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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Negócios: R$ 10 bilhões para projeto de bauxita

Lucas Prado KallasUma das maiores multinacionais de mineração do mundo deve anunciar ainda este ano investimento de cerca de R$ 10 bilhões na Bahia para produzir e beneficiar bauxita, mineral utilizado em abrasivos, cimento, produtos químicos e também na siderurgia.  Trata-se do maior investimento em bauxita do mundo. O anúncio, segundo fontes ligadas ao mercado de mineração, depende da análise da empresa sobre o desenvolvimento dos trabalhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do resultado da votação que vai definir o novo marco regulatório da mineração brasileira, em tramitação no Congresso.
50 municípios beneficiados
Não é só o volume de investimento que faz deste um projeto gigantesco. De acordo com as informações obtidas pela coluna, a multinacional encontrou bauxita em aproximadamente 50 municípios localizados nas regiões Sul e Sudoeste, por isso a importância da Fiol para o empreendimento. Consultada, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração confirmou que há um protocolo de intenções assinado entre o governo e uma mineradora estrangeira. E  não falou alegando cláusula de confidencialidade. O secretário James Correa, contudo, aproveitou para cobrar celeridade para a conclusão da Fiol. Segundo ele, um total de R$ 35 bilhões em investimentos de diversas mineradoras depende da ferrovia para ser concretizado.

Correio 24 horas

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Blog Lucas Prado Kallas- Metso expande sua principal rede de centros de serviços globais da indústria

Lucas Prado KallasA Metso está construindo um centro de serviços e manutenção com tecnologia de ponta na cidade de Mesa, Arizona, Estados Unidos, que deverá estar em plena operação no quarto trimestre deste ano.
Os 31.000 metros quadrados de instalações de alta tecnologia foram projetados considerando a base de equipamentos instalados na região e as necessidades dos clientes, que incluem serviços e reparos para moinhos de grande escala, britadores e peneiras. "Este é mais um passo na nossa estratégia global para continuar a disponibilizar serviços cada vez mais próximos de nossos clientes", diz Randall Reisinger, vice-presidente sênior de Engenharia de Soluções de Serviços, linha de negócios de Serviços , Mineração e Construção, Metso.
As instalações e a equipe oferecerão uma ampla variedade de serviços de mineração e construção e reparos avançados, bem como a reparação no local e serviços de campo. O projeto do novo centro inclui uma ampla área de serviços que contará com duas pontes rolantes de 60 toneladas, soldagem e usinagem e escritórios para os membros da equipe Metso. "É um investimento no nosso futuro e também no futuro dos nossos clientes", acrescenta Reisinger.
Quando concluído, o centro fará parte de uma lista crescente de centros de serviços da Metso em todo o mundo - em seis continentes. Atualmente, a Metso opera cerca de 50 centros de serviços em locais como Perth, Austrália; Sorocaba, Brasil; Antofagasta, Chile; Tampere , na Finlândia ; Macon, França ; Vereeniging , África do Sul ; Faridabad, Índia; Surabaya , na Indonésia  e Phoenix , nos EUA. Novos centros também estão em vias de ser construído em Cananea, México, Arequipa, Peru e Labrador City no Canadá no início de 2014.
Os planos para o centro de serviço no Arizona foram recentemente aprovados pelas autoridades locais. Antes da inauguração do novo centro, a Metso está locando um centro de serviços e reparos totalmente equipado na área, permitindo que o serviço continue até que o novo local seja concluído.


ABM

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Vale investe mais de US$ 80 milhões para renovar frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Lucas KallasO Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que faz a ligação entre Espírito Santo e Minas Gerais, começa 2014 de cara nova. Única empresa do país a oferecer, diariamente, o serviço de transporte ferroviário de passageiros em longa distância, a Vale investiu US$ 80,2 milhões para renovar a frota. Fabricados na Romênia, os vagões obedecem a padrões europeus de qualidade. Serão, ao todo, 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de vagões-restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção).
Os primeiros carros desembarcaram em Vitória depois do Natal e, após serem montados, seguirão para testes na ferrovia nos primeiros meses de 2014. A previsão é de que circulem ainda no primeiro trimestre. Toda a frota nova estará na malha da EFVM até o segundo semestre do ano. Também renovaremos a frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e os novos vagões começarão a operar a partir de 2015.
Cada carro executivo tem capacidade para transportar 60 passageiros. Já nos econômicos haverá 79 lugares. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos.
O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Os novos carros também são equipados com monitores de vídeo, para oferecer uma opção de entretenimento aos passageiros durante a viagem. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas, e com inclinação maior que as da classe econômica. As novidades contemplam também os carros-restaurante e cadeirante. O primeiro possui 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às composições que operam atualmente.
Segurança e conforto
O investimento prevê ainda um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficará ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passa a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros contam ainda com displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Vale

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Que se fará com o lixo nuclear?

Lucas Prado KallasEstranho que possa parecer, está de volta a discussão, nos meios científicos e na comunicação, no mundo todo, do tema energia nuclear, que parecia ultrapassado quando, após o acidente na usina de Fukushima, no Japão, a Alemanha decidiu fechar, até meados da próxima década, todas as suas usinas - e foi acompanhada por vários países. Até a França, que depende da nuclear em 70% de seu consumo total de energia, decidiu rediscutir a questão. Além da possibilidade de acidentes graves, entra em jogo a falta de destinação para o lixo nuclear em toda parte, inclusive no Brasil.

Agora, entretanto, a Inglaterra já estuda implantar em Hinkley Point, Somerset, ao custo de mais e R$ 50 bilhões, um novo reator (já tem dois ali, um próximo do fechamento). A decisão deve-se (New Scientist, 26/10/2013) à necessidade de novas fontes de eletricidade. E a usina poderá prover até 7% do atual consumo no Reino Unido, embora o custo, de R$ 3.500 por MW/hora, seja o dobro do atual. Mas não é só na Inglaterra a retomada: a China está construindo 29 reatores e em 2030 terá um terço do mercado mundial na área.
No Brasil o tema continua polêmico. O professor Heitor Scalambrini Costa, da Universidade Federal de Pernambuco, observa (remabrasil, 4/1) que esse caminho envolve "mais riscos do que a prudência aconselha". Principalmente com a projetada implantação, até 2030, de quatro novas usinas nucleares, duas das quais no Nordeste e pelo menos uma às margens do Rio São Francisco. A população de Itacuruba (PE), por intermédio de 50 instituições, já se manifestou contra o projeto e o Ministério Púbico em Arapiraca (AL) exige em inquérito esclarecimentos dos empreendedores. No Rio de Janeiro, a Justiça Federal exige (O Globo, 4/12/2013) da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Eletrobrás que incluam em seus orçamentos recursos para a construção de um depósito para o lixo nuclear das usinas Angra 1 e 2 (onde ele fica em piscinas internas). Na Bahia, o Sindicato dos Mineradores de Brumado e Microrregião denuncia a ocorrência de vários acidentes na mineração e estocagem de urânio. Ricardo Baitelo (O Globo, 25/11/2013) lembra que o custo de Angra 3 já está 39% acima do projeto inicial e chegou a R$ 13,9 bilhões. Sem solução para o lixo.
Será a questão dos resíduos algo que só se resolva com um projeto multinacional? - pergunta a revista New Scientist (2/11/2013). Já há países que pensam nessa direção. E até identificam a Argentina, a África do Sul, a China Oriental e a Austrália (este último país principalmente) como os locais mais indicados. Mas o estudo "vazou" para a comunicação e foi vetado pelo governo australiano. A Associação Internacional para Estocagem no Subsolo insiste, entretanto, em que essa é a melhor opção, ao custo de US$ 4,7 bilhões, que permitiria acondicionar o lixo em cápsulas de cobre e asseguraria proteção ao longo de muitos séculos. O depósito que os Estados Unidos começaram a instalar em Yucca Mountain, por exemplo, e que foi abandonado pelo presidente Barack Obama, já custara mais que o dobro disso.
O desastre da usina de Fukushima continua a perseguir a memória mundial - mas o governo japonês já recua e anuncia a retomada da produção de energia nuclear, com o argumento da precariedade de outras fontes neste momento. Talvez para contornar ao menos parte da resistência a operadora da usina anuncia que providenciará a remoção dos resíduos radiativos na instalação e que, encerrados em dispositivos de dióxido de urânio, ficarão em tonéis e, mais tarde, no fundo do oceano. Paralelamente, planeja construir na região de Fukushima uma "cidade de energia renovável", com painéis solares, simultaneamente ao plantio em larga escala de arroz, para incentivar parte da população deslocada pelo acidente (80 mil pessoas) a retomar suas atividades. Já estão funcionando dez painéis solares, com um total de 30 KW. Mas poderão ser acrescidas instalações de energia eólica (1 GW). As primeiras colheitas, porém, serão destinadas à fabricação de lubrificantes e óleos combustíveis.
Nos Estados Unidos, com o projeto de Yucca Mountain posto de lado e ainda sem outras soluções para o lixo radiativo, o Departamento de Energia vai financiar com US$ 226 milhões um depósito ao lado de pequenos reatores submersos. Na Rússia, o governo está construindo em São Petersburgo um reator nuclear flutuante, que funcionará em 2016.
Em meio a tudo isso, prosseguem as notícias de que a contaminação de Fukushima continua a chegar à costa oeste dos Estados Unidos, levada pelas águas do Pacífico. Cientistas do Alasca manifestam preocupação. Mesmo nos Estados Unidos, a Agência de Energia promete (The New York Times, 29/11/13) remover em 25 anos a carga radiativa depositada em Savannah River Site. Ela passará a ficar em tanques subterrâneos. Em Brunswick, na Alemanha, o problema é com centenas de toneladas de lixo radiativo depositadas nas décadas de 1960 e 70 numa antiga mina de sal, que agora gera a cada semana centenas de litros de salmoura contaminada.
Pode-se falar também em 65 mil toneladas de resíduos de usinas nucleares norte-americanas (mais 2 mil toneladas por ano) levadas para depósitos temporários. No mundo, são 350 mil toneladas - mais 12 mil por ano - de lixo radiativo sem solução definitiva. China, Índia e Rússia têm os maiores problemas. A Finlândia pretende construir um depósito no fundo de rochas - caminho que a Suécia também pretende seguir.
Esse é o panorama. Mas por aqui continuamos impávidos, como se a questão não nos afetasse. Como se não tivéssemos de resolver nosso problema já existente, nem o que nos aguarda com os projetos em andamento e planejados - as críticas caem em ouvidos surdos. No mínimo, a comunidade científica precisa estar mais presente à discussão. E dar à sociedade argumentos de que ela necessita.
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Blog Lucas Prado Kallas- Projeto P4P da Samarco atinge 97% de avanço

Lucas Prado KallasO Programa Quarta Pelotização (P4P) da Samarco vai ampliar a capacidade de produção instalada da empresa em 37%, alcançando 33,5 milhões de toneladas métricas base seca de pelotas de minério de ferro por ano, considerando a capacidade atual de 22,2 milhões. Relatório do banco de investimentos norte-americano Mizuho Securities, indica que o P4P tem progresso de 97%, com previsão de conclusão até o final do primeiro trimestre deste ano.
A Samarco planeja elevar sua capacidade de produção em 2014, e espera produzir entre 27 milhões e 28 milhões de toneladas métricas base seca até o final deste ano.
Segundo analistas do banco, o mercado continua a ver a mineradora de forma positiva, devido aos seus fortes acionistas, a Vale e a BHP Billiton, cada um com 50% do empreendimento; alta rentabilidade, com margem Ebitda acima de 50%; posição de baixo custo; diversificada base de clientes; sólidas ações de mercado e métricas de crédito estáveis.
Para 2014, a companhia espera Ebitda de cerca de US$ 2,3 bilhões, com expansão da margem de 55% a 60% até o final de 2014, assim como uma capacidade adicional após a conclusão do P4P.
Em setembro de 2013, a Samarco divulgou os resultados do primeiro semestre, anunciando que a receita líquida foi relativamente estável em R$ 3,344 milhões, considerando os R$ 3,330 milhões no mesmo período de 2012.
As receitas de exportação de pelotas de minério de ferro cresceram 3%, passando de R$ 3,081 milhões para R$ 3,174 milhões, equilibrando a queda de 35% nas receitas domésticas de pelotas de minério de ferro, que caíram para R$ 111 milhões em comparação com os R$ 173 milhões do ano anterior.
A margem Ebitda caiu de 65% no primeiro semestre de 2012 para 63% no mesmo período de 2013, como resultado de maiores custos operacionais.O projeto P4P envolve a construção de um concentrador na unidade de Germano, em Mariana (MG), com investimento de R$ 1,5 bilhão.
Além disso, está sendo construída a terceira linha do mineroduto, que irá da unidade de Germano até Ubu, em Anchieta (ES), e terá 400 quilômetros de extensão. O investimento para o mineroduto será de R$ 1,6 bilhão, que ligará as unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo e terá capacidade de escoar 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
O terceiro concentrador em Germano terá capacidade de processar 9,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, aumentando a capacidade do complexo para 33,5 milhões de toneladas anuais. A quarta usina de pelotização em Anchieta, por sua vez, terá capacidade de produzir 8,25 milhões de toneladas de pelotas por ano.

Notícias de Mineração Brasil

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Blog Lucas Prado Kallas- Grupo Orguel quer aumentar número de filiais no país

Lucas Prado KallasO grupo mineiro Orguel, ou Organização Guerra Lages, que fabrica, vende e aluga equipamentos e serviços para mineração, construção, indústria, infraestrutura, petróleo e gás, além do setor imobiliário, quer aumentar seu número de filiais no país de 84 para 100 em 2014.
O presidente do Conselho de Administração do grupo mineiro, Fábio Guerra Lages, disse que os últimos dois anos foram de muitos investimentos para o grupo Orguel. “Neste ano, vamos nos dedicar à ampliação dos negócios para estarmos ainda mais próximos ao cliente”, afirmou em entrevista ao jornal O Tempo.
Ao mesmo tempo, Lages conta que a Mecan, fabricante-locadora de andaimes, elevadores e escoramentos que pertence ao grupo Orguel, está em parceria com a norte-americana Safeway, que desenvolveu serviços em plataformas de petróleo com a manutenção da Mecan. Esse equipamento permite a manutenção de renovação de plataforma de petróleo.
“Hoje, a Petrobras especifica um equipamento para alguns dos serviços em alto-mar, principalmente do pré-sal, em plataformas de 80 a 100 metros de altura, acima da lâmina d’água, e a manutenção dele é da Mecan”, explica Lages. A Mecan foi criada em 1976.
Outro braço do grupo, a Locguel, empresa locadora de equipamentos criada em 1977, tem tido forte atuação em obras no Brasil, como fornecedores de equipamentos. Uma delas foi a Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. “Lá, oferecemos uma forma para concreto que teve um desenvolvimento de engenharia. O prédio é pendurado nuns pórticos enormes, é arrojado. A Locguel fez os cálculos e desenvolveu a forma que viabilizou a concretagem e possibilitou as vigas”, conta.
Também do grupo Orguel, a Construir Empreendimentos vai preparar diversos terrenos no Vetor Norte, em Belo Horizonte, para receber construções de acordo com o interesse potencial do locatário.
Fábio Guerra Lages não pretende parar tão cedo e diz que tem ainda uma boa caminhada até onde pretende chegar. Sem desânimo, ele conta que começou a desenhar o “império” Orguel aos 23 anos, na década de 60.
“Eu trabalhava numa empresa vendendo equipamentos de construção, e o meu irmão, Francisco, trabalhava em um banco. A empresa foi nascendo de conversas que nós dois tínhamos”, conta o empresário.
De acordo com Lages, o primeiro nome da companhia era Provendas, um misto de prestação de serviços, equipamentos e venda de peças. “Tínhamos um tio que lidava com acabamento de obras, acabamento de prédios e administração de condomínios, e ele fez o meu irmão se interessar pelo assunto”, disse.
Lages diz que algumas experiências foram desenvolvidas até certo ponto e, depois, revelados alguns inconvenientes, como o comércio de máquinas rodoviárias. “Esse movimento é de buscar novos produtos, agregar, criar nova empresa e também desativá-la, se as coisas não andavam muito bem. Essa é uma das medidas do grupo”, afirma.

O Tempo

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Projeto de cobre Ilo Norte inicia suas operações no Peru

Lucas KallasA mineradora júnior Latin Resources disse na terça-feira (7) que as atividades de exploração do projeto de cobre Ilo Norte, no Peru, começaram na última quinta-feira (2). A empresa afirmou, em comunicado enviado ao mercado, que foi assinado o contrato definitivo da venda de 70% do projeto para a empresa peruana Compañia Minera Zahena (CMZ), por US$ 3,65 milhões. A Latin Resources adquiriu em novembro um projeto de minério de ferro em estágio avançado no Rio Grande do Norte.
O acordo prevê que a CMZ conclua seis furos de sondagem com um mínimo de 4,8 mil metros, avaliados em aproximadamente US$ 1,35 milhão, e invista mais de US$ 4 milhões em exploração do projeto no prazo de quatro anos.
Segundo o comunicado, com todas as licenças e autorizações já em vigor, a CMZ está pronta para começar a sondagem antes do dia 31 de março, conforme havia acordado. A sondagem nos 12 primeiros furos, com no mínimo 10 mil metros, devem ser concluídas dentro de 18 meses.
A cessão de direitos será dada sobre as concessões de mineração da Latin Ilo Norte 1, Ilo Norte 3, Ilo Norte 4, Ilo Norte 5 e Ilo Norte 6, totalizando 4,3 mil hectares. Uma concessão de mais mil hectares, a Ilo Norte 2, será incluída após a obtenção do título, que está pendente.
"Estamos extremamente satisfeitos por ter firmado o acordo com a Zahena, que permitirá a valorização da planta Ilo Norte a curto prazo, através de uma campanha de sondagem completa e pronta para alcançar nosso objetivo", disse o diretor-administrativo da Latin Resources Chris Gale.
Gale disse que a Ilo Norte está localizada em uma região produtora de cobre muito disputada no Peru e que a Latin continuará a busca por outros pontos de exploração no país. "Vamos continuar a usar o modelo de Ilo Norte tanto para o financiamento seguro para a empresa quanto para valorizar a exploração dessa grande área, localizada em uma das mais valorizadas regiões de cobre do Peru", disse.
"Nós também estamos satisfeitos por ter assegurado mais financiamento para a empresa e, ao mesmo tempo, avançar nossas metas de exploração, sem depender do mercado de ações para obter mais fundos", afirmou o diretor.
O Projeto Ilo Norte está localizado na região sul do Peru e conta com 22 mil hectares já concedidos e 2,6 mil hectares de concessões pendentes.
No final do ano passado, a Latin também anunciou a compra do projeto Borborema, no Rio Grande do Norte, da Rio Tinto Exploration, após, no início de novembro, informar a inclusão do Brasil no plano estratégico.
O projeto Borborema foi adquirido por US$ 200 mil e está localizado entre a Mina Bonito, de propriedade da MHAG, e a Mina Saquinho, operada pela Susa, da indiana Zamin Resources. Esta última unidade produz cerca de 5 milhões de toneladas de itabirito por ano. A localização e o perfil de Borborema oferecem condições ideais para a companhia conquistar parceiros de joint venture. 
Notícias de Mineração Brasil
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Promon dá primeiro passo internacional com escritório no Peru

Lucas KallasA maior empresa brasileira de consultoria e engenharia de projetos está montando sua primeira base de atuação no exterior. A Promon Engenharia, que integra o grupo Promon, vai abrir neste mês as portas de seu escritório em Lima, capital do Peru, escolhido para sediar o primeiro passo de internacionalização da companhia.
A escolha do Peru não foi aleatória. O país é tido como um dos mais promissores no setor de mineração e metais na América Latina e tem atraído uma leva de investimentos de grupos estrangeiros. Dispõe de ricas reservas minerais de cobre, zinco, ouro, prata, chumbo e fertilizantes (fosfato) e de ferro. As brasileiras Vale e Votorantim Metais (VM) têm negócios com fosfato, zinco e cobre no país.
O movimento da Promon é o primeiro resultado da parceria com a Bridge Investimentos, empresa comandada por João Bosco Silva, que presidiu a VM e teve longa carreira na canadense Alcan em sua área de alumínio no Brasil. A associação, firmada ao longo de 2013, vai abranger projetos no setor mineral e de metais no Brasil e América do Sul.
A Bridge é uma consultoria dedicada à prestação de serviços nas áreas de estratégia, gestão de operações, fusões e aquisições, organização e governança corporativa. Já a Promon tem mais de 50 anos de expertise em projetos de consultoria e engenharia em diversos setores, como óleo e gás, mineração e metalurgia, fertilizantes, energia e mais recentemente com atuação reforçada em infraestrutura e meio ambiente.
A Promon chega ao Peru disputando quatro empreendimentos. "Hoje, o país é atendido basicamente por multinacionais de engenharia com escritórios fora do país, como Santiago, capital do Chile", afirma Bosco. "Não há um provedor local de serviços de engenharia", diz o consultor, que conhece bem o Peru. Foi Bosco quem comandou a entrada da VM no país, no negócio de zinco.
Os alvos não se resumem ao setor de metais, diz Felipe Lima, que é diretor-executivo do grupo desde 2010 e a partir de abril passou a presidir a Promon Engenharia. "O Peru tem grandes planos de investimentos em infraestrutura: em projetos de portos, estradas, ferrovias e hidrelétricas. São ótimas oportunidades de negócios para a Promon, que tem expertise também nessas áreas", afirma Lima. Ele observa que a economia peruana tem crescimento anual do PIB acima de 5% e está muito vinculada à área de mineração.
Engenheiro Mecânico pela Universidade Estadual de Campinas, Lima retornou à Promon após vários anos no setor financeiro (passou pelo Citigroup) e cinco anos na Votorantim Cimentos América do Norte (Canadá e EUA), como diretor financeiro, além de outras companhias.
Lima e Bosco destacam que a Promon, com seu amplo e tradicional conhecimento em projetos de engenharia, poderá oferecer um pacote completo de serviços. Abrange estudos de viabilidade econômica, de meio ambiente, desenvolvimento de mercado, projetos básico, detalhado e executivo e alternativas tecnológicas, além do gerenciamento e implantação de projetos.
Um dos exemplos foi o projeto de produção de vanádio, na Bahia, da Largo Resources, de R$ 500 milhões. A Promon cuidou de todo o processo de negociação da dívida com o Banco Itaú. "Neste momento de retração de investimentos do setor de mineração no mundo, as empresas buscam o máximo de controle sobre o orçamento", afirma Bosco.
Segundo Lima, recentemente a empresa foi assessora do grupo americano EIG nas negociações de compra do controle da LLX Logística, dona do Porto do Açú. "Fizemos a 'due diligence' técnica, de meio ambiente e de investimento e auxiliamos na parte de mercado e junto aos bancos credores". A Promon também assessorou a japonesa Mitsui na compra de 20% da hidrelétrica de Jirau do grupo GdF Suez e a CCR na licitação do Metrô de Salvador (BA).
"No Peru, nossa abordagem será de chegar e ocupar espaços, inclusive em parceria com empresas instaladas na capital Lima", dizem os executivos. Eles informam que, além das multinacionais, o setor tem atraído muitas 'junior companies' canadenses. "Há quase 150 empresas desse tipo no país, o triplo do Brasil".
A Promon Engenharia responde grande parte da receita do grupo. A expectativa era fechar 2013 com R$ 630 milhões, valor similar ao obtido um ano antes. Lima espera para este ano - "com uma carteira de pedidos saudável" - apresentar bom desempenho.
Gerido pelos próprios funcionários, o grupo Promon previa encerrar o ano passado com crescimento de 5% sobre a receita consolidada de R$ 2 bilhões obtida em 2012. Além da área de engenharia, tem a gestão da Logicales (telecomunicações), Trópico (central de dados e tecnologia), Promon Ambiental (que incorporou a Brandt) e da P-2 Brasil, da área de infraestrutura, em parceria com Pátria Investimentos.

Valor Econômico
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Blog Lucas Prado Kallas- Nova fábrica de cimentos em Adrianópolis (PR) deve gerar mais de mil empregos

Lucas KallasA Companhia Vale do Ribeira (CVR), criada no final de 2011, anunciou em parceria com a Chinesa CITIC-HIC a construção de uma nova fábrica de cimentos na cidade de Adrianópolis, no Paraná. O mercado, que dobrou de tamanho nos últimos dez anos, é muito promissor.
O investimento na planta industrial será de R$ 518 milhões e a expectativa, segundo o sócio diretor majoritário da CVR, Henrique Bica Zaffari, é de produzir uma média de 1 milhão de toneladas de cimento ao ano. Henrique e sua irmã Manuela Bica Zaffari – sócia diretora – possuem 92,5% do capital da empresa, enquanto a CITIC tem 7,5%.
“Estamos muito otimistas com este empreendimento, não só pelo crescimento do mercado, mas também pela valorização da mão de obra da cidade de Adrianópolis, que tem um dos índices de desenvolvimento humano mais baixos de todo o Paraná. Queremos valorizar a mão de obra local e garantir qualidade de vida às famílias da cidade e região”, disse Henrique.
O Governador do Paraná, Beto Richa, assinou um protocolo oficializando o investimento no Estado, por meio do Programa de Incentivo Paraná Competitivo.
Estrutura
Segundo a CVR as obras devem começar no início de 2015. A empresa já possui o terreno e a jazida, com reservas estimadas em 1,4 bilhão de toneladas de calcário. As licenças ambientais e a captação de recursos para o investimento estão sendo providenciadas. Com área construída de 25 mil m², dentro de uma área total de 250 mil m², a unidade vai gerar mais de mil empregos entre diretos e indiretos.
Luiz Henrique Wiechoreki, diretor comercial da CVR, afirmou que a CITIC vai fornecer os equipamentos da fábrica, ficando responsável por levantar 70% dos recursos necessários para o empreendimento. “A nossa parceira está no mercado desde 1950, possui um banco próprio e atua em diferentes setores da indústria. Eles têm participação de 65% no mercado chinês de equipamentos para construção, atuando também em mineração e produção de cimentos. É uma ótima parceira para este novo negócio que vamos lançar para os paranaenses”, comenta.

Site Truck Brasil
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Blog Lucas Prado Kallas- Uranium Hunter vai investir em projeto de diamante no Brasil

Lucas KallasA Uranium Hunter assinou, nesta segunda-feira, um memorando de entendimento (MoU) para adquirir 80% das ações da Minas Core Mining, empresa que controla e opera o projeto de diamante Rio Preto. De acordo com a exploradora de urânio, os termos e condições propostos no acordo definitivo serão divulgados em breve.
O presidente e diretor da Uranium, Reno Calabrigo, comentou sobre as expectativas da empresa com o projeto de diamante. “Nós estamos empolgados com essa oportunidade de participar do futuro desenvolvimento do Rio Preto. O pessoal da Minas Core nos informou que a área que ronda o projeto tem uma longa história de produção de diamante”, disse.
O executivo disse que a área do projeto foi definida como “modelo de sucesso” por órgãos reguladores que emitiram a concessão de lavra do site. “Nossa missão é promover apoio financeiro e suporte para melhorar a produção do Rio Preto, por meio da modernização e expansão dos equipamentos, operações e instalações”, afirmou Calabrigo.
Em 22 de novembro do ano passado, a Uranium completou uma auditoria técnica (due dilligence) realizada na Minas Core e no projeto Rio Preto. O MoU, assinado nesta segunda-feira, estava previsto para as duas primeiras semanas de dezembro de 2013.
Calabrigo foi apontado presidente e diretor da Uranium em 25 de outubro do ano passado. O executivo substitutiu Einar Tesaker, que renunciou os cargos. A Uranium também anunciou, nesta segunda-feira, que vai ser listada na bolsa OTC, dos Estados Unidos. De acordo com a empresa, o processo de documentação está perto de ser concluído.
A Uranium Hunter é uma empresa que atua com a exploração e desenvolvimento de urânio em propriedades na África Oriental, como, por exemplo, na Tanzânia. A empresa também possui 45% de participação em um projeto de ouro e diamante na Guiana. A Uranium detém 66 direitos minerários.

Notícias de Mineração Brasil
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Blog Lucas Prado Kallas- Cristiano Melcher é o novo presidente e CEO da MBAC

Lucas KallasA MBAC Fertilizantes anunciou, nesta segunda-feira, que Cristiano Melcher vai ser o novo presidente e CEO da empresa. Melcher assumirá o cargo no dia 1º de fevereiro. Com a mudança, o atual CEO, Antenor Silva, continuará na empresa, mas com o cargo de diretor.
Melcher tem experiência como executivo nos setores de recursos, fertilizantes e químicos, no Brasil. Nos últimos três anos, o executivo foi CEO da Fosbrasil, a maior produtora de ácido fosfórico purificado da América do Sul.
Antes da Fosbrasil, Melcher construiu uma carreira de sucesso na Anglo American, quando foi diretor executivo e membro do conselho da Copebras, uma produtora de fertilizantes de fosfato, da Anglo.
O executivo também exerceu diversos cargos dentro da Anglo, como, por exemplo, diretor global de Marketing, Estratégia, Desenvolvimento de Negócios e Otimização de Ativos para Fosfato, Níquel e Nióbio; diretor global para a Unidade de Negócios de Fosfato e Nióbio; e vice-presidente corporativo de Finança.
Após assumir o cargo, Melcher irá dirigir a companhia, direcionando seus esforços para transformar oramp-up em capacidade total das operações de Itafós. O executivo também assumirá as áreas de vendas, marketing, alianças estratégicas e posição de capital, levando a companhia a se consolidar como uma das maiores fornecedoras de suprimentos de fertilizantes de fosfato no Brasil, no próximo ano.
“Nós estamos muito felizes por Cristiano ter aceitado em fazer parte deste importante negócio, em um momento em que a companhia transita para a produção e organização de vendas. Sua experiência prévia se enquadra perfeitamente nas necessidades da companhia, enquanto nós caminhamos para nosso primeiro ano de produção em capacidade máxima”, disse Peter Marrone, presidente do conselho da companhia.
“Somos muito agradecidos pelas diversas contribuições de Antenor para a companhia. Ele apresentou notável empenho e determinação ao mesmo tempo em que proporcionou liderança inestimável durante esta fase muito crítica da companhia. Eu estou feliz por continuar trabalhando com Antenor como membro da diretoria do conselho”, acrescentou Marrone.
O atual CEO, Antenor Silva, elogiou Melcher. “A companhia está agora em um ponto onde a produção e as vendas são proeminentes enquanto nós seguimos para o próximo nível. Eu acredito que Cristiano tem habilidades e experiência para levar a companhia à atingir seus objetivos”, disse.
“Eu estou muito animado pela oportunidade na MBAC e continuando o momento em que a companhia se esforça para ser um player de liderança no setor de fertilizantes no Brasil. Itafόs e Santana representam oportunidades interessantes e eu estou ansioso para o crescimento da companhia e para o processo de fechamento da lacuna que se abriu entre o valor de seus projetos e do preço da ação", completou Silva.

Notícias de mineração Brasil
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Blog Lucas Prado Kallas- Mineração será o setor com maior crescimento em 2014 nos EUA


Lucas Prado KallasA mineração está no topo da lista dos setores que mais crescerão em 2014, apontou um estudo feito pela empresa de informação financeira Sageworks. Para chegar a essa conclusão, a consultoria analisou as demonstrações financeiras de empresas privadas nos Estados Unidos para identificar as indústrias que tiveram crescimento mais rápido nos últimos 12 meses.
De acordo com a pesquisa, os negócios ligados à mineração, como pesquisa geológica, estão em primeiro lugar no estudo, com crescimento esperado de 21% neste ano. Na área de mineração o crescimento esperado está na área de sondagem, retirada de amostras e observações geológicas para petróleo, gás e minerais.
As atividades de ligadas à mineração, além de terem um crescimento rápido, também apresentam um forte aumento nos lucros, apontou o estudo.
O analista da empresa responsável pelo estudo, Mike Lubansky, disse que o ranking pode servir como inspiração e base para muitos empreendedores que querem aumentar as vendas. “Existe um mundo de serviços de apoio a muitas dessas indústrias”, afirmou Lubansky, em nota.
No estudo da Sageworks, estão empatados no ranking, logo depois de mineração, as indústrias de fabricação de equipamentos para mineração, agricultura e construção; fabricação de bebidas e produção de grãos, com crescimento esperado de 20%.
A agricultura aparece em seguida, 18% de crescimento esperado. Também empatados na lista, e com 16% de crescimento esperado, aparecem Sistemas da Computação; Imóveis; Produtos Químicos; e Reformas e Reparos. Empregos aparece em décimo lugar com 15% de crescimento previsto.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Belo Sun - Ouro do Brasil vai para o Canadá

Lucas Prado KallasExploração de minério: o surgimento de um novo Carajazão
Entrevista especial com Rogério Almeida. "É o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos. Um prazo curtíssimo", constata o pesquisador
O projeto Belo Sun, a ser executado no estado do Pará, "é o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos", informa Rogério Almeida, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.
Segundo ele, a empresa Belo Sun "tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem desde os anos 1940. Isso já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União. Ali vivem os povos indígenas Juruna e Arara e outros povos isolados, além de lavradores, extrativistas e pescadores que sofrem com a espoliação e a expropriação promovidas pela Belo Monte".
Almeida relata que há seis meses os garimpeiros estão "impedidos de operar nas antigas áreas", e a empresa prometeu reassentar mais de mil famílias. No entanto, ressalta, "na Ressaca e na Ilha da Fazenda, que ficam bem próximas, o clima é de incerteza e insegurança. As populações já socializam a desordem que a usina de Belo Monte provoca. É ali que o Xingu terá a sua vazão reduzida em perto de 80%. É um impacto absurdo e tem implicações no deslocamento das pessoas, nas fontes de recursos que a natureza possibilita. As pessoas não sabem informar sobre o reassentamento. Parte da Ressaca é de projeto de assentamento da reforma agrária".
Rogério Almeida é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão e mestre em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pela Universidade Federal do Pará, com a dissertação intitulada Territorialização do campesinato no sudeste do Pará, a qual foi laureada com o Prêmio NAEA/2008. Atualmente leciona na Faculdade de Tecnologia da Amazônia.
Confira a entrevista.
IHU On-Line - Em que consiste a atividade da Belo Sun e desde quando a empresa atua no Brasil?
Rogério Almeida - Tomei conhecimento da existência da Belo Sun no Brasil agora, em visita às comunidades da Vila da Ressaca e da Ilha da Fazenda, que serão impactadas pelo projeto da hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, no território do município de Senador José Porfírio.
Conforme o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA apresentado à Secretaria de Meio Ambiente do Pará - SEMA, trata-se de uma subsidiária brasileira da Belo Sun Mining Corporation, pertencente ao grupo Forbes & Manhattan Inc., um banco mercantil de capital privado que desenvolve projetos de mineração em todo o mundo.
A Belo Sun passa a integrar a aquarela de grandes corporações de mineração que operam no estado do Pará, competindo com a Vale, a estadunidense Alcoa, a suíça Xstrata, a francesa Imerys, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourses, a norueguesa Norsk Hydro e a chilena Codelco.
IHU On-Line - O que é o projeto Belo Sun?
Rogério Almeida - É o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos. Um prazo curtíssimo. Localiza-se numa região que será profundamente impactada pela usina de Belo Monte. A Belo Sun tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem desde os anos 1940. Isso já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União. Ali vivem os povos indígenas Juruna e Arara e outros povos isolados, além de lavradores, extrativistas e pescadores que sofrem com a espoliação e a expropriação promovidas pela Belo Monte. O futuro das pessoas que moram na Volta Grande do Xingu é incerto pelo conjunto de impactos que os dois projetos irão produzir. A mineração do ouro usa cianeto, dragas e dinamite, e deixará uma montanha de resíduos ali. Externalidades negativas é uma matriz da mineração. O projeto aprofunda ainda mais a condição econômica da Amazônia como uma grande província exportadora de recursos naturais. Uma colônia baseada em commodities. Há perto de 500 pedidos de prospecção protocolados junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM somente na Volta Grande do Xingu, e, desse total, 228 possuem foco no ouro.
IHU On-Line - Como está ocorrendo a exploração de minério no Pará?
Rogério Almeida - O minério é o principal item da balança comercial do estado, responde por quase 100% do Produto Interno Bruto - PIB. Em todo o território existe minério, de seixo a ouro. O ferro da província de Carajás, explorada desde a década de 1980, continua sendo o principal. O estado é duplamente saqueado, por conta da renúncia fiscal da Lei Kandir (lei complementar federal nº 87, de 13 de setembro de 1996). Ela desobriga as empresas de recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço - ICMS dos produtos primários e semielaborados. Literalmente fica somente o buraco.
Ao longo dos anos da mineração em Carajás, os péssimos indicadores socioeconômicos não sofreram alteração. A fronteira agromineral consolidou o sul e o sudeste do Pará como os que mais desmatam, mais assassinam camponeses na luta pela terra no Brasil, e com municípios nos primeiros lugares entre os mais violentos do país e de vulnerabilidade para a população jovem. Nenhum município tem renda per capita que alcance um salário mínimo por mês. O município vizinho da mina de Carajás, Curionópolis, tem a renda per capita de R$ 108,15, quase a mesma da pequena Palestina do Pará, R$ 106,64.
IHU On-Line - Quem são os garimpeiros da Vila da Ressaca? Como eles atuavam antes da entrada da Belo Sun no Pará?
Rogério Almeida - Conforme informações da cooperativa dos garimpos da Vila Ressaca, são perto de 600 garimpeiros. Eles trabalham em condições marcadas pela precariedade, sem vínculo empregatício. Ficavam somente com 20% do ouro encontrado. O "patrão", o dono do local da exploração, bancava com máquinas e combustível o processo, e ficava com 80%.
IHU On-Line - Em que consiste o conflito deles com a Belo Sun?
Rogério Almeida - Há seis meses os garimpeiros estão impedidos de operar nas antigas áreas. Eles explicitam que perderam a principal fonte de renda. A vila, hoje, tem um aspecto de cidade fantasma. As áreas foram negociadas com a Belo Sun, como falei antes, num ambiente marcado pela ilegalidade fundiária.
IHU On-Line - Qual é a proposta de reassentamento das famílias da Vila Ressaca, Galo e Ouro Verde, feita pela Belo Sun?
Rogério Almeida - Em documento formal a empresa afirma que promoverá o reassentamento de mil famílias. No entanto, na Ressaca e na Ilha da Fazenda, que ficam bem próximas, o clima é de incerteza e insegurança. As populações já socializam a desordem que a usina de Belo Monte provoca. É ali que o Xingu terá a sua vazão reduzida em perto de 80%. É um impacto absurdo e tem implicações no deslocamento das pessoas, nas fontes de recursos que a natureza possibilita.
As pessoas não sabem informar sobre o reassentamento. Parte da Ressaca é de projeto de assentamento da reforma agrária.
IHU On-Line - Qual a atual situação da exploração mineral em Carajás?
Rogério Almeida - Carajás vivencia uma grande inflexão com o desenvolvimento do maior projeto de mineração da Vale ao longo dos seus 40 anos de vida, o Projeto de Mineração da Serra Sul (S11D), localizado no município de Canaã dos Carajás, e que vai explorar ferro. O S11D desponta no cenário atual como uma representação do Grande Carajás no século XXI.
Um novo Carajazão, como o foi a primeira versão da década de 1980. O mesmo consiste em profundas alterações nos cenários econômicos, sociais e políticos em Carajás, que compreende desde a mina até o porto, em São Luís, no Maranhão, pressionando reservas ambientais, vilas, territórios ancestrais e projetos de assentamentos rurais. O S11D encontra-se nos limites dos municípios a sudeste do Pará, Canaã dos Carajás e Parauapebas.
Com o projeto, a mineradora vai incrementar a produção de ferro em 90 milhões de toneladas por ano, mas com capacidade de dobrar a produção. O mercado asiático tem sido o destino do minério de ferro de excelente teor das terras dos Carajás, em particular a China e o Japão. A previsão é que a usina inicie as operações até 2016. A iniciativa, que inclui mina, duplicação da Estrada de Ferro de Carajás - EFC, ramal ferroviário de 100 km e porto, está orçada em US$ 19,5 bilhões.
Os recursos estão distribuídos da seguinte forma: a logística consumirá US$ 14,1 bilhões; US$ 8,1 bilhões serão usados na mina e na usina; enquanto US$ 2 bilhões serão usados durante o ano.
Como em outros empreendimentos na Amazônia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES é o responsável por parte dos recursos, ao lado do banco japonês Japan Bank International Cooperation - JBIC. O projeto é maior ou equivalente à primeira versão do Programa Grande Carajás - PGC, iniciado há quase 30 anos.
O minério que sairá da Serra Sul é considerado ainda de melhor teor que o extraído da Serra Norte, avaliado como excelente. O teor da S11D é de 65%. A Vale é, atualmente, a líder mundial no mercado de ferro, responsável por 310 milhões de toneladas por ano. Como em outros casos registrados na região, o início do projeto mobiliza uma série de alterações na cidade que abriga a mina e em municípios do entorno.
IHU On-Line - Fala-se de um possível aumento de conflitos no Pará por conta da exploração de ouro. O senhor vislumbra algo nesse sentido?
Rogério Almeida - Faz-se necessário uma leitura sobre o contexto dos grandes projetos na Amazônia, em consonância com obras de infraestrutura do estado para que os mesmos possam ser viabilizados. Esse conjunto coloca em oposição populações locais e as grandes corporações. É uma luta desigual, marcada pela derrota dos primeiros, que ao longo dos séculos são os penalizados com todo tipo de desrespeito, expropriação, espoliação e morte. Não tem ocorrido nenhuma alteração.
IHU On-Line - Como o estado do Pará se manifesta diante da atuação da empresa na região?
Rogério Almeida - Ele garante as condições para o empreendedor detentor de capital, ou que se capitaliza com os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, que se constitui como o principal financiador das grandes corporações na Pan-Amazônia.
Soma-se a isso um xadrez no campo jurídico que busca fragilizar algumas garantias das populações consideradas tradicionais, como indígenas e quilombolas, entre outras. Para não falar nos bastidores das negociatas típicas de vésperas de pleitos eleitorais
Fonte: IHU On-Line/EcoAgência
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Blog Lucas Prado Kallas- Economia chilena cresceu 2,8% em novembro com alta da mineração e queda na indústria

Lucas Prado KallasA economia chilena cresceu 2,8% em novembro de 2013 em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionada pelo aumento da mineração e uma queda na indústria, segundo o Índice Mensal de Atividade Econômica (Imacec) publicado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

"No resultado incidiu principalmente o aumento da atividade mineradora, compensado, em parte, pela queda da indústria manufatureira e o baixo desempenho do comércio varejista", explicou o Banco Central. O Chile é o principal produtor mundial de cobre, com uma produção anual de 5,6 milhões de toneladas, equivalente a um terço da oferta mundial.
O Imacec é uma estimativa que resume a atividade dos distintos setores econômicos e antecipa o posterior cálculo do PIB. Para este ano, o Banco Central projetou uma expansão de 4,2%, devido a uma queda no investimento mineiro e a instabilidade da economia mundial. No próximo ano, projeta um crescimento entre 3,75% e 4,75%.
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Blog Lucas Prado Kallas- Alcoa desenvolve tecnologia exclusiva para o uso de alumínio aeroespacial na produção de aparelhos móveis

Lucas Prado KallasA Alcoa, líder mundial na produção de alumínio primário e alumínio transformado, desenvolveu tecnologia exclusiva de acabamento de superfícies que permite que empresas de eletrônicos utilizem alumínio aeroespacial para produzir aparelhos móveis mais finos, mais leves e mais resistentes.
A nova tecnologia de acabamento ProStrength™ da Alcoa é um processo que possibilita que os fabricantes de aparelhos móveis criem superfícies duráveis, sejam naturais ou coloridas por anodização, utilizando ligas de alumínio de alta resistência termicamente tratáveis, usadas nos setores aeroespacial e de defesa. O uso de ligas de alta resistência pode reduzir em mais de 50% a espessura e o peso de um aparelho.
O tamanho e o aspecto de um aparelho são fatores importantes para os consumidores, ao tomarem decisões de compra de eletrônicos de consumo. Essas duas características foram identificadas como importantes por mais de 50% dos consumidores consultados pela Accenture com relação à importância das características nas decisões de compra. (Fonte: Relatório Accenture 2013 sobre o uso de serviços e produtos eletrônicos de consumo).
“Os fabricantes de eletrônicos de consumo estavam explorando maneiras de criar belos acabamentos anodizados em ligas de alumínio aeroespaciais porque elas são mais resistentes e, ao mesmo tempo, as mais leves disponíveis”, afirmou Ray Kilmer, vice-presidente executivo e executivo-chefe de Tecnologia da Alcoa. “O acabamento anodizado do ProStrength™ dá o aspecto metálico que os consumidores preferem, e o alumínio de alta resistência permite que os fabricantes produzam invólucros mais finos, mais leves e mais duráveis”.
Segundo Leighton Cooper, diretor de tecnologia do Centro Tecnológico Alcoa, a expertise da companhia em acabamentos de alumínio e seus estreitos vínculos com o setor de eletrônicos de consumo foram fatores fundamentais para alcançar esse marco do desenvolvimento. “A tecnologia de acabamento ProStrength™ é a perfeita combinação de estética e função”, afirma. “A possibilidade de usar ligas aeroespaciais reforça a tendência crescente com foco no desenvolvimento de aparelhos móveis mais finos e mais leves.”
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A Alcoa desenvolveu a tecnologia de acabamento ProStrength™ no seu Centro Tecnológico, maior instituição de pesquisa e desenvolvimento em metais leves do mundo, situado em Pittsburgh (EUA). A empresa contou com os principais designers e empresas mundiais de eletrônicos de consumo para possibilitar o uso de alumínio em aparelhos móveis. A entrada do alumínio no mercado de eletrônicos vem crescendo à medida que os fabricantes se voltam a suas qualidades estéticas, leveza e capacidade de dissipar calor – características que aumentam a durabilidade, o desempenho e a atratividade dos aparelhos para os consumidores.
No ano passado, a Alcoa anunciou outro avanço em eletrônicos de consumo: sua Tecnologia de Fundição ColorKastTM, que é usada pela Samsung. Devido a essa tecnologia inovadora, a Alcoa é capaz de produzir componentes fundidos de alumínio que podem ser coloridos por anodização, com uma estética de alto nível. A tecnologia ColorKast™ foi utilizada pela primeira vez na nova câmera digital NX210 da Samsung, sendo que outros fabricantes de eletrônicos de consumo estão se preparando para aplicar essa tecnologia em seus produtos.
Sobre a Alcoa Inc.
A Alcoa é líder mundial na produção de alumínio primário e alumínio transformado, assim como a maior mineradora de bauxita e refinadora de alumina do mundo. Além de inventar a atual indústria de alumínio, as inovações da Alcoa representam importantes marcos dos mercados aeroespacial, automotivo, industrial, de embalagens, de construção, de transporte comercial e de produtos eletrônicos e industriais nos últimos 125 anos. Entre as soluções que a Alcoa comercializa estão produtos laminados, extrudados e forjados, assim como rodas Alcoa®, sistemas de fixação e construção, além de expertise em outros metais leves, como superligas à base de níquel e titânio. A sustentabilidade integra as operações da Alcoa e as soluções que oferece aos clientes. A Alcoa faz parte do Índice Dow Jones de Sustentabilidade há 12 anos consecutivos e cerca de 75% de todo o alumínio produzido desde 1888 ainda está em uso hoje.

Assessoria

Blog Lucas Prado Kallas- Bahia vai receber R$ 70 Bi em investimentos, inclusive no setor de mineração

O Estado da Bahia, quinto maior produtor de bens minerais do país, tem previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2016, incluindo grandes projetos na área de mineração. A informação foi divulgada por James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração.
Deste total, R$ 49,7 bilhões representam efetivamente investimentos que estão em implantação, com previsão de gerar cerca de 114 mil novos empregos diretos. Os demais R$ 20,8 bilhões são de protocolos assinados entre diversos grupos privados e o Governo da Bahia, à espera da resolução de alguns condicionantes, como, por exemplo, a conclusão das obras da Ferrovia Oeste-Leste ou do comportamento da economia e do mercado, caso de alguns empreendimentos de mineração e energia, informou a secretaria.
No ano passado, foram publicadas as portarias que concedem à Bahia Mineração (Bamin) lavrar minério de ferro nos municípios de Pindaí e Caetité. A Largo Resources poderá produzir 700 mil toneladas de vanádio em Maracás, no sudoeste do Estado.
O projeto Pedra de Ferro, da Bahia Mineração, com investimentos de R$ 3,5 bilhões, tem previsão de exportar 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
A canadense Largo Resources, por sua vez, opera a mina de vanádio, em Maracás, em um investimento de R$ 550 milhões. As máquinas britadoras e calcinadoras, importadas da China e dos Estados Unidos, já estão em operação. Quando entrar em escala de produção, marcada para fevereiro deste ano, a Bahia vai se tornar a maior fornecedora de vanádio do mundo. Esse minério é utilizado em foguetes espaciais, aviões e trilhos de trem.
Com capitais de Hong Kong, Bélgica e Canadá investindo R$ 100 milhões, a Lipari Mineração vai começar a produzir, em escala comercial, no primeiro trimestre de 2015, 225 mil quilates de diamantes na mina de Braúna, em Nordestina, no semiárido baiano.
Já o grupo francês Saint-Gobain investiu R$ 125 milhões na construção de sua nova fábrica de drywall – popularmente conhecido como gesso acartonado, no município de Feira de Santana, na Bahia. A nova unidade da Placo do Brasil, que é a segunda planta da empresa no país, deverá iniciar suas atividades no primeiro semestre 2014 e produzirá mais de 20 milhões de metros quadrados por ano de placas.
A Bahia também vai ganhar duas novas fábricas de cimento. Em Lajedinho, a CPX investe R$ 450 milhões, enquanto a Cimentos da Bahia se instala em Paripiranga, com investimentos de R$ 850 milhões. Quando estiverem produzindo em plena capacidade, as fábricas vão gerar, juntas, 500 novos empregos.
As informações são da secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia.

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Blog Lucas Prado Kallas- Nova administração para crescer no mercado

Lucas Prado KallasNo mundo dos negócios é relativamente comum o empreendedor abrir uma empresa, ela crescer e ir bem no mercado graças ao inovador produto ou serviço lançados. Depois dela se tornar conhecida, é mais comum ainda o empreendedor ceder à cobiça da concorrência e vendê-la. Isso acaba de acontecer com a Devex Tecnologia e Sistemas S.A., de Belo Horizonte.
Ela previa, em cinco anos, multiplicar por dez o faturamento esperado para este ano, de R$ 60 milhões. Mas, em outubro, por um valor não revelado, foi vendida ao grupo sueco Hexagon, empregador de 14 mil pessoas, com atuação em 40 países e faturamento de € 2,4 bilhões.
“Eu vendi porque a empresa precisava crescer rápido”, explica Guilherme Bastos Alvarenga, CEO e fundador da Devex, anagrama de development (desenvolvimento) e expertise. A pressa advém do fato de que, no segmento da Devex, está havendo uma onda de fusões e incorporações. A americana Data Mining, por exemplo, foi comprada pela Cal Aviation.
Já a Dassault System, do grupo francês Dassault, comprou a Genco, dona de um software para planejamento de minas. Por sua vez, a ABB, outra gigante sueca, adquiriu a australiana Mincom, com expertise na área de mineração e gerenciamento de força de trabalho móvel.
Adicionalmente, em 2009, Guilherme e o sócio Luís Tomás do Nascimento já tinham vendido parte do capital ao fundo de investimentos da Fir Capital e estava chegando a hora de sair da sociedade. “No nosso mercado, é crescer ou morrer. Então, era abrir o capital ou vender”, diz Guilherme.
A oferta pública inicial de ações (IPO) estava fora de questão, pois a empresa ainda é bem pequena. Ela também não contava com os duradouros efeitos da crise sobre o mercado de capitais. “O Hexagon comprou 100% e eu continuo à frente da Devex, por tempo indefinido, agora com a missão de fazê-la crescer em todo o mundo”, diz Guilherme, que anteriormente à venda detinha cerca de um terço do capital.
Complementar
Com escritórios espalhados por todo o mundo e produtos complementares ao da Devex, o Hexagon deve facilitar a meta de crescimento da empresa. O crescimento será orgânico e também por meio de compra e fusão com empresas. “Esta é uma área em que o grupo sueco é craque: foram mais de 70 aquisições nos últimos 10 anos”, afirma Guilherme.
O futuro da empresa realmente é promissor. Segundo dados da Devex, 75% das minas de todo o mundo ainda não adotaram nenhuma solução de automação e controle. Nelas, tudo ainda é feito na base das anotações à mão e walkie talkies, os antigos rádios para comunicação a curta distância.
É aí que entram o Smart Mine e o Extreme – esse último adquirido quando a Devex comprou a também mineira Mining Inside –, os softwares da empresa. Eles controlam todas as operações nas minas. A da Usiminas, por exemplo, segundo publicado na revista Minérios e Minerales, aumentou a produção em 25% com a mesma frota e a mesma equipe porque os programas cobram o desempenho de homens e máquinas – todas têm um computador de bordo e um GPS – de acordo com os índices estipulados.
Como os softwares funcionam acoplados ao GPS, a cada instante os gerentes sabem a posição de cada uma das máquinas e equipamentos dentro da lavra, facilitando alterar ou manter o fluxo.
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Hoje em dia

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Efeito "Zé Mané": entenda como LLX, MMX e outras chegaram a subir 30% no fechamennto

Lucas KallasSÃO PAULO - Um leilão de fechamento atípico, com diversas ações disparando no final do pregão. As ações da Prumo Logística Global, antiga LLX Logística (LLXL3) dispararam 32,65%, aos R$ 1,30, enquanto os papéis da MMX Mineração (MMXM3) tiveram uma alta de 26,87%, aos R$ 0,85. O índice do Ibovespa teve alta de 1,27%, aos 50.981 pontos - fortemente por esse movimento.
Segundo um operador que não quis se identificar, ocorreu um "efeito Zé Mané" na Bovespa: muitos investidores esperavam que, com a mudança do índice na segunda-feira, haveria um forte movimento dos fundos passivos no leilão de fechamento para adequar a carteira, fazendo fortes operações vendidas nas empresas que disparam durante o dia. O movimento dos especuladores foi mais forte que os dos fundos e acabou "estourando" no colo deles - eles tiveram que recomprar essas ações a qualquer preço.
Os papéis mais afetados foram os que iam deixar o índice. A LLX e a MMX, por exemplo, iam praticamente sair do índice na segunda-feira. A Oi (OIBR3; OIBR4), que ia ver suas ações ordinárias saírem no próximo pregão, viram esses papéis subirem 27,07%, aos R$ 4,46 - enquanto os preferenciais subiram 17,43%, aos R$ 4,11. Outras fortemente impactadas pelo movimento foi a Brookfield (BISA3), que subiu 12,75%, aos R$ 1,15, enquanto a B2W Varejo (BTOW3) subiu 11,04%, aos R$ 14,99.
Quedas também impactadas A ponta negativa da bolsa também foi impactada por esse movimento. Esperando uma forte movimento comprador, que não veio, especuladores compraram os papéis da Ecorodovias (ECOR3) - que deve entrar no índice na segunda-feira. Com a mudança de humor, o papel fechou com queda de 3,34%, aos R$ 14,20. Já os papéis da Ambev (ABEV3), que vão praticamente dobrar no índice, caíram 2,82%, aos R$ 16,90. Lucas Prado Kallas   Biogold, .Lucas Kallas, Biogold, gerdau, Ibram, Lucas Kallas, Lucas Kallas Biogold, Lucas Kallas Ibram, Lucas Kallas Mineração, Lucas Prado Kallas, Lucas Prado Kallas Mineração, Mineração, vale

Fonte: Portal