fogassa afirmou que a mineradora estava diversificando suas operações, mas não divulgou quais regiões seriam priorizadas. "Como a Brazil Minerals está diversificando suas operações, foi necessário acrescentar novos nomes para a gestão", disse.
A Brazil Minerals é uma produtora de diamante e ouro, que desenvolve projetos de vanádio, titânio e ferro no Brasil. Além da mina Duas Barras, a empresa é proprietária de direitos fundiários em Borba, área com potencial de ouro no Amazonas. No Brasil, a mineradora tem como subsidiária a Mineração Duas Barras, que fica em Minas Gerais.
No dia 7 de janeiro, a empresa anunciou a venda do primeiro lote de diamantes polidos, produzidos em Duas Barras, avaliados pelo Gemological Institute of America (GIA), para um grupo de investidores dos Estados Unidos. Até então, a empresa tinha negociado apenas diamantes brutos.
A mina Duas Barras tem capacidade de processamento de 80 toneladas por hora de cascalho, para extração de diamante e ouro. O custo de construção da planta foi de aproximadamente US$ 2,5 milhões.

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