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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Metso expande sua principal rede de centros de serviços globais da indústria

Lucas Prado KallasA Metso está construindo um centro de serviços e manutenção com tecnologia de ponta na cidade de Mesa, Arizona, Estados Unidos, que deverá estar em plena operação no quarto trimestre deste ano.
Os 31.000 metros quadrados de instalações de alta tecnologia foram projetados considerando a base de equipamentos instalados na região e as necessidades dos clientes, que incluem serviços e reparos para moinhos de grande escala, britadores e peneiras. "Este é mais um passo na nossa estratégia global para continuar a disponibilizar serviços cada vez mais próximos de nossos clientes", diz Randall Reisinger, vice-presidente sênior de Engenharia de Soluções de Serviços, linha de negócios de Serviços , Mineração e Construção, Metso.
As instalações e a equipe oferecerão uma ampla variedade de serviços de mineração e construção e reparos avançados, bem como a reparação no local e serviços de campo. O projeto do novo centro inclui uma ampla área de serviços que contará com duas pontes rolantes de 60 toneladas, soldagem e usinagem e escritórios para os membros da equipe Metso. "É um investimento no nosso futuro e também no futuro dos nossos clientes", acrescenta Reisinger.
Quando concluído, o centro fará parte de uma lista crescente de centros de serviços da Metso em todo o mundo - em seis continentes. Atualmente, a Metso opera cerca de 50 centros de serviços em locais como Perth, Austrália; Sorocaba, Brasil; Antofagasta, Chile; Tampere , na Finlândia ; Macon, França ; Vereeniging , África do Sul ; Faridabad, Índia; Surabaya , na Indonésia  e Phoenix , nos EUA. Novos centros também estão em vias de ser construído em Cananea, México, Arequipa, Peru e Labrador City no Canadá no início de 2014.
Os planos para o centro de serviço no Arizona foram recentemente aprovados pelas autoridades locais. Antes da inauguração do novo centro, a Metso está locando um centro de serviços e reparos totalmente equipado na área, permitindo que o serviço continue até que o novo local seja concluído.


ABM

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Blog Lucas Prado Kallas- Compra de empresas movimenta US$ 390 bi, diz consultoria

Lucas Prado KallasO Brasil alcançou um nível recorde no número de aquisições de empresas nacionais ao longo dos últimos seis anos, aponta estudo da consultoria Ernst & Young. De acordo com o levantamento, entre 2007 e 2013, ao menos 350 companhias brasileiras foram vendidas total ou parcialmente em operações que movimentaram US$ 390 bilhões.
A alta no número de aquisições, segundo a consultoria, pode ser explicada pelo aumento da presença de fundos de private equity no País. De 2000 a 2012, o número de fundos operando no Brasil mais que quadruplicou, passando de 45 para 185. No mesmo período, o montante de capital levantado por esses fundos com potencial de alocação no País saltou de US$ 1 bilhão para US$ 80 bilhões.
Na avaliação da consultoria, os fundos de private equity foram atraídos, principalmente, pelo crescimento do consumo doméstico, o que impulsionou a criação e o crescimento de empresas com sólidos modelos de negócio. Ainda segundo a consultoria, um maior volume de capital só não é investido na aquisição de empresas nacionais porque os fundos ainda enfrentam dificuldade para encontrar empresas com o perfil desejado.
Os compradores das empresas brasileiras estão concentrados na América Latina. De acordo com a pesquisa, 77% das operações foram efetuadas por compradores latino-americanos. Em seguida, aparecem compradores da Europa (11%), Ásia (7%), África e do Oriente Médio (3%) e, por último, da América do Norte (2%).
Das 350 empresas brasileiras adquiridas entre 2007 e 2013, 10% são do setor de energia, 9%, do setor de alimentos e bebidas, 7%, do setor de mineração, 7%, de transporte e infraestrutura, 6%, de telecomunicações e 4%, do setor químico.

Agência Estado
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Blog Lucas Prado Kallas-Agência Nacional de Águas abre inscrições para Prêmio ANA 2014

Lucas Prado KallasAté 30 de maio estarão abertas as inscrições para o Prêmio ANA 2014. Em sua 5ª edição, a premiação bienal busca reconhecer boas práticas relacionadas a água em sete categorias: Empresas; Ensino; Governo; Imprensa; Organismos de Bacia; Organizações Não Governamentais (ONG); e Pesquisa e Inovação Tecnológica.
Os trabalhos devem contribuir para a gestão e o uso sustentável dos recursos hídricos do País. As inscrições são gratuitas e devem ser realizada através do hotsite do Prêmio ANA: www.ana.gov.br/premio.
A premiação também busca identificar ações que estimulem o combate à poluição e ao desperdício e apontem caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento das atuais e futuras gerações.
O Prêmio ANA 2014 terá uma Comissão Julgadora composta por membros externos à ANA e com notório saber na área de recursos hídricos ou meio ambiente. Um representante da Agência presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; impactos social e ambiental; potencial de difusão; adesão social; originalidade; e sustentabilidade financeira (se aplicável).
A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das sete categorias. Os vencedores serão conhecidos em solenidade de premiação marcada para 3 de dezembro de 2014 em local a ser definido. Os sete vencedores receberão um Troféu Prêmio ANA.
Inscrições
Nesta edição do Prêmio ANA, as inscrições devem ser realizadas pelo hotsite. Caso os participantes queiram enviar materiais físicos complementares, o envio deverá ser realizado por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2014 no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 118, Brasília (DF), CEP: 70610-200.
A data de postagem será considerada como a de entrega e o localizador da remessa deverá ser informado no ato da inscrição, que só será confirmada pela Comissão Organizadora após o recebimento dos materiais complementares.
Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.
Cronograma
Inscrições: de 20 de dezembro a 30 de maio de 2014;
Avaliação: 4 de agosto a 12 de setembro (1ª fase), 6 a 10 de outubro (2ª fase);
Comunicação aos finalistas: 27 a 31 de outubro de 2014;
Premiação: 3 de dezembro de 2014.
Mais Informações
www.ana.gov.br/premio
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Assessoria da ANA

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Vale investe mais de US$ 80 milhões para renovar frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Lucas KallasO Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que faz a ligação entre Espírito Santo e Minas Gerais, começa 2014 de cara nova. Única empresa do país a oferecer, diariamente, o serviço de transporte ferroviário de passageiros em longa distância, a Vale investiu US$ 80,2 milhões para renovar a frota. Fabricados na Romênia, os vagões obedecem a padrões europeus de qualidade. Serão, ao todo, 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de vagões-restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção).
Os primeiros carros desembarcaram em Vitória depois do Natal e, após serem montados, seguirão para testes na ferrovia nos primeiros meses de 2014. A previsão é de que circulem ainda no primeiro trimestre. Toda a frota nova estará na malha da EFVM até o segundo semestre do ano. Também renovaremos a frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e os novos vagões começarão a operar a partir de 2015.
Cada carro executivo tem capacidade para transportar 60 passageiros. Já nos econômicos haverá 79 lugares. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos.
O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Os novos carros também são equipados com monitores de vídeo, para oferecer uma opção de entretenimento aos passageiros durante a viagem. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas, e com inclinação maior que as da classe econômica. As novidades contemplam também os carros-restaurante e cadeirante. O primeiro possui 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às composições que operam atualmente.
Segurança e conforto
O investimento prevê ainda um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficará ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passa a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros contam ainda com displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Vale

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Blog Lucas Prado Kallas- Atlas Copco vai lançar equipamento móvel para perfuração de minas


Lucas KallasAtlas Copco vai lançar uma nova carreta móvel para perfurar as chamadas aberturas nas minas. A nova carreta, chamada Easer, pode fazer tanto perfurações de gavetas quanto alargamentos com um diâmetro de 750 mm, assim como abertura de chaminés de lavra convencionais com um diâmetro de até 1.200 mm.
Desde sua introdução em meados dos anos 1960, a técnica de abertura de chaminés de lavra é considerada a maneira mais segura e produtiva de se escavar chaminés na maioria das aplicações em minas. Na escavação de blocos a na maior parte dos tipos de mineração subnível, uma grande quantidade de chaminés curtas atuam como aberturas para que a rocha se expanda durante a explosão.
Máquinas de abertura de chaminés de lavra tradicionais normalmente requerem uma plataforma de concreto e parafusos de fixação para manter a máquina estável durante a operação. No tempo total de movimentação para tais chaminés curtas, o tempo real de perfuração normalmente é inferior a 50%.
O aumento da demanda por uma carreta altamente móvel e versátil, especificamente projetada para criar estas aberturas com segurança e eficiência, levou ao desenvolvimento da Easer. A carreta pode produzir aberturas com um diâmetro máximo de 750 mm em um buraco com profundidade de até 60 m. Ela usa uma broca de perfuração padrão de 200 mm (8 pol.) com uma broca piloto de 228 mm (39 pol.).
Todo o equipamento de operação necessário faz parte do transportador, com exceção das brocas e os procedimentos de instalação não requerem nenhuma preparação do local.
“Nossa missão no desenvolvimento da Easer foi a de acelerar a operação,” diz Johnny Lyly, Gerente de Produto da Atlas Copco. “O tempo para perfurar uma abertura de 40 metros, da instalação à retirada, é menor que 30 horas e a instalação/retirada é feita em menos de uma hora.”
A Easer oferece os mesmos modos de perfuração que as carretas de abertura de chaminés tradicionais: perfuração de gavetas, alargamentos e abertura de chaminés de lavra convencional. Para mudar de perfuração de gavetas a alargamento, o redutor é girado em 180 graus – uma operação simples que pode ser realizada em um ambiente subterrâneo. No modo abertura de chaminé, a Easer pode perfurar até 1.200 mm.
O nome Easer é derivado da expressão “ease off”, que significa retirar ou aliviar a pressão, que é usada para referir-se ao furo para explosão dentro do qual a rocha se expande durante a detonação. O lançamento da Easer está programado para 2014.
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Radarindustrial

Portal Lucas Kallas

Blog Lucas Prado Kallas- STEP Awards para Mulheres em Manufatura homenageia colaboradora da Alcoa

Lucas Kallas
Diana Perreiah
Manufacturing Institute premiará Diana Perreiah, presidente da Alcoa Building and Construction Systems (BCS) da América do Norte, pela excelência e liderança em sua carreira
O Manufacturing Institute, organização dedicada ao desenvolvimento da área de Manufatura nos Estados Unidos, concederá à Diana Perreiah, presidente da Alcoa Building and Construction Systems da América do Norte, o prêmio STEP (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Produção) para “Mulheres em Manufatura”. A premiação STEP Awards homenageia mulheres que demonstraram excelência e liderança em suas carreiras e que representam todos os níveis do setor de manufatura, desde o nível operacional até a alta administração.
“O mundo da manufatura está mudando e, agora mais do que nunca, precisa das mulheres. O setor de manufatura atual oferece carreiras em alta tecnologia e com salários mais altos, nas quais as mulheres podem ter e têm objetivo sucesso. A diversidade de ideias, habilidades, experiência e formação delas são necessárias para garantir o progresso contínuo”, afirma Diana Perreiah.
“Sob a direção da Diana, a Alcoa Building and Construction Systems da América do Norte continua a se desenvolver. Em um mercado desafiador, a equipe dela vem obtendo resultados operacionais positivos e, ao mesmo tempo, conquistando níveis recordes de segurança e engajamento dos funcionários”, disse Glen Morrison, presidente da Alcoa Building and Construction Systems. “A Diana ajudou a construir uma das equipes mais diversas da Alcoa e que se transformou em importante fornecedora de talentos para a organização”.
A manufatura enfrenta uma grave lacuna em termos de habilidades. Uma pesquisa recente da Deloitte e do Manufacturing Institute descobriu que quase 70% das empresas de manufatura dos Estados Unidos têm uma carência moderada à alta de trabalhadores capacitados e disponíveis.
Parte dessa lacuna se deve à sub-representação das mulheres no setor. Embora as mulheres constituam aproximadamente 50% da força de trabalho dos Estados Unidos, elas representam apenas 25% da força de trabalho em manufatura. Em 2012, o Manufacturing Institute lançou a premiação STEP Awards para homenagear mulheres do setor e inspirar a próxima geração de líderes do sexo feminino. A premiação STEP Awards faz parte da iniciativa STEP Ahead, de maior amplitude, lançada para analisar e promover o papel das mulheres no setor de manufatura, por meio do reconhecimento, da pesquisa e das melhores práticas para atrair, incentivar e reter fortes talentos femininos.
As 160 ganhadoras dos STEP Awards serão homenageadas em uma cerimônia em Washington (EUA) no dia 6 de fevereiro. “As mulheres que estamos homenageando são referências de carreiras sólidas em manufatura. Cada uma delas obteve grandes realizações em manufatura, impactando positivamente em suas empresas e no setor como um todo”, afirmou Jennifer McNelly, presidente do Manufacturing Institute.
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Assessoria

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Que se fará com o lixo nuclear?

Lucas Prado KallasEstranho que possa parecer, está de volta a discussão, nos meios científicos e na comunicação, no mundo todo, do tema energia nuclear, que parecia ultrapassado quando, após o acidente na usina de Fukushima, no Japão, a Alemanha decidiu fechar, até meados da próxima década, todas as suas usinas - e foi acompanhada por vários países. Até a França, que depende da nuclear em 70% de seu consumo total de energia, decidiu rediscutir a questão. Além da possibilidade de acidentes graves, entra em jogo a falta de destinação para o lixo nuclear em toda parte, inclusive no Brasil.

Agora, entretanto, a Inglaterra já estuda implantar em Hinkley Point, Somerset, ao custo de mais e R$ 50 bilhões, um novo reator (já tem dois ali, um próximo do fechamento). A decisão deve-se (New Scientist, 26/10/2013) à necessidade de novas fontes de eletricidade. E a usina poderá prover até 7% do atual consumo no Reino Unido, embora o custo, de R$ 3.500 por MW/hora, seja o dobro do atual. Mas não é só na Inglaterra a retomada: a China está construindo 29 reatores e em 2030 terá um terço do mercado mundial na área.
No Brasil o tema continua polêmico. O professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, observa (remabrasil, 4/1) que esse caminho envolve "mais riscos do que a prudência aconselha". Principalmente com a projetada implantação, até 2030, de quatro novas usinas nucleares, duas das quais no Nordeste e pelo menos uma às margens do Rio São Francisco. A população de Itacuruba (PE), por intermédio de 50 instituições, já se manifestou contra o projeto e o Ministério Púbico em Arapiraca (AL) exige em inquérito esclarecimentos dos empreendedores. No Rio de Janeiro, a Justiça Federal exige (O Globo, 4/12/2013) da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Eletrobrás que incluam em seus orçamentos recursos para a construção de um depósito para o lixo nuclear das usinas Angra 1 e 2 (onde ele fica em piscinas internas). Na Bahia, o Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião denuncia a ocorrência de vários acidentes na mineração e estocagem de urânio. Ricardo Baitelo (O Globo, 25/11/2013) lembra que o custo de Angra 3 já está 39% acima do projeto inicial e chegou a R$ 13,9 bilhões. Sem solução para o lixo.
Será a questão dos resíduos algo que só se resolva com um projeto multinacional? - pergunta a revista New Scientist (2/11/2013). Já há países que pensam nessa direção. E até identificam a Argentina, a África do Sul, a China Oriental e a Austrália (este último país principalmente) como os locais mais indicados. Mas o estudo "vazou" para a comunicação e foi vetado pelo governo australiano. A Associação Internacional para Estocagem no Subsolo insiste, entretanto, em que essa é a melhor opção, ao custo de US$ 4,7 bilhões, que permitiria acondicionar o lixo em cápsulas de cobre e asseguraria proteção ao longo de muitos séculos. O depósito que os Estados Unidos começaram a instalar em Yucca Mountain, por exemplo, e que foi abandonado pelo presidente Barack Obama, já custara mais que o dobro disso.
O desastre da usina de Fukushima continua a perseguir a memória mundial - mas o governo japonês já recua e anuncia a retomada da produção de energia nuclear, com o argumento da precariedade de outras fontes neste momento. Talvez para contornar ao menos parte da resistência a operadora da usina anuncia que providenciará a remoção dos resíduos radiativos na instalação e que, encerrados em dispositivos de dióxido de urânio, ficarão em tonéis e, mais tarde, no fundo do oceano. Paralelamente, planeja construir na região de Fukushima uma "cidade de energia renovável", com painéis solares, simultaneamente ao plantio em larga escala de arroz, para incentivar parte da população deslocada pelo acidente (80 mil pessoas) a retomar suas atividades. Já estão funcionando dez painéis solares, com um total de 30 KW. Mas poderão ser acrescidas instalações de energia eólica (1 GW). As primeiras colheitas, porém, serão destinadas à fabricação de lubrificantes e óleos combustíveis.
Nos Estados Unidos, com o projeto de Yucca Mountain posto de lado e ainda sem outras soluções para o lixo radiativo, o Departamento de Energia vai financiar com US$ 226 milhões um depósito ao lado de pequenos reatores submersos. Na Rússia, o governo está construindo em São Petersburgo um reator nuclear flutuante, que funcionará em 2016.
Em meio a tudo isso, prosseguem as notícias de que a contaminação de Fukushima continua a chegar à costa oeste dos Estados Unidos, levada pelas águas do Pacífico. Cientistas do Alasca manifestam preocupação. Mesmo nos Estados Unidos, a Agência de Energia promete (The New York Times, 29/11/13) remover em 25 anos a carga radiativa depositada em Savannah River Site. Ela passará a ficar em tanques subterrâneos. Em Brunswick, na Alemanha, o problema é com centenas de toneladas de lixo radiativo depositadas nas décadas de 1960 e 70 numa antiga mina de sal, que agora gera a cada semana centenas de litros de salmoura contaminada.
Pode-se falar também em 65 mil toneladas de resíduos de usinas nucleares norte-americanas (mais 2 mil toneladas por ano) levadas para depósitos temporários. No mundo, são 350 mil toneladas - mais 12 mil por ano - de lixo radiativo sem solução definitiva. China, Índia e Rússia têm os maiores problemas. A Finlândia pretende construir um depósito no fundo de rochas - caminho que a Suécia também pretende seguir.
Esse é o panorama. Mas por aqui continuamos impávidos, como se a questão não nos afetasse. Como se não tivéssemos de resolver nosso problema já existente, nem o que nos aguarda com os projetos em andamento e planejados - as críticas caem em ouvidos surdos. No mínimo, a comunidade científica precisa estar mais presente à discussão. E dar à sociedade argumentos de que ela necessita.
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Blog Lucas Prado Kallas- China constrói monopólio de minerais de terras raras em meio a crescente concorrência

Lucas Prado Kallas
Uma carregadeira dirige perto de um "lago tóxico" cercado por refinarias de terras raras, perto da cidade de Baotou, na Mongólia Interior. A China está consolidando sua indústria de minerais de terras raras com menos de seis empresas estatais (Ed Jones/AFP/Getty Images)
Devido à pressão coletiva da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do retorno da concorrência estrangeira, o controle global da China sobre minerais de terras raras está vacilando. As autoridades chinesas agora procuram revidar e em 3 de janeiro aprovaram um plano para colocar toda a indústria da China de minerais nas mãos de seis empresas estatais.
O plano foi elaborado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MITI) da China. “A aprovação do regime é apenas o começo”, informou o jornal estatal Xinhua. “O próximo passo é que os seis grupos têm de apresentar planos de reorganização detalhados ao MITI.”
As empresas privadas já estão sendo “consolidadas” em grandes empresas estatais. A Reuters relatou em 3 de janeiro que o Baotou Steel Rare Earth Group da Mongólia Interior, que responde por 51% dos minerais de terras raras da China, adquiriu uma participação de 51% em cada uma das nove empresas de mineração locais sem qualquer custo.
As autoridades chinesas afirmam que a maioria das empresas de menor porte opera sem licença. O Wall Street Journal cita estimativas de analistas anônimos que 80% dos mineiros, processadores e comerciantes de terras raras da China – essencialmente, toda a indústria – não são licenciados.
Resposta à pressão
O anúncio da China vem na esteira de um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA de 16 de dezembro, dizendo que o mundo se tornou menos dependente da China para os minerais. E observa que o preço dos minerais caiu 60% desde 2011, quando a China controlava quase 95% da oferta global. A China ainda controla cerca de 90% do mercado.
O relatório do governo dos EUA, entretanto, veio apenas alguns dias após a China anunciar que cortaria as exportações de minerais de terras raras e depois que tanto a OMC quanto a União Europeia (UE) apresentaram queixas contra a China pelo movimento.
O corte nas exportações anunciado pelas autoridades chinesas seria o primeiro desde 2011, quando a China cortou as exportações de minerais de terras raras e fez os preços subirem rapidamente. O movimento causou uma bolha no mercado e segundo a Rare Earth Investment News: “Essa bolha estourou em 2012 e o mercado de terras raras ainda tem de recuperar sua antiga glória… colocando assim uma rachadura na produção chinesa em que os preços são tão fortemente dependentes.”
O jornal estatal chinês Xinhua informou que os próprios mineiros da China têm reduzido a produção, pois “o aumento dos fornecedores no exterior reduz sua posição dominante no mercado global”. Analistas acreditam que o corte de produção imposto pelo Estado é um movimento das autoridades chinesas para recriar o preço inflacionário de 2011.
Oferta limitada
O incidente de 2011 também começou uma onda de preocupação internacional sobre se a China seria uma fonte estável de minerais de terras raras. Os Estados Unidos e o Japão começaram a procurar outros mercados, a Rússia investiu US$ 1 bilhão numa mina de terras raras no campo de Tomtorsky, na região de Yakutia, e a Groelândia reabriu suas operações de mineração.
Perder uma fonte de minerais de terras raras significaria o fim para a maioria dos aparelhos eletrônicos modernos. Eles são usados em quase tudo, desde telefones celulares até computadores e painéis solares. Eles também são fundamentais para os militares dos EUA, que, segundo o relatório do Government Accountability Office, usam cerca de 5% dos minerais de terras raras nos Estados Unidos.
Um estudo de 2 de dezembro de Yale descobriu que não há substitutos para muitos dos minerais de terras raras. Pesquisadores de Yale avaliaram como todos os 62 dos metais raros e metaloides são usados em produtos de consumo, e concluíram que “nenhum metal tem um substituto ‘exemplar’ para todos os seus principais usos”.
Os pesquisadores levantaram várias questões, especialmente sobre quanto tempo a oferta mundial de minerais de terras raras pode atender à demanda por produtos eletrônicos.
“Todos gostamos de nossos aparelhos, todos gostamos de nossos smartphones. Mas em 20 ou 30 anos será que ainda teremos acesso a todos os elementos necessários para fornecer as funções específicas que tornam um smartphone tão bom?”, questionou a pesquisadora de Yale e coautora do estudo Barbara Reck, num comunicado de imprensa.
“Com base em nossos resultados, é improvável que apenas a substituição possa resolver possíveis restrições de fornecimento de qualquer dos metais na tabela periódica”, disse Reck.
Minerais de terras raras incluem 17 elementos da tabela periódica, que têm boa condutividade elétrica.
Impacto ambiental
Embora a China atualmente controle a maior parte do mercado global de minerais, eles não são particularmente raros. O problema é que eles devem ser separados de outros metais e, na China, tanto a mineração como o processamento têm sido altamente poluente. Isso teria deixado para trás metais pesados, materiais radioativos e outros contaminantes.
O governo chinês, por sua vez, admitiu o dano ambiental que a mineração tem causado no país. Ele afirmou num estudo de 20 de junho de 2012 que esta indústria tem “danificado severamente a vegetação de superfície, causado erosão do solo, poluição e acidificação, e reduzido ou eliminado a produção de culturas alimentares”.
O estudo afirma que os metais pesados da mineração têm danificado o solo e causado “grave poluição das águas superficiais, dos lençóis freáticos e da terra”. E acrescenta que, em algumas áreas, “a mineração excessiva de terras raras resultou em deslizamentos de terra, rios bloqueados, poluição ambiental emergencial e inclusive acidentes graves e desastres, causando grande prejuízo à segurança e à saúde das pessoas e do ambiente ecológico”.
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Blog Lucas Prado Kallas- Votorantim muda gestão e Calfat vai presidir conselho

Lucas Prado KallasO grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados industriais do país, controlado pela família Ermírio de Moraes, acaba de implementar mudanças em sua estrutura de gestão corporativa, segundo antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. Raul Calfat, executivo de confiança da família, foi alçado à presidência do conselho de administração da Votorantim Participações (VPAR) desde este mês.Calfat, no grupo desde os anos 80 e CEO da Votorantim Industrial desde 2004, ocupará a posição que é hoje de José Roberto Ermírio de Moraes na holding. A VPAR gere todos os negócios do grupo - industriais, com empresas fabricantes de cimento a suco de laranja, e financeiros, que tem como carro-chefe o Banco Votorantim.
Como outros cinco integrantes da família, José Roberto permanecerá como membro do conselho da VPAR. As mudanças não significam, todavia, que os Ermírio de Moraes vão sair do dia a dia da companhia. As mudanças resultam de um processo que vinha sendo elaborado há alguns anos.
Calfat deixa a presidência da Votorantim Industrial (VID), uma holding que cuida das operações industriais do grupo, que tem 95 anos de fundação. Sob sua responsabilidade estão os negócios de cimento, metais (alumínio, níquel, zinco e cobre), siderurgia, celulose, por meio da Fibria, e de mineração, com Milpo, no Peru.
A exceção é o negócio de suco concentrado de laranja, operado pela Citrosuco, resultado da fusão entre Citrovita, que era do grupo, com a Citrosuco, da família Fischer. De controle compartilhado, está sob o guarda-chuva da VPAR.
Na VID, João Miranda, atual diretor corporativo financeiro e de relações com o mercado da holding, foi promovido a diretor-geral. Ele terá o papel de coordenação e gestão do portfólio de negócios industriais da holding, reportando-se ao conselho da VPAR, sob a gestão de Calfat. Oriundo do Citibank, Miranda está no grupo desde 2009 como diretor financeiro da VID.
Procurada, a Votorantim informou, em nota, que a adoção dessas mudanças, a partir de janeiro, é a evolução de seu modelo de governança corporativa, com a formação de conselhos de administração em suas empresas do segmento industrial. "Após utilizar um modelo centralizado, que permitiu capturar significativas sinergias entre as empresas, disseminar as melhores práticas e criar um padrão único de gestão, o grupo entendeu que já estava pronto para a promoção de um modelo mais descentralizado e mais apropriado ao novo momento de seus negócios, cada vez mais complexos e internacionais".
No ano passado, a VID obteve receita líquida consolidada de R$ 24,8 bilhões. Já o grupo, com a área de financeira, alcançou receita bruta de R$ 38,6 bilhões.
Com as mudanças, a VID se torna mais uma holding de decisões estratégica dos negócios e menos operacional, como era até agora, desde que foi criada, há mais de uma década. Tanto que alguns executivos da VID foram alocados para cargos nas próprias empresas, como diretoria jurídica.
Considera-se que já cumpriu o papel de alinhamento de gestão das empresas que aglutinaram todos os negócios industriais do grupo. Assim, as empresas de cada área terão mais autonomia em suas operações.
Os resultados financeiros das empresas sob o guarda-chuva da VID, entretanto, ainda continuam sendo consolidados na holding.

Valor Econômico
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Blog Lucas Prado Kallas- Projeto P4P da Samarco atinge 97% de avanço

Lucas Prado KallasO Programa Quarta Pelotização (P4P) da Samarco vai ampliar a capacidade de produção instalada da empresa em 37%, alcançando 33,5 milhões de toneladas métricas base seca de pelotas de minério de ferro por ano, considerando a capacidade atual de 22,2 milhões. Relatório do banco de investimentos norte-americano Mizuho Securities, indica que o P4P tem progresso de 97%, com previsão de conclusão até o final do primeiro trimestre deste ano.
A Samarco planeja elevar sua capacidade de produção em 2014, e espera produzir entre 27 milhões e 28 milhões de toneladas métricas base seca até o final deste ano.
Segundo analistas do banco, o mercado continua a ver a mineradora de forma positiva, devido aos seus fortes acionistas, a Vale e a BHP Billiton, cada um com 50% do empreendimento; alta rentabilidade, com margem Ebitda acima de 50%; posição de baixo custo; diversificada base de clientes; sólidas ações de mercado e métricas de crédito estáveis.
Para 2014, a companhia espera Ebitda de cerca de US$ 2,3 bilhões, com expansão da margem de 55% a 60% até o final de 2014, assim como uma capacidade adicional após a conclusão do P4P.
Em setembro de 2013, a Samarco divulgou os resultados do primeiro semestre, anunciando que a receita líquida foi relativamente estável em R$ 3,344 milhões, considerando os R$ 3,330 milhões no mesmo período de 2012.
As receitas de exportação de pelotas de minério de ferro cresceram 3%, passando de R$ 3,081 milhões para R$ 3,174 milhões, equilibrando a queda de 35% nas receitas domésticas de pelotas de minério de ferro, que caíram para R$ 111 milhões em comparação com os R$ 173 milhões do ano anterior.
A margem Ebitda caiu de 65% no primeiro semestre de 2012 para 63% no mesmo período de 2013, como resultado de maiores custos operacionais.O projeto P4P envolve a construção de um concentrador na unidade de Germano, em Mariana (MG), com investimento de R$ 1,5 bilhão.
Além disso, está sendo construída a terceira linha do mineroduto, que irá da unidade de Germano até Ubu, em Anchieta (ES), e terá 400 quilômetros de extensão. O investimento para o mineroduto será de R$ 1,6 bilhão, que ligará as unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo e terá capacidade de escoar 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
O terceiro concentrador em Germano terá capacidade de processar 9,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, aumentando a capacidade do complexo para 33,5 milhões de toneladas anuais. A quarta usina de pelotização em Anchieta, por sua vez, terá capacidade de produzir 8,25 milhões de toneladas de pelotas por ano.

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Blog Lucas Prado Kallas- Grupo Orguel quer aumentar número de filiais no país

Lucas Prado KallasO grupo mineiro Orguel, ou Organização Guerra Lages, que fabrica, vende e aluga equipamentos e serviços para mineração, construção, indústria, infraestrutura, petróleo e gás, além do setor imobiliário, quer aumentar seu número de filiais no país de 84 para 100 em 2014.
O presidente do Conselho de Administração do grupo mineiro, Fábio Guerra Lages, disse que os últimos dois anos foram de muitos investimentos para o grupo Orguel. “Neste ano, vamos nos dedicar à ampliação dos negócios para estarmos ainda mais próximos ao cliente”, afirmou em entrevista ao jornal O Tempo.
Ao mesmo tempo, Lages conta que a Mecan, fabricante-locadora de andaimes, elevadores e escoramentos que pertence ao grupo Orguel, está em parceria com a norte-americana Safeway, que desenvolveu serviços em plataformas de petróleo com a manutenção da Mecan. Esse equipamento permite a manutenção de renovação de plataforma de petróleo.
“Hoje, a Petrobras especifica um equipamento para alguns dos serviços em alto-mar, principalmente do pré-sal, em plataformas de 80 a 100 metros de altura, acima da lâmina d’água, e a manutenção dele é da Mecan”, explica Lages. A Mecan foi criada em 1976.
Outro braço do grupo, a Locguel, empresa locadora de equipamentos criada em 1977, tem tido forte atuação em obras no Brasil, como fornecedores de equipamentos. Uma delas foi a Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. “Lá, oferecemos uma forma para concreto que teve um desenvolvimento de engenharia. O prédio é pendurado nuns pórticos enormes, é arrojado. A Locguel fez os cálculos e desenvolveu a forma que viabilizou a concretagem e possibilitou as vigas”, conta.
Também do grupo Orguel, a Construir Empreendimentos vai preparar diversos terrenos no Vetor Norte, em Belo Horizonte, para receber construções de acordo com o interesse potencial do locatário.
Fábio Guerra Lages não pretende parar tão cedo e diz que tem ainda uma boa caminhada até onde pretende chegar. Sem desânimo, ele conta que começou a desenhar o “império” Orguel aos 23 anos, na década de 60.
“Eu trabalhava numa empresa vendendo equipamentos de construção, e o meu irmão, Francisco, trabalhava em um banco. A empresa foi nascendo de conversas que nós dois tínhamos”, conta o empresário.
De acordo com Lages, o primeiro nome da companhia era Provendas, um misto de prestação de serviços, equipamentos e venda de peças. “Tínhamos um tio que lidava com acabamento de obras, acabamento de prédios e administração de condomínios, e ele fez o meu irmão se interessar pelo assunto”, disse.
Lages diz que algumas experiências foram desenvolvidas até certo ponto e, depois, revelados alguns inconvenientes, como o comércio de máquinas rodoviárias. “Esse movimento é de buscar novos produtos, agregar, criar nova empresa e também desativá-la, se as coisas não andavam muito bem. Essa é uma das medidas do grupo”, afirma.

O Tempo

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Arrecadação de royalties da mineração atinge R$ 2,376 bilhões em 2013

Lucas KallasO recolhimento de royalties na atividade de mineração atingiu o total de R$ 2,376 bilhões em 2013, segundo levantamento do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) divulgado nesta terça-feira, 7. O valor é 29,5% maior do que o R$ 1,834 bilhão arrecadado pela autarquia em 2012.
A exploração de minério de ferro respondeu pela maior parte do montante arrecado (76%) em 2013, com total R$ 1,815 bilhão, seguida pela exploração de cobre (R$ 96,2 milhões) e de ouro (R$ 55,1 milhões).
A arrecadação é feita pela Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), fiscalizada pelo DNPM. A Cfem é calculada sobre o faturamento líquido calculado na venda, descontados tributos, despesas com transporte e seguro.
As alíquotas aplicadas no cálculo dos royalties, que atualmente são discutidas pelo Congresso Nacional, estão em 3% para minério de alumínio, manganês, sal-gema e potássio, 1% para o ouro, 0,2% para pedras preciosas, pedras coradas lapidáveis, carbonetos e metais nobres e 2% para minério de ferro, fertilizante, carvão e demais substâncias.
Os Estados que mais arrecadaram Cfem em 2013 foram Minas Gerais, com R$ 1,204 bilhão, e Pará, com R$ 804,2 milhões.
O pagamento da Cfem é realizado mensalmente, até o último dia útil do segundo mês subsequente à comercialização do bem mineral.  Em 2014, o DNPM já contabilizou o recolhimento de R$ 619,6 mil.
(Rafael Bitencourt | Valor)
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Blog Lucas Prado Kallas- Cleveland encontra teor de 35% em projeto de minério de ferro na Bahia

Lucas KallasA Cleveland Mining divulgou na terça-feira (7) os resultados do mapeamento e amostragem dos projetos de minério de ferro que a empresa tem na Bahia em joint-venture com a australiana BC Iron e a brasileira Bahmex. O teor médio das amostras de superfície de cinco áreas, com furos entre 20 e 70 metros, foi de 34,8% Fe.
Os resultados encontrados superaram os 28% Fe previstos inicialmente. O balanço do teor de minerais é predominante de SiO2 (46,2%), com níveis insignificantes de Al2O3 (0,62%) e P (0,031%).
De acordo com o comunicado da Cleveland, os projetos foram selecionados com base nos tipos de rochas, acesso aos sistemas portuários e ferroviários que estão em construção, forte apoio da comunidade e do governo brasileiro e baixo custo de produção.
“Os tipos de rochas e os teores encontrados são semelhantes aos de minério de ferro padrão no Brasil, que são beneficiados pela alta qualidade, grande demanda e representa um dos estilos mais comumente extraídos globalmente de minério de ferro”, afirmou a empresa.
Os testes metalúrgicos preliminares produzidos pelo fornecedor, mas ainda não confirmados pela Cleveland, indicaram que a sílica pode ser facilmente removida através de beneficiamento simples para alcançar o teor alvo de +60% Fe.
Enquanto os teores brasileiros de minério de ferro são geralmente mais baixos do que o minério pronto para entrega na Austrália (DSO), o produto final processado a partir do minério brasileiro é geralmente de grau mais elevado que o DSO australiano.
O baixo custo de energia e mão de obra no Brasil permite que o minério de ferro brasileiro possa ser transformado em um produto de alta qualidade com a mineração e os custos de processamento inferiores aos do DSO na Austrália.
De acordo com o comunicado da companhia, o programa de sondagem inicial abrangerá cinco áreas de mineralização distintas e está previsto para começar “o mais cedo possível”.
A Cleveland formou uma aliança com a empresa BC Iron, listada na bolsa de valores da Austrália (ASX), para coadquirir e desenvolver projetos de ferro no Brasil. A Aliança tem acordos MoU para três projetos de minério de ferro na Bahia e em Minas Gerais.
O projeto mais avançado da Cleveland no Brasil é o da Mina Premier, em Crixás (GO), onde a produção do ouro começou ao final de 2012.

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Blog Lucas Prado Kallas- Eagle Star divulga resultados de sondagem do projeto Bonfim

Lucas KallasA Eagle Star divulgou, nesta quarta-feira, novos resultados do programa de sondagem do alvo Santiago, no Projeto Bomfim, em Tocantins. O furo STW-RC-08 encontrou interseção de 19 metros com teor de 16,48% de P2O5, incluindo uma interseção de 11 metros com teor de 21,72% de P2O5 e outra interseção de 5 metros de teor de 26,08% de P2O5.
Santiago é uma antiga propriedade da Vale que faz fronteira com o depósito Canabrava da MBAC Fertilizantes, um dos maiores e mais ricos em rocha fosfática com alto teor de P2O5. O local está entre os nove alvos já identificados pela Eagle Star para sediar a mineralização de alto teor na superfície dentro do Projeto Bomfim.
Nos meses de novembro e dezembro de 2013, a companhia divulgou uma série de resultados de sondagens significativas dentro do alvo Santiago. Os furos da área de STP estão localizados a aproximadamente 250 metros da MBAC, confirmando que a mineralização Canabrava localizada na propriedade da MBAC se estende para o alvo Santiago.
"Os resultados recebidos até agora de Santiago demonstram notável espessura e bons teores. Coletivamente, eles confirmam a singularidade desta oportunidade e seu enorme potencial. Uma descoberta dessa magnitude no coração de uma das maiores regiões agrícolas do mundo, onde a deficiência de fertilizante é muito alta, sujeita a tornar-se um elemento importante para ajudar a resolver a dependência dos agricultores locais sobre as importações estrangeiras", afirmou Paulo Roberto Amorim, assessor sênior de exploração da Eagle Star.
O depósito Canabrava contém 20,4 Mt indicado com um teor médio de 5,53% de P2O5 e 3,7 Mt inferido com teor médio de 4,94% de P2O5, conforme relatório técnico da MBAC divulgado em março de 2013. Os furos no domínio STW estão localizados a cerca de 1,5 km a nordeste da área de STP.
O programa de sondagem de circulação reversa (RC) para o alvo Santiago está previsto para um total de 160 furos. Em 2013, foram concluídos os resultados de 23 furos.
Os furos foram identificado por meio de mapeamento detalhado sobre uma área mínima de 600 x 300 metros. A determinação de P2O5 foi feita pelo método XR55L do laboratório de análises de materiais Intertek, em São Paulo, que preparou a amostra com uma fusão de tetraborato de lítio, seguido por análise de XRF.
Os intervalos mais longos foram calculados usando teor de corte de 2,2% de P2O5, permitindo intervalos fechados com uma ou duas amostras abaixo do teor de corte, incluindo uma combinação de fosforita e siltitos mineralizados. A Eagle define a mineralização de alta qualidade considerando teores iguais ou maiores que 10% de P2O5.
A Eagle Star Minerals é uma mineradora canadense que atua no desenvolvimento, exploração e aquisição de oportunidades de fosfato no Brasil. Além de Bomfim, a empresa controla o projeto Ruth e o projeto Samba, ambos no Estado do Piauí.


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Blog Lucas Prado Kallas- Projeto de cobre Ilo Norte inicia suas operações no Peru

Lucas KallasA mineradora júnior Latin Resources disse na terça-feira (7) que as atividades de exploração do projeto de cobre Ilo Norte, no Peru, começaram na última quinta-feira (2). A empresa afirmou, em comunicado enviado ao mercado, que foi assinado o contrato definitivo da venda de 70% do projeto para a empresa peruana Compañia Minera Zahena (CMZ), por US$ 3,65 milhões. A Latin Resources adquiriu em novembro um projeto de minério de ferro em estágio avançado no Rio Grande do Norte.
O acordo prevê que a CMZ conclua seis furos de sondagem com um mínimo de 4,8 mil metros, avaliados em aproximadamente US$ 1,35 milhão, e invista mais de US$ 4 milhões em exploração do projeto no prazo de quatro anos.
Segundo o comunicado, com todas as licenças e autorizações já em vigor, a CMZ está pronta para começar a sondagem antes do dia 31 de março, conforme havia acordado. A sondagem nos 12 primeiros furos, com no mínimo 10 mil metros, devem ser concluídas dentro de 18 meses.
A cessão de direitos será dada sobre as concessões de mineração da Latin Ilo Norte 1, Ilo Norte 3, Ilo Norte 4, Ilo Norte 5 e Ilo Norte 6, totalizando 4,3 mil hectares. Uma concessão de mais mil hectares, a Ilo Norte 2, será incluída após a obtenção do título, que está pendente.
"Estamos extremamente satisfeitos por ter firmado o acordo com a Zahena, que permitirá a valorização da planta Ilo Norte a curto prazo, através de uma campanha de sondagem completa e pronta para alcançar nosso objetivo", disse o diretor-administrativo da Latin Resources Chris Gale.
Gale disse que a Ilo Norte está localizada em uma região produtora de cobre muito disputada no Peru e que a Latin continuará a busca por outros pontos de exploração no país. "Vamos continuar a usar o modelo de Ilo Norte tanto para o financiamento seguro para a empresa quanto para valorizar a exploração dessa grande área, localizada em uma das mais valorizadas regiões de cobre do Peru", disse.
"Nós também estamos satisfeitos por ter assegurado mais financiamento para a empresa e, ao mesmo tempo, avançar nossas metas de exploração, sem depender do mercado de ações para obter mais fundos", afirmou o diretor.
O Projeto Ilo Norte está localizado na região sul do Peru e conta com 22 mil hectares já concedidos e 2,6 mil hectares de concessões pendentes.
No final do ano passado, a Latin também anunciou a compra do projeto Borborema, no Rio Grande do Norte, da Rio Tinto Exploration, após, no início de novembro, informar a inclusão do Brasil no plano estratégico.
O projeto Borborema foi adquirido por US$ 200 mil e está localizado entre a Mina Bonito, de propriedade da MHAG, e a Mina Saquinho, operada pela Susa, da indiana Zamin Resources. Esta última unidade produz cerca de 5 milhões de toneladas de itabirito por ano. A localização e o perfil de Borborema oferecem condições ideais para a companhia conquistar parceiros de joint venture. 
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Blog Lucas Prado Kallas- Centaurus recebe três concessões de lavra para projeto Jambreiro

Lucas KallasA Centaurus Metals recebeu três concessões de lavra referentes ao projeto de minério de ferro Jambreiro, em Minas Gerais. De acordo com a mineradora, as concessões vão contribuir na obtenção de financiamento para o desenvolvimento do projeto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8), em comunicado enviado ao mercado.
As concessões de lavra foram emitidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e publicadas no Diário Oficial da União. A Centaurus diz que, agora, está habilitada para dar início às operações e gerar fluxos de caixa positivo na conclusão do processo de construção de Jambreiro.
Darren Gordon, diretor administrativo da Centaurus, disse que as concessões representam uma passo importante para a mineradora se firmar como uma das principais produtoras de minério de ferro do mundo.
“Como nós já tínhamos recebido a aprovação necessária para começar a construção no site nos termos da licença de instalação, essas concessões de lavra representam o ponto culminante da aprovação do processo por parte do DNPM e MME e um marco importante no nosso processo de desenvolvimento”, afirmou Gordon.
O diretor administrativo comentou que, a partir da base de produção inicial, a Centaurus vai conseguir, em pouco tempo, expandir sua produção à medida que gera fluxos de caixa. “Nos próximos meses, vamos dar início à construção de um projeto com capacidade para produzir um milhão de toneladas por ano, conforme anunciamos antes do Natal”, disse.
Em 20 de dezembro do ano passado, a Centaurus divulgou que mudaria sua estratégia de desenvolvimento e reduziria a capacidade do projeto Jambreiro para 1 Mtpa. Dessa forma, a mineradora diminuiu em 61% o capital necessário para entrar em produção.
“Temos garantias de que a produção em Jambreiro pode chegar a 3 Mtpa. O ano de 2014 está sendo preparado para se um ano de transformação para a Centaurus. As concessões de lavra demonstram, claramente, que não há nenhum impedimento para começarmos as operações no projeto e vão ajudar na redução do risco de financiamento, nos colocando em uma posição forte”, disse Gordon.
Jambreiro fica a cerca de 130 quilômetros da cidade de Ipatinga (MG). O projeto de minério de ferro tem capacidade nominal de 2 milhões de toneladas por ano e os recursos medidos, indicados e inferidos somam 116,5 Mt, com teor médio de 26,8% de ferro.

Notícias de Mineração Brasil
Portal Lucas Kallas

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Projeto Minas-Rio ganha hotsite

Lucas Prado KallasA Anglo American lançou, ontem, um portal na internet sobre o Projeto Minas-Rio, empreendimento da empresa em fase de implantação nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Por meio do site www.minasrio.angloamerican.com.br, o público terá acesso a dados específicos sobre o projeto, como o funcionamento de toda a operação de minério de ferro, além de informações sobre profissões na mineração e as vagas disponíveis na Anglo American.
Também haverá páginas no hotsite específicas sobre os dois programas sociais da Anglo American em Minas Gerais que possuem como objetivo principal a capacitação e a qualificação das comunidades para o mercado de trabalho: o Programa de Capacitação de Mão de Obra Local da empresa, realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG), em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço; e o Programa Mover, implantado nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim, na região de influência direta do Projeto Minas-Rio.
"O lançamento do hotsite cumpre uma importante missão, que é a de expor com mais eficácia e didatismo o que é o Projeto Minas-Rio, como ele funcionará; benefícios para os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro e o país, além de permitir que o público tenha acesso mais fácil às informações sobre profissões no setor de mineração e oportunidades de carreira na Anglo American", ressalta o diretor de Recursos Humanos, Assuntos Corporativos, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Pedro Borrego.
O portal também trará uma seção com informações técnicas sobre os produtos e aplicações do minério de ferro e contará com o jogo interativo "O minério de ferro em seu dia a dia", por meio do qual os visitantes poderão aprender, de forma mais interativa, e checar os conhecimentos que possuem sobre esse tipo de rocha.

Diário do Comércio
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Blog Lucas Prado Kallas- Mota-Engil consegue primeiro contrato de mineração no Zimbabwe

Lucas Prado KallasA Mota-Engil conseguiu o seu primeiro contrato de mineração no Zimbabwe para realizar trabalhos de perfuração, detonação, carga e transporte de minério na mina de carvão da empresa Hwange Colliery.
Além do reforço da actividade no Zimbabwe, onde tinha, até à data, apenas uma actividade de prospecção, o grupo português de engenharia, construção e mineração anunciou nesta terça-feira, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a adjudicação de vários contratos em África, na América Latina e Europa.
O grupo garantiu contratos de 188 milhões de euros em Moçambique e de 75 milhões de euros em Angola. Na América Latina, a carteira de encomendas passou a incluir projectos de 118 milhões de euros no Peru, 37 milhões de euros no México, 41 milhões de euros no Brasil e 47 milhões de euros na Colômbia. Na Europa, a Mota-Engil assegurou um contrato de 80 milhões de euros.
A expansão da actividade em África e América Latina é “o resultado de uma estratégia implementada em devido tempo”, para a qual a empresa se dotou “dos recursos e das competências necessárias”, frisou, numa nota enviada às redacções, o presidente executivo do grupo, Gonçalo Moura Martins.
Os contratos recentemente assinados traduzem “o reconhecimento crescente que tem sido efectuado por clientes de dimensão multinacional na capacidade técnica e de execução do Grupo Mota-Engil nestes mercados”, acrescentou o gestor. São projectos que permitem à empresa “crescer de acordo com os objectivos estratégicos projectados", sublinhou ainda.
A Mota-Engil aprovou recentemente a distribuição aos seus accionistas de 20% de acções da Mota-Engil África (através de um dividendo condicional), que será cotada numa bolsa europeia.
A Mota-Engil controlará mais de dois terços do capital desta empresa que reúne os interesses do grupo nos mercados africanos e será cotada em Londres, Lisboa ou Amesterdão ainda no primeiro trimestre deste ano.
Mais de 80% das encomendas e dos resultados do grupo provêm de mercados externos. África, onde as receitas dispararam 83% em dois anos, já representa quase metade do volume de negócios.
Segundo afirmou recentemente o líder da Mota-Engil, António Mota, a dispersão em bolsa do capital da Mota-Engil África "é um passo fundamental para visualizar o valor da empresa".

Site Público
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