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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Negócios: R$ 10 bilhões para projeto de bauxita

Lucas Prado KallasUma das maiores multinacionais de mineração do mundo deve anunciar ainda este ano investimento de cerca de R$ 10 bilhões na Bahia para produzir e beneficiar bauxita, mineral utilizado em abrasivos, cimento, produtos químicos e também na siderurgia.  Trata-se do maior investimento em bauxita do mundo. O anúncio, segundo fontes ligadas ao mercado de mineração, depende da análise da empresa sobre o desenvolvimento dos trabalhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do resultado da votação que vai definir o novo marco regulatório da mineração brasileira, em tramitação no Congresso.
50 municípios beneficiados
Não é só o volume de investimento que faz deste um projeto gigantesco. De acordo com as informações obtidas pela coluna, a multinacional encontrou bauxita em aproximadamente 50 municípios localizados nas regiões Sul e Sudoeste, por isso a importância da Fiol para o empreendimento. Consultada, a Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração confirmou que há um protocolo de intenções assinado entre o governo e uma mineradora estrangeira. E  não falou alegando cláusula de confidencialidade. O secretário James Correa, contudo, aproveitou para cobrar celeridade para a conclusão da Fiol. Segundo ele, um total de R$ 35 bilhões em investimentos de diversas mineradoras depende da ferrovia para ser concretizado.

Correio 24 horas

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Blog Lucas Prado Kallas- Metso expande sua principal rede de centros de serviços globais da indústria

Lucas Prado KallasA Metso está construindo um centro de serviços e manutenção com tecnologia de ponta na cidade de Mesa, Arizona, Estados Unidos, que deverá estar em plena operação no quarto trimestre deste ano.
Os 31.000 metros quadrados de instalações de alta tecnologia foram projetados considerando a base de equipamentos instalados na região e as necessidades dos clientes, que incluem serviços e reparos para moinhos de grande escala, britadores e peneiras. "Este é mais um passo na nossa estratégia global para continuar a disponibilizar serviços cada vez mais próximos de nossos clientes", diz Randall Reisinger, vice-presidente sênior de Engenharia de Soluções de Serviços, linha de negócios de Serviços , Mineração e Construção, Metso.
As instalações e a equipe oferecerão uma ampla variedade de serviços de mineração e construção e reparos avançados, bem como a reparação no local e serviços de campo. O projeto do novo centro inclui uma ampla área de serviços que contará com duas pontes rolantes de 60 toneladas, soldagem e usinagem e escritórios para os membros da equipe Metso. "É um investimento no nosso futuro e também no futuro dos nossos clientes", acrescenta Reisinger.
Quando concluído, o centro fará parte de uma lista crescente de centros de serviços da Metso em todo o mundo - em seis continentes. Atualmente, a Metso opera cerca de 50 centros de serviços em locais como Perth, Austrália; Sorocaba, Brasil; Antofagasta, Chile; Tampere , na Finlândia ; Macon, França ; Vereeniging , África do Sul ; Faridabad, Índia; Surabaya , na Indonésia  e Phoenix , nos EUA. Novos centros também estão em vias de ser construído em Cananea, México, Arequipa, Peru e Labrador City no Canadá no início de 2014.
Os planos para o centro de serviço no Arizona foram recentemente aprovados pelas autoridades locais. Antes da inauguração do novo centro, a Metso está locando um centro de serviços e reparos totalmente equipado na área, permitindo que o serviço continue até que o novo local seja concluído.


ABM

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Blog Lucas Prado Kallas- Compra de empresas movimenta US$ 390 bi, diz consultoria

Lucas Prado KallasO Brasil alcançou um nível recorde no número de aquisições de empresas nacionais ao longo dos últimos seis anos, aponta estudo da consultoria Ernst & Young. De acordo com o levantamento, entre 2007 e 2013, ao menos 350 companhias brasileiras foram vendidas total ou parcialmente em operações que movimentaram US$ 390 bilhões.
A alta no número de aquisições, segundo a consultoria, pode ser explicada pelo aumento da presença de fundos de private equity no País. De 2000 a 2012, o número de fundos operando no Brasil mais que quadruplicou, passando de 45 para 185. No mesmo período, o montante de capital levantado por esses fundos com potencial de alocação no País saltou de US$ 1 bilhão para US$ 80 bilhões.
Na avaliação da consultoria, os fundos de private equity foram atraídos, principalmente, pelo crescimento do consumo doméstico, o que impulsionou a criação e o crescimento de empresas com sólidos modelos de negócio. Ainda segundo a consultoria, um maior volume de capital só não é investido na aquisição de empresas nacionais porque os fundos ainda enfrentam dificuldade para encontrar empresas com o perfil desejado.
Os compradores das empresas brasileiras estão concentrados na América Latina. De acordo com a pesquisa, 77% das operações foram efetuadas por compradores latino-americanos. Em seguida, aparecem compradores da Europa (11%), Ásia (7%), África e do Oriente Médio (3%) e, por último, da América do Norte (2%).
Das 350 empresas brasileiras adquiridas entre 2007 e 2013, 10% são do setor de energia, 9%, do setor de alimentos e bebidas, 7%, do setor de mineração, 7%, de transporte e infraestrutura, 6%, de telecomunicações e 4%, do setor químico.

Agência Estado
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Vale investe mais de US$ 80 milhões para renovar frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

Lucas KallasO Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que faz a ligação entre Espírito Santo e Minas Gerais, começa 2014 de cara nova. Única empresa do país a oferecer, diariamente, o serviço de transporte ferroviário de passageiros em longa distância, a Vale investiu US$ 80,2 milhões para renovar a frota. Fabricados na Romênia, os vagões obedecem a padrões europeus de qualidade. Serão, ao todo, 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de vagões-restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção).
Os primeiros carros desembarcaram em Vitória depois do Natal e, após serem montados, seguirão para testes na ferrovia nos primeiros meses de 2014. A previsão é de que circulem ainda no primeiro trimestre. Toda a frota nova estará na malha da EFVM até o segundo semestre do ano. Também renovaremos a frota do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e os novos vagões começarão a operar a partir de 2015.
Cada carro executivo tem capacidade para transportar 60 passageiros. Já nos econômicos haverá 79 lugares. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos.
O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Os novos carros também são equipados com monitores de vídeo, para oferecer uma opção de entretenimento aos passageiros durante a viagem. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas, e com inclinação maior que as da classe econômica. As novidades contemplam também os carros-restaurante e cadeirante. O primeiro possui 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às composições que operam atualmente.
Segurança e conforto
O investimento prevê ainda um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficará ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passa a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros contam ainda com displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Vale

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Blog Lucas Prado Kallas- Atlas Copco vai lançar equipamento móvel para perfuração de minas


Lucas KallasAtlas Copco vai lançar uma nova carreta móvel para perfurar as chamadas aberturas nas minas. A nova carreta, chamada Easer, pode fazer tanto perfurações de gavetas quanto alargamentos com um diâmetro de 750 mm, assim como abertura de chaminés de lavra convencionais com um diâmetro de até 1.200 mm.
Desde sua introdução em meados dos anos 1960, a técnica de abertura de chaminés de lavra é considerada a maneira mais segura e produtiva de se escavar chaminés na maioria das aplicações em minas. Na escavação de blocos a na maior parte dos tipos de mineração subnível, uma grande quantidade de chaminés curtas atuam como aberturas para que a rocha se expanda durante a explosão.
Máquinas de abertura de chaminés de lavra tradicionais normalmente requerem uma plataforma de concreto e parafusos de fixação para manter a máquina estável durante a operação. No tempo total de movimentação para tais chaminés curtas, o tempo real de perfuração normalmente é inferior a 50%.
O aumento da demanda por uma carreta altamente móvel e versátil, especificamente projetada para criar estas aberturas com segurança e eficiência, levou ao desenvolvimento da Easer. A carreta pode produzir aberturas com um diâmetro máximo de 750 mm em um buraco com profundidade de até 60 m. Ela usa uma broca de perfuração padrão de 200 mm (8 pol.) com uma broca piloto de 228 mm (39 pol.).
Todo o equipamento de operação necessário faz parte do transportador, com exceção das brocas e os procedimentos de instalação não requerem nenhuma preparação do local.
“Nossa missão no desenvolvimento da Easer foi a de acelerar a operação,” diz Johnny Lyly, Gerente de Produto da Atlas Copco. “O tempo para perfurar uma abertura de 40 metros, da instalação à retirada, é menor que 30 horas e a instalação/retirada é feita em menos de uma hora.”
A Easer oferece os mesmos modos de perfuração que as carretas de abertura de chaminés tradicionais: perfuração de gavetas, alargamentos e abertura de chaminés de lavra convencional. Para mudar de perfuração de gavetas a alargamento, o redutor é girado em 180 graus – uma operação simples que pode ser realizada em um ambiente subterrâneo. No modo abertura de chaminé, a Easer pode perfurar até 1.200 mm.
O nome Easer é derivado da expressão “ease off”, que significa retirar ou aliviar a pressão, que é usada para referir-se ao furo para explosão dentro do qual a rocha se expande durante a detonação. O lançamento da Easer está programado para 2014.
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Radarindustrial

Portal Lucas Kallas

Blog Lucas Prado Kallas- STEP Awards para Mulheres em Manufatura homenageia colaboradora da Alcoa

Lucas Kallas
Diana Perreiah
Manufacturing Institute premiará Diana Perreiah, presidente da Alcoa Building and Construction Systems (BCS) da América do Norte, pela excelência e liderança em sua carreira
O Manufacturing Institute, organização dedicada ao desenvolvimento da área de Manufatura nos Estados Unidos, concederá à Diana Perreiah, presidente da Alcoa Building and Construction Systems da América do Norte, o prêmio STEP (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Produção) para “Mulheres em Manufatura”. A premiação STEP Awards homenageia mulheres que demonstraram excelência e liderança em suas carreiras e que representam todos os níveis do setor de manufatura, desde o nível operacional até a alta administração.
“O mundo da manufatura está mudando e, agora mais do que nunca, precisa das mulheres. O setor de manufatura atual oferece carreiras em alta tecnologia e com salários mais altos, nas quais as mulheres podem ter e têm objetivo sucesso. A diversidade de ideias, habilidades, experiência e formação delas são necessárias para garantir o progresso contínuo”, afirma Diana Perreiah.
“Sob a direção da Diana, a Alcoa Building and Construction Systems da América do Norte continua a se desenvolver. Em um mercado desafiador, a equipe dela vem obtendo resultados operacionais positivos e, ao mesmo tempo, conquistando níveis recordes de segurança e engajamento dos funcionários”, disse Glen Morrison, presidente da Alcoa Building and Construction Systems. “A Diana ajudou a construir uma das equipes mais diversas da Alcoa e que se transformou em importante fornecedora de talentos para a organização”.
A manufatura enfrenta uma grave lacuna em termos de habilidades. Uma pesquisa recente da Deloitte e do Manufacturing Institute descobriu que quase 70% das empresas de manufatura dos Estados Unidos têm uma carência moderada à alta de trabalhadores capacitados e disponíveis.
Parte dessa lacuna se deve à sub-representação das mulheres no setor. Embora as mulheres constituam aproximadamente 50% da força de trabalho dos Estados Unidos, elas representam apenas 25% da força de trabalho em manufatura. Em 2012, o Manufacturing Institute lançou a premiação STEP Awards para homenagear mulheres do setor e inspirar a próxima geração de líderes do sexo feminino. A premiação STEP Awards faz parte da iniciativa STEP Ahead, de maior amplitude, lançada para analisar e promover o papel das mulheres no setor de manufatura, por meio do reconhecimento, da pesquisa e das melhores práticas para atrair, incentivar e reter fortes talentos femininos.
As 160 ganhadoras dos STEP Awards serão homenageadas em uma cerimônia em Washington (EUA) no dia 6 de fevereiro. “As mulheres que estamos homenageando são referências de carreiras sólidas em manufatura. Cada uma delas obteve grandes realizações em manufatura, impactando positivamente em suas empresas e no setor como um todo”, afirmou Jennifer McNelly, presidente do Manufacturing Institute.
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Assessoria

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- China constrói monopólio de minerais de terras raras em meio a crescente concorrência

Lucas Prado Kallas
Uma carregadeira dirige perto de um "lago tóxico" cercado por refinarias de terras raras, perto da cidade de Baotou, na Mongólia Interior. A China está consolidando sua indústria de minerais de terras raras com menos de seis empresas estatais (Ed Jones/AFP/Getty Images)
Devido à pressão coletiva da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do retorno da concorrência estrangeira, o controle global da China sobre minerais de terras raras está vacilando. As autoridades chinesas agora procuram revidar e em 3 de janeiro aprovaram um plano para colocar toda a indústria da China de minerais nas mãos de seis empresas estatais.
O plano foi elaborado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MITI) da China. “A aprovação do regime é apenas o começo”, informou o jornal estatal Xinhua. “O próximo passo é que os seis grupos têm de apresentar planos de reorganização detalhados ao MITI.”
As empresas privadas já estão sendo “consolidadas” em grandes empresas estatais. A Reuters relatou em 3 de janeiro que o Baotou Steel Rare Earth Group da Mongólia Interior, que responde por 51% dos minerais de terras raras da China, adquiriu uma participação de 51% em cada uma das nove empresas de mineração locais sem qualquer custo.
As autoridades chinesas afirmam que a maioria das empresas de menor porte opera sem licença. O Wall Street Journal cita estimativas de analistas anônimos que 80% dos mineiros, processadores e comerciantes de terras raras da China – essencialmente, toda a indústria – não são licenciados.
Resposta à pressão
O anúncio da China vem na esteira de um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA de 16 de dezembro, dizendo que o mundo se tornou menos dependente da China para os minerais. E observa que o preço dos minerais caiu 60% desde 2011, quando a China controlava quase 95% da oferta global. A China ainda controla cerca de 90% do mercado.
O relatório do governo dos EUA, entretanto, veio apenas alguns dias após a China anunciar que cortaria as exportações de minerais de terras raras e depois que tanto a OMC quanto a União Europeia (UE) apresentaram queixas contra a China pelo movimento.
O corte nas exportações anunciado pelas autoridades chinesas seria o primeiro desde 2011, quando a China cortou as exportações de minerais de terras raras e fez os preços subirem rapidamente. O movimento causou uma bolha no mercado e segundo a Rare Earth Investment News: “Essa bolha estourou em 2012 e o mercado de terras raras ainda tem de recuperar sua antiga glória… colocando assim uma rachadura na produção chinesa em que os preços são tão fortemente dependentes.”
O jornal estatal chinês Xinhua informou que os próprios mineiros da China têm reduzido a produção, pois “o aumento dos fornecedores no exterior reduz sua posição dominante no mercado global”. Analistas acreditam que o corte de produção imposto pelo Estado é um movimento das autoridades chinesas para recriar o preço inflacionário de 2011.
Oferta limitada
O incidente de 2011 também começou uma onda de preocupação internacional sobre se a China seria uma fonte estável de minerais de terras raras. Os Estados Unidos e o Japão começaram a procurar outros mercados, a Rússia investiu US$ 1 bilhão numa mina de terras raras no campo de Tomtorsky, na região de Yakutia, e a Groelândia reabriu suas operações de mineração.
Perder uma fonte de minerais de terras raras significaria o fim para a maioria dos aparelhos eletrônicos modernos. Eles são usados em quase tudo, desde telefones celulares até computadores e painéis solares. Eles também são fundamentais para os militares dos EUA, que, segundo o relatório do Government Accountability Office, usam cerca de 5% dos minerais de terras raras nos Estados Unidos.
Um estudo de 2 de dezembro de Yale descobriu que não há substitutos para muitos dos minerais de terras raras. Pesquisadores de Yale avaliaram como todos os 62 dos metais raros e metaloides são usados em produtos de consumo, e concluíram que “nenhum metal tem um substituto ‘exemplar’ para todos os seus principais usos”.
Os pesquisadores levantaram várias questões, especialmente sobre quanto tempo a oferta mundial de minerais de terras raras pode atender à demanda por produtos eletrônicos.
“Todos gostamos de nossos aparelhos, todos gostamos de nossos smartphones. Mas em 20 ou 30 anos será que ainda teremos acesso a todos os elementos necessários para fornecer as funções específicas que tornam um smartphone tão bom?”, questionou a pesquisadora de Yale e coautora do estudo Barbara Reck, num comunicado de imprensa.
“Com base em nossos resultados, é improvável que apenas a substituição possa resolver possíveis restrições de fornecimento de qualquer dos metais na tabela periódica”, disse Reck.
Minerais de terras raras incluem 17 elementos da tabela periódica, que têm boa condutividade elétrica.
Impacto ambiental
Embora a China atualmente controle a maior parte do mercado global de minerais, eles não são particularmente raros. O problema é que eles devem ser separados de outros metais e, na China, tanto a mineração como o processamento têm sido altamente poluente. Isso teria deixado para trás metais pesados, materiais radioativos e outros contaminantes.
O governo chinês, por sua vez, admitiu o dano ambiental que a mineração tem causado no país. Ele afirmou num estudo de 20 de junho de 2012 que esta indústria tem “danificado severamente a vegetação de superfície, causado erosão do solo, poluição e acidificação, e reduzido ou eliminado a produção de culturas alimentares”.
O estudo afirma que os metais pesados da mineração têm danificado o solo e causado “grave poluição das águas superficiais, dos lençóis freáticos e da terra”. E acrescenta que, em algumas áreas, “a mineração excessiva de terras raras resultou em deslizamentos de terra, rios bloqueados, poluição ambiental emergencial e inclusive acidentes graves e desastres, causando grande prejuízo à segurança e à saúde das pessoas e do ambiente ecológico”.
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Blog Lucas Prado Kallas- Votorantim muda gestão e Calfat vai presidir conselho

Lucas Prado KallasO grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados industriais do país, controlado pela família Ermírio de Moraes, acaba de implementar mudanças em sua estrutura de gestão corporativa, segundo antecipou o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. Raul Calfat, executivo de confiança da família, foi alçado à presidência do conselho de administração da Votorantim Participações (VPAR) desde este mês.Calfat, no grupo desde os anos 80 e CEO da Votorantim Industrial desde 2004, ocupará a posição que é hoje de José Roberto Ermírio de Moraes na holding. A VPAR gere todos os negócios do grupo - industriais, com empresas fabricantes de cimento a suco de laranja, e financeiros, que tem como carro-chefe o Banco Votorantim.
Como outros cinco integrantes da família, José Roberto permanecerá como membro do conselho da VPAR. As mudanças não significam, todavia, que os Ermírio de Moraes vão sair do dia a dia da companhia. As mudanças resultam de um processo que vinha sendo elaborado há alguns anos.
Calfat deixa a presidência da Votorantim Industrial (VID), uma holding que cuida das operações industriais do grupo, que tem 95 anos de fundação. Sob sua responsabilidade estão os negócios de cimento, metais (alumínio, níquel, zinco e cobre), siderurgia, celulose, por meio da Fibria, e de mineração, com Milpo, no Peru.
A exceção é o negócio de suco concentrado de laranja, operado pela Citrosuco, resultado da fusão entre Citrovita, que era do grupo, com a Citrosuco, da família Fischer. De controle compartilhado, está sob o guarda-chuva da VPAR.
Na VID, João Miranda, atual diretor corporativo financeiro e de relações com o mercado da holding, foi promovido a diretor-geral. Ele terá o papel de coordenação e gestão do portfólio de negócios industriais da holding, reportando-se ao conselho da VPAR, sob a gestão de Calfat. Oriundo do Citibank, Miranda está no grupo desde 2009 como diretor financeiro da VID.
Procurada, a Votorantim informou, em nota, que a adoção dessas mudanças, a partir de janeiro, é a evolução de seu modelo de governança corporativa, com a formação de conselhos de administração em suas empresas do segmento industrial. "Após utilizar um modelo centralizado, que permitiu capturar significativas sinergias entre as empresas, disseminar as melhores práticas e criar um padrão único de gestão, o grupo entendeu que já estava pronto para a promoção de um modelo mais descentralizado e mais apropriado ao novo momento de seus negócios, cada vez mais complexos e internacionais".
No ano passado, a VID obteve receita líquida consolidada de R$ 24,8 bilhões. Já o grupo, com a área de financeira, alcançou receita bruta de R$ 38,6 bilhões.
Com as mudanças, a VID se torna mais uma holding de decisões estratégica dos negócios e menos operacional, como era até agora, desde que foi criada, há mais de uma década. Tanto que alguns executivos da VID foram alocados para cargos nas próprias empresas, como diretoria jurídica.
Considera-se que já cumpriu o papel de alinhamento de gestão das empresas que aglutinaram todos os negócios industriais do grupo. Assim, as empresas de cada área terão mais autonomia em suas operações.
Os resultados financeiros das empresas sob o guarda-chuva da VID, entretanto, ainda continuam sendo consolidados na holding.

Valor Econômico
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Blog Lucas Prado Kallas- Projeto P4P da Samarco atinge 97% de avanço

Lucas Prado KallasO Programa Quarta Pelotização (P4P) da Samarco vai ampliar a capacidade de produção instalada da empresa em 37%, alcançando 33,5 milhões de toneladas métricas base seca de pelotas de minério de ferro por ano, considerando a capacidade atual de 22,2 milhões. Relatório do banco de investimentos norte-americano Mizuho Securities, indica que o P4P tem progresso de 97%, com previsão de conclusão até o final do primeiro trimestre deste ano.
A Samarco planeja elevar sua capacidade de produção em 2014, e espera produzir entre 27 milhões e 28 milhões de toneladas métricas base seca até o final deste ano.
Segundo analistas do banco, o mercado continua a ver a mineradora de forma positiva, devido aos seus fortes acionistas, a Vale e a BHP Billiton, cada um com 50% do empreendimento; alta rentabilidade, com margem Ebitda acima de 50%; posição de baixo custo; diversificada base de clientes; sólidas ações de mercado e métricas de crédito estáveis.
Para 2014, a companhia espera Ebitda de cerca de US$ 2,3 bilhões, com expansão da margem de 55% a 60% até o final de 2014, assim como uma capacidade adicional após a conclusão do P4P.
Em setembro de 2013, a Samarco divulgou os resultados do primeiro semestre, anunciando que a receita líquida foi relativamente estável em R$ 3,344 milhões, considerando os R$ 3,330 milhões no mesmo período de 2012.
As receitas de exportação de pelotas de minério de ferro cresceram 3%, passando de R$ 3,081 milhões para R$ 3,174 milhões, equilibrando a queda de 35% nas receitas domésticas de pelotas de minério de ferro, que caíram para R$ 111 milhões em comparação com os R$ 173 milhões do ano anterior.
A margem Ebitda caiu de 65% no primeiro semestre de 2012 para 63% no mesmo período de 2013, como resultado de maiores custos operacionais.O projeto P4P envolve a construção de um concentrador na unidade de Germano, em Mariana (MG), com investimento de R$ 1,5 bilhão.
Além disso, está sendo construída a terceira linha do mineroduto, que irá da unidade de Germano até Ubu, em Anchieta (ES), e terá 400 quilômetros de extensão. O investimento para o mineroduto será de R$ 1,6 bilhão, que ligará as unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo e terá capacidade de escoar 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
O terceiro concentrador em Germano terá capacidade de processar 9,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, aumentando a capacidade do complexo para 33,5 milhões de toneladas anuais. A quarta usina de pelotização em Anchieta, por sua vez, terá capacidade de produzir 8,25 milhões de toneladas de pelotas por ano.

Notícias de Mineração Brasil

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Blog Lucas Prado Kallas- Grupo Orguel quer aumentar número de filiais no país

Lucas Prado KallasO grupo mineiro Orguel, ou Organização Guerra Lages, que fabrica, vende e aluga equipamentos e serviços para mineração, construção, indústria, infraestrutura, petróleo e gás, além do setor imobiliário, quer aumentar seu número de filiais no país de 84 para 100 em 2014.
O presidente do Conselho de Administração do grupo mineiro, Fábio Guerra Lages, disse que os últimos dois anos foram de muitos investimentos para o grupo Orguel. “Neste ano, vamos nos dedicar à ampliação dos negócios para estarmos ainda mais próximos ao cliente”, afirmou em entrevista ao jornal O Tempo.
Ao mesmo tempo, Lages conta que a Mecan, fabricante-locadora de andaimes, elevadores e escoramentos que pertence ao grupo Orguel, está em parceria com a norte-americana Safeway, que desenvolveu serviços em plataformas de petróleo com a manutenção da Mecan. Esse equipamento permite a manutenção de renovação de plataforma de petróleo.
“Hoje, a Petrobras especifica um equipamento para alguns dos serviços em alto-mar, principalmente do pré-sal, em plataformas de 80 a 100 metros de altura, acima da lâmina d’água, e a manutenção dele é da Mecan”, explica Lages. A Mecan foi criada em 1976.
Outro braço do grupo, a Locguel, empresa locadora de equipamentos criada em 1977, tem tido forte atuação em obras no Brasil, como fornecedores de equipamentos. Uma delas foi a Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. “Lá, oferecemos uma forma para concreto que teve um desenvolvimento de engenharia. O prédio é pendurado nuns pórticos enormes, é arrojado. A Locguel fez os cálculos e desenvolveu a forma que viabilizou a concretagem e possibilitou as vigas”, conta.
Também do grupo Orguel, a Construir Empreendimentos vai preparar diversos terrenos no Vetor Norte, em Belo Horizonte, para receber construções de acordo com o interesse potencial do locatário.
Fábio Guerra Lages não pretende parar tão cedo e diz que tem ainda uma boa caminhada até onde pretende chegar. Sem desânimo, ele conta que começou a desenhar o “império” Orguel aos 23 anos, na década de 60.
“Eu trabalhava numa empresa vendendo equipamentos de construção, e o meu irmão, Francisco, trabalhava em um banco. A empresa foi nascendo de conversas que nós dois tínhamos”, conta o empresário.
De acordo com Lages, o primeiro nome da companhia era Provendas, um misto de prestação de serviços, equipamentos e venda de peças. “Tínhamos um tio que lidava com acabamento de obras, acabamento de prédios e administração de condomínios, e ele fez o meu irmão se interessar pelo assunto”, disse.
Lages diz que algumas experiências foram desenvolvidas até certo ponto e, depois, revelados alguns inconvenientes, como o comércio de máquinas rodoviárias. “Esse movimento é de buscar novos produtos, agregar, criar nova empresa e também desativá-la, se as coisas não andavam muito bem. Essa é uma das medidas do grupo”, afirma.

O Tempo

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Projeto Minas-Rio ganha hotsite

Lucas Prado KallasA Anglo American lançou, ontem, um portal na internet sobre o Projeto Minas-Rio, empreendimento da empresa em fase de implantação nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Por meio do site www.minasrio.angloamerican.com.br, o público terá acesso a dados específicos sobre o projeto, como o funcionamento de toda a operação de minério de ferro, além de informações sobre profissões na mineração e as vagas disponíveis na Anglo American.
Também haverá páginas no hotsite específicas sobre os dois programas sociais da Anglo American em Minas Gerais que possuem como objetivo principal a capacitação e a qualificação das comunidades para o mercado de trabalho: o Programa de Capacitação de Mão de Obra Local da empresa, realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MG), em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço; e o Programa Mover, implantado nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim, na região de influência direta do Projeto Minas-Rio.
"O lançamento do hotsite cumpre uma importante missão, que é a de expor com mais eficácia e didatismo o que é o Projeto Minas-Rio, como ele funcionará; benefícios para os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro e o país, além de permitir que o público tenha acesso mais fácil às informações sobre profissões no setor de mineração e oportunidades de carreira na Anglo American", ressalta o diretor de Recursos Humanos, Assuntos Corporativos, Segurança e Desenvolvimento Sustentável da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Pedro Borrego.
O portal também trará uma seção com informações técnicas sobre os produtos e aplicações do minério de ferro e contará com o jogo interativo "O minério de ferro em seu dia a dia", por meio do qual os visitantes poderão aprender, de forma mais interativa, e checar os conhecimentos que possuem sobre esse tipo de rocha.

Diário do Comércio
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Promon dá primeiro passo internacional com escritório no Peru

Lucas KallasA maior empresa brasileira de consultoria e engenharia de projetos está montando sua primeira base de atuação no exterior. A Promon Engenharia, que integra o grupo Promon, vai abrir neste mês as portas de seu escritório em Lima, capital do Peru, escolhido para sediar o primeiro passo de internacionalização da companhia.
A escolha do Peru não foi aleatória. O país é tido como um dos mais promissores no setor de mineração e metais na América Latina e tem atraído uma leva de investimentos de grupos estrangeiros. Dispõe de ricas reservas minerais de cobre, zinco, ouro, prata, chumbo e fertilizantes (fosfato) e de ferro. As brasileiras Vale e Votorantim Metais (VM) têm negócios com fosfato, zinco e cobre no país.
O movimento da Promon é o primeiro resultado da parceria com a Bridge Investimentos, empresa comandada por João Bosco Silva, que presidiu a VM e teve longa carreira na canadense Alcan em sua área de alumínio no Brasil. A associação, firmada ao longo de 2013, vai abranger projetos no setor mineral e de metais no Brasil e América do Sul.
A Bridge é uma consultoria dedicada à prestação de serviços nas áreas de estratégia, gestão de operações, fusões e aquisições, organização e governança corporativa. Já a Promon tem mais de 50 anos de expertise em projetos de consultoria e engenharia em diversos setores, como óleo e gás, mineração e metalurgia, fertilizantes, energia e mais recentemente com atuação reforçada em infraestrutura e meio ambiente.
A Promon chega ao Peru disputando quatro empreendimentos. "Hoje, o país é atendido basicamente por multinacionais de engenharia com escritórios fora do país, como Santiago, capital do Chile", afirma Bosco. "Não há um provedor local de serviços de engenharia", diz o consultor, que conhece bem o Peru. Foi Bosco quem comandou a entrada da VM no país, no negócio de zinco.
Os alvos não se resumem ao setor de metais, diz Felipe Lima, que é diretor-executivo do grupo desde 2010 e a partir de abril passou a presidir a Promon Engenharia. "O Peru tem grandes planos de investimentos em infraestrutura: em projetos de portos, estradas, ferrovias e hidrelétricas. São ótimas oportunidades de negócios para a Promon, que tem expertise também nessas áreas", afirma Lima. Ele observa que a economia peruana tem crescimento anual do PIB acima de 5% e está muito vinculada à área de mineração.
Engenheiro Mecânico pela Universidade Estadual de Campinas, Lima retornou à Promon após vários anos no setor financeiro (passou pelo Citigroup) e cinco anos na Votorantim Cimentos América do Norte (Canadá e EUA), como diretor financeiro, além de outras companhias.
Lima e Bosco destacam que a Promon, com seu amplo e tradicional conhecimento em projetos de engenharia, poderá oferecer um pacote completo de serviços. Abrange estudos de viabilidade econômica, de meio ambiente, desenvolvimento de mercado, projetos básico, detalhado e executivo e alternativas tecnológicas, além do gerenciamento e implantação de projetos.
Um dos exemplos foi o projeto de produção de vanádio, na Bahia, da Largo Resources, de R$ 500 milhões. A Promon cuidou de todo o processo de negociação da dívida com o Banco Itaú. "Neste momento de retração de investimentos do setor de mineração no mundo, as empresas buscam o máximo de controle sobre o orçamento", afirma Bosco.
Segundo Lima, recentemente a empresa foi assessora do grupo americano EIG nas negociações de compra do controle da LLX Logística, dona do Porto do Açú. "Fizemos a 'due diligence' técnica, de meio ambiente e de investimento e auxiliamos na parte de mercado e junto aos bancos credores". A Promon também assessorou a japonesa Mitsui na compra de 20% da hidrelétrica de Jirau do grupo GdF Suez e a CCR na licitação do Metrô de Salvador (BA).
"No Peru, nossa abordagem será de chegar e ocupar espaços, inclusive em parceria com empresas instaladas na capital Lima", dizem os executivos. Eles informam que, além das multinacionais, o setor tem atraído muitas 'junior companies' canadenses. "Há quase 150 empresas desse tipo no país, o triplo do Brasil".
A Promon Engenharia responde grande parte da receita do grupo. A expectativa era fechar 2013 com R$ 630 milhões, valor similar ao obtido um ano antes. Lima espera para este ano - "com uma carteira de pedidos saudável" - apresentar bom desempenho.
Gerido pelos próprios funcionários, o grupo Promon previa encerrar o ano passado com crescimento de 5% sobre a receita consolidada de R$ 2 bilhões obtida em 2012. Além da área de engenharia, tem a gestão da Logicales (telecomunicações), Trópico (central de dados e tecnologia), Promon Ambiental (que incorporou a Brandt) e da P-2 Brasil, da área de infraestrutura, em parceria com Pátria Investimentos.

Valor Econômico
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Blog Lucas Prado Kallas- Nova fábrica de cimentos em Adrianópolis (PR) deve gerar mais de mil empregos

Lucas KallasA Companhia Vale do Ribeira (CVR), criada no final de 2011, anunciou em parceria com a Chinesa CITIC-HIC a construção de uma nova fábrica de cimentos na cidade de Adrianópolis, no Paraná. O mercado, que dobrou de tamanho nos últimos dez anos, é muito promissor.
O investimento na planta industrial será de R$ 518 milhões e a expectativa, segundo o sócio diretor majoritário da CVR, Henrique Bica Zaffari, é de produzir uma média de 1 milhão de toneladas de cimento ao ano. Henrique e sua irmã Manuela Bica Zaffari – sócia diretora – possuem 92,5% do capital da empresa, enquanto a CITIC tem 7,5%.
“Estamos muito otimistas com este empreendimento, não só pelo crescimento do mercado, mas também pela valorização da mão de obra da cidade de Adrianópolis, que tem um dos índices de desenvolvimento humano mais baixos de todo o Paraná. Queremos valorizar a mão de obra local e garantir qualidade de vida às famílias da cidade e região”, disse Henrique.
O Governador do Paraná, Beto Richa, assinou um protocolo oficializando o investimento no Estado, por meio do Programa de Incentivo Paraná Competitivo.
Estrutura
Segundo a CVR as obras devem começar no início de 2015. A empresa já possui o terreno e a jazida, com reservas estimadas em 1,4 bilhão de toneladas de calcário. As licenças ambientais e a captação de recursos para o investimento estão sendo providenciadas. Com área construída de 25 mil m², dentro de uma área total de 250 mil m², a unidade vai gerar mais de mil empregos entre diretos e indiretos.
Luiz Henrique Wiechoreki, diretor comercial da CVR, afirmou que a CITIC vai fornecer os equipamentos da fábrica, ficando responsável por levantar 70% dos recursos necessários para o empreendimento. “A nossa parceira está no mercado desde 1950, possui um banco próprio e atua em diferentes setores da indústria. Eles têm participação de 65% no mercado chinês de equipamentos para construção, atuando também em mineração e produção de cimentos. É uma ótima parceira para este novo negócio que vamos lançar para os paranaenses”, comenta.

Site Truck Brasil
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Blog Lucas Prado Kallas- Uranium Hunter vai investir em projeto de diamante no Brasil

Lucas KallasA Uranium Hunter assinou, nesta segunda-feira, um memorando de entendimento (MoU) para adquirir 80% das ações da Minas Core Mining, empresa que controla e opera o projeto de diamante Rio Preto. De acordo com a exploradora de urânio, os termos e condições propostos no acordo definitivo serão divulgados em breve.
O presidente e diretor da Uranium, Reno Calabrigo, comentou sobre as expectativas da empresa com o projeto de diamante. “Nós estamos empolgados com essa oportunidade de participar do futuro desenvolvimento do Rio Preto. O pessoal da Minas Core nos informou que a área que ronda o projeto tem uma longa história de produção de diamante”, disse.
O executivo disse que a área do projeto foi definida como “modelo de sucesso” por órgãos reguladores que emitiram a concessão de lavra do site. “Nossa missão é promover apoio financeiro e suporte para melhorar a produção do Rio Preto, por meio da modernização e expansão dos equipamentos, operações e instalações”, afirmou Calabrigo.
Em 22 de novembro do ano passado, a Uranium completou uma auditoria técnica (due dilligence) realizada na Minas Core e no projeto Rio Preto. O MoU, assinado nesta segunda-feira, estava previsto para as duas primeiras semanas de dezembro de 2013.
Calabrigo foi apontado presidente e diretor da Uranium em 25 de outubro do ano passado. O executivo substitutiu Einar Tesaker, que renunciou os cargos. A Uranium também anunciou, nesta segunda-feira, que vai ser listada na bolsa OTC, dos Estados Unidos. De acordo com a empresa, o processo de documentação está perto de ser concluído.
A Uranium Hunter é uma empresa que atua com a exploração e desenvolvimento de urânio em propriedades na África Oriental, como, por exemplo, na Tanzânia. A empresa também possui 45% de participação em um projeto de ouro e diamante na Guiana. A Uranium detém 66 direitos minerários.

Notícias de Mineração Brasil
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Blog Lucas Prado Kallas- Cristiano Melcher é o novo presidente e CEO da MBAC

Lucas KallasA MBAC Fertilizantes anunciou, nesta segunda-feira, que Cristiano Melcher vai ser o novo presidente e CEO da empresa. Melcher assumirá o cargo no dia 1º de fevereiro. Com a mudança, o atual CEO, Antenor Silva, continuará na empresa, mas com o cargo de diretor.
Melcher tem experiência como executivo nos setores de recursos, fertilizantes e químicos, no Brasil. Nos últimos três anos, o executivo foi CEO da Fosbrasil, a maior produtora de ácido fosfórico purificado da América do Sul.
Antes da Fosbrasil, Melcher construiu uma carreira de sucesso na Anglo American, quando foi diretor executivo e membro do conselho da Copebras, uma produtora de fertilizantes de fosfato, da Anglo.
O executivo também exerceu diversos cargos dentro da Anglo, como, por exemplo, diretor global de Marketing, Estratégia, Desenvolvimento de Negócios e Otimização de Ativos para Fosfato, Níquel e Nióbio; diretor global para a Unidade de Negócios de Fosfato e Nióbio; e vice-presidente corporativo de Finança.
Após assumir o cargo, Melcher irá dirigir a companhia, direcionando seus esforços para transformar oramp-up em capacidade total das operações de Itafós. O executivo também assumirá as áreas de vendas, marketing, alianças estratégicas e posição de capital, levando a companhia a se consolidar como uma das maiores fornecedoras de suprimentos de fertilizantes de fosfato no Brasil, no próximo ano.
“Nós estamos muito felizes por Cristiano ter aceitado em fazer parte deste importante negócio, em um momento em que a companhia transita para a produção e organização de vendas. Sua experiência prévia se enquadra perfeitamente nas necessidades da companhia, enquanto nós caminhamos para nosso primeiro ano de produção em capacidade máxima”, disse Peter Marrone, presidente do conselho da companhia.
“Somos muito agradecidos pelas diversas contribuições de Antenor para a companhia. Ele apresentou notável empenho e determinação ao mesmo tempo em que proporcionou liderança inestimável durante esta fase muito crítica da companhia. Eu estou feliz por continuar trabalhando com Antenor como membro da diretoria do conselho”, acrescentou Marrone.
O atual CEO, Antenor Silva, elogiou Melcher. “A companhia está agora em um ponto onde a produção e as vendas são proeminentes enquanto nós seguimos para o próximo nível. Eu acredito que Cristiano tem habilidades e experiência para levar a companhia à atingir seus objetivos”, disse.
“Eu estou muito animado pela oportunidade na MBAC e continuando o momento em que a companhia se esforça para ser um player de liderança no setor de fertilizantes no Brasil. Itafόs e Santana representam oportunidades interessantes e eu estou ansioso para o crescimento da companhia e para o processo de fechamento da lacuna que se abriu entre o valor de seus projetos e do preço da ação", completou Silva.

Notícias de mineração Brasil
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Blog Lucas Prado Kallas- Mineração será o setor com maior crescimento em 2014 nos EUA


Lucas Prado KallasA mineração está no topo da lista dos setores que mais crescerão em 2014, apontou um estudo feito pela empresa de informação financeira Sageworks. Para chegar a essa conclusão, a consultoria analisou as demonstrações financeiras de empresas privadas nos Estados Unidos para identificar as indústrias que tiveram crescimento mais rápido nos últimos 12 meses.
De acordo com a pesquisa, os negócios ligados à mineração, como pesquisa geológica, estão em primeiro lugar no estudo, com crescimento esperado de 21% neste ano. Na área de mineração o crescimento esperado está na área de sondagem, retirada de amostras e observações geológicas para petróleo, gás e minerais.
As atividades de ligadas à mineração, além de terem um crescimento rápido, também apresentam um forte aumento nos lucros, apontou o estudo.
O analista da empresa responsável pelo estudo, Mike Lubansky, disse que o ranking pode servir como inspiração e base para muitos empreendedores que querem aumentar as vendas. “Existe um mundo de serviços de apoio a muitas dessas indústrias”, afirmou Lubansky, em nota.
No estudo da Sageworks, estão empatados no ranking, logo depois de mineração, as indústrias de fabricação de equipamentos para mineração, agricultura e construção; fabricação de bebidas e produção de grãos, com crescimento esperado de 20%.
A agricultura aparece em seguida, 18% de crescimento esperado. Também empatados na lista, e com 16% de crescimento esperado, aparecem Sistemas da Computação; Imóveis; Produtos Químicos; e Reformas e Reparos. Empregos aparece em décimo lugar com 15% de crescimento previsto.

Notícias de mineração Brasil
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Belo Sun - Ouro do Brasil vai para o Canadá

Lucas Prado KallasExploração de minério: o surgimento de um novo Carajazão
Entrevista especial com Rogério Almeida. "É o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos. Um prazo curtíssimo", constata o pesquisador
O projeto Belo Sun, a ser executado no estado do Pará, "é o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos", informa Rogério Almeida, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.
Segundo ele, a empresa Belo Sun "tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem desde os anos 1940. Isso já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União. Ali vivem os povos indígenas Juruna e Arara e outros povos isolados, além de lavradores, extrativistas e pescadores que sofrem com a espoliação e a expropriação promovidas pela Belo Monte".
Almeida relata que há seis meses os garimpeiros estão "impedidos de operar nas antigas áreas", e a empresa prometeu reassentar mais de mil famílias. No entanto, ressalta, "na Ressaca e na Ilha da Fazenda, que ficam bem próximas, o clima é de incerteza e insegurança. As populações já socializam a desordem que a usina de Belo Monte provoca. É ali que o Xingu terá a sua vazão reduzida em perto de 80%. É um impacto absurdo e tem implicações no deslocamento das pessoas, nas fontes de recursos que a natureza possibilita. As pessoas não sabem informar sobre o reassentamento. Parte da Ressaca é de projeto de assentamento da reforma agrária".
Rogério Almeida é graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão e mestre em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pela Universidade Federal do Pará, com a dissertação intitulada Territorialização do campesinato no sudeste do Pará, a qual foi laureada com o Prêmio NAEA/2008. Atualmente leciona na Faculdade de Tecnologia da Amazônia.
Confira a entrevista.
IHU On-Line - Em que consiste a atividade da Belo Sun e desde quando a empresa atua no Brasil?
Rogério Almeida - Tomei conhecimento da existência da Belo Sun no Brasil agora, em visita às comunidades da Vila da Ressaca e da Ilha da Fazenda, que serão impactadas pelo projeto da hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu, no território do município de Senador José Porfírio.
Conforme o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA apresentado à Secretaria de Meio Ambiente do Pará - SEMA, trata-se de uma subsidiária brasileira da Belo Sun Mining Corporation, pertencente ao grupo Forbes & Manhattan Inc., um banco mercantil de capital privado que desenvolve projetos de mineração em todo o mundo.
A Belo Sun passa a integrar a aquarela de grandes corporações de mineração que operam no estado do Pará, competindo com a Vale, a estadunidense Alcoa, a suíça Xstrata, a francesa Imerys, a Reinarda, subsidiária da australiana Troy Resourses, a norueguesa Norsk Hydro e a chilena Codelco.
IHU On-Line - O que é o projeto Belo Sun?
Rogério Almeida - É o maior empreendimento de mineração de ouro a céu aberto do país e deverá retirar 50 toneladas de ouro no prazo de 12 anos. Um prazo curtíssimo. Localiza-se numa região que será profundamente impactada pela usina de Belo Monte. A Belo Sun tomou posse dos antigos garimpos Grota Seca, Galo e Ouro Verde, que existem desde os anos 1940. Isso já provoca estranheza num cenário marcado pela desordem fundiária, onde a maioria das terras é tutelada pela União. Ali vivem os povos indígenas Juruna e Arara e outros povos isolados, além de lavradores, extrativistas e pescadores que sofrem com a espoliação e a expropriação promovidas pela Belo Monte. O futuro das pessoas que moram na Volta Grande do Xingu é incerto pelo conjunto de impactos que os dois projetos irão produzir. A mineração do ouro usa cianeto, dragas e dinamite, e deixará uma montanha de resíduos ali. Externalidades negativas é uma matriz da mineração. O projeto aprofunda ainda mais a condição econômica da Amazônia como uma grande província exportadora de recursos naturais. Uma colônia baseada em commodities. Há perto de 500 pedidos de prospecção protocolados junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM somente na Volta Grande do Xingu, e, desse total, 228 possuem foco no ouro.
IHU On-Line - Como está ocorrendo a exploração de minério no Pará?
Rogério Almeida - O minério é o principal item da balança comercial do estado, responde por quase 100% do Produto Interno Bruto - PIB. Em todo o território existe minério, de seixo a ouro. O ferro da província de Carajás, explorada desde a década de 1980, continua sendo o principal. O estado é duplamente saqueado, por conta da renúncia fiscal da Lei Kandir (lei complementar federal nº 87, de 13 de setembro de 1996). Ela desobriga as empresas de recolher o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviço - ICMS dos produtos primários e semielaborados. Literalmente fica somente o buraco.
Ao longo dos anos da mineração em Carajás, os péssimos indicadores socioeconômicos não sofreram alteração. A fronteira agromineral consolidou o sul e o sudeste do Pará como os que mais desmatam, mais assassinam camponeses na luta pela terra no Brasil, e com municípios nos primeiros lugares entre os mais violentos do país e de vulnerabilidade para a população jovem. Nenhum município tem renda per capita que alcance um salário mínimo por mês. O município vizinho da mina de Carajás, Curionópolis, tem a renda per capita de R$ 108,15, quase a mesma da pequena Palestina do Pará, R$ 106,64.
IHU On-Line - Quem são os garimpeiros da Vila da Ressaca? Como eles atuavam antes da entrada da Belo Sun no Pará?
Rogério Almeida - Conforme informações da cooperativa dos garimpos da Vila Ressaca, são perto de 600 garimpeiros. Eles trabalham em condições marcadas pela precariedade, sem vínculo empregatício. Ficavam somente com 20% do ouro encontrado. O "patrão", o dono do local da exploração, bancava com máquinas e combustível o processo, e ficava com 80%.
IHU On-Line - Em que consiste o conflito deles com a Belo Sun?
Rogério Almeida - Há seis meses os garimpeiros estão impedidos de operar nas antigas áreas. Eles explicitam que perderam a principal fonte de renda. A vila, hoje, tem um aspecto de cidade fantasma. As áreas foram negociadas com a Belo Sun, como falei antes, num ambiente marcado pela ilegalidade fundiária.
IHU On-Line - Qual é a proposta de reassentamento das famílias da Vila Ressaca, Galo e Ouro Verde, feita pela Belo Sun?
Rogério Almeida - Em documento formal a empresa afirma que promoverá o reassentamento de mil famílias. No entanto, na Ressaca e na Ilha da Fazenda, que ficam bem próximas, o clima é de incerteza e insegurança. As populações já socializam a desordem que a usina de Belo Monte provoca. É ali que o Xingu terá a sua vazão reduzida em perto de 80%. É um impacto absurdo e tem implicações no deslocamento das pessoas, nas fontes de recursos que a natureza possibilita.
As pessoas não sabem informar sobre o reassentamento. Parte da Ressaca é de projeto de assentamento da reforma agrária.
IHU On-Line - Qual a atual situação da exploração mineral em Carajás?
Rogério Almeida - Carajás vivencia uma grande inflexão com o desenvolvimento do maior projeto de mineração da Vale ao longo dos seus 40 anos de vida, o Projeto de Mineração da Serra Sul (S11D), localizado no município de Canaã dos Carajás, e que vai explorar ferro. O S11D desponta no cenário atual como uma representação do Grande Carajás no século XXI.
Um novo Carajazão, como o foi a primeira versão da década de 1980. O mesmo consiste em profundas alterações nos cenários econômicos, sociais e políticos em Carajás, que compreende desde a mina até o porto, em São Luís, no Maranhão, pressionando reservas ambientais, vilas, territórios ancestrais e projetos de assentamentos rurais. O S11D encontra-se nos limites dos municípios a sudeste do Pará, Canaã dos Carajás e Parauapebas.
Com o projeto, a mineradora vai incrementar a produção de ferro em 90 milhões de toneladas por ano, mas com capacidade de dobrar a produção. O mercado asiático tem sido o destino do minério de ferro de excelente teor das terras dos Carajás, em particular a China e o Japão. A previsão é que a usina inicie as operações até 2016. A iniciativa, que inclui mina, duplicação da Estrada de Ferro de Carajás - EFC, ramal ferroviário de 100 km e porto, está orçada em US$ 19,5 bilhões.
Os recursos estão distribuídos da seguinte forma: a logística consumirá US$ 14,1 bilhões; US$ 8,1 bilhões serão usados na mina e na usina; enquanto US$ 2 bilhões serão usados durante o ano.
Como em outros empreendimentos na Amazônia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES é o responsável por parte dos recursos, ao lado do banco japonês Japan Bank International Cooperation - JBIC. O projeto é maior ou equivalente à primeira versão do Programa Grande Carajás - PGC, iniciado há quase 30 anos.
O minério que sairá da Serra Sul é considerado ainda de melhor teor que o extraído da Serra Norte, avaliado como excelente. O teor da S11D é de 65%. A Vale é, atualmente, a líder mundial no mercado de ferro, responsável por 310 milhões de toneladas por ano. Como em outros casos registrados na região, o início do projeto mobiliza uma série de alterações na cidade que abriga a mina e em municípios do entorno.
IHU On-Line - Fala-se de um possível aumento de conflitos no Pará por conta da exploração de ouro. O senhor vislumbra algo nesse sentido?
Rogério Almeida - Faz-se necessário uma leitura sobre o contexto dos grandes projetos na Amazônia, em consonância com obras de infraestrutura do estado para que os mesmos possam ser viabilizados. Esse conjunto coloca em oposição populações locais e as grandes corporações. É uma luta desigual, marcada pela derrota dos primeiros, que ao longo dos séculos são os penalizados com todo tipo de desrespeito, expropriação, espoliação e morte. Não tem ocorrido nenhuma alteração.
IHU On-Line - Como o estado do Pará se manifesta diante da atuação da empresa na região?
Rogério Almeida - Ele garante as condições para o empreendedor detentor de capital, ou que se capitaliza com os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, que se constitui como o principal financiador das grandes corporações na Pan-Amazônia.
Soma-se a isso um xadrez no campo jurídico que busca fragilizar algumas garantias das populações consideradas tradicionais, como indígenas e quilombolas, entre outras. Para não falar nos bastidores das negociatas típicas de vésperas de pleitos eleitorais
Fonte: IHU On-Line/EcoAgência
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Blog Lucas Prado Kallas- Economia chilena cresceu 2,8% em novembro com alta da mineração e queda na indústria

Lucas Prado KallasA economia chilena cresceu 2,8% em novembro de 2013 em relação ao mesmo mês do ano anterior, impulsionada pelo aumento da mineração e uma queda na indústria, segundo o Índice Mensal de Atividade Econômica (Imacec) publicado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

"No resultado incidiu principalmente o aumento da atividade mineradora, compensado, em parte, pela queda da indústria manufatureira e o baixo desempenho do comércio varejista", explicou o Banco Central. O Chile é o principal produtor mundial de cobre, com uma produção anual de 5,6 milhões de toneladas, equivalente a um terço da oferta mundial.
O Imacec é uma estimativa que resume a atividade dos distintos setores econômicos e antecipa o posterior cálculo do PIB. Para este ano, o Banco Central projetou uma expansão de 4,2%, devido a uma queda no investimento mineiro e a instabilidade da economia mundial. No próximo ano, projeta um crescimento entre 3,75% e 4,75%.
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Blog Lucas Prado Kallas- Efeito "Zé Mané": entenda como LLX, MMX e outras chegaram a subir 30% no fechamennto

Lucas KallasSÃO PAULO - Um leilão de fechamento atípico, com diversas ações disparando no final do pregão. As ações da Prumo Logística Global, antiga LLX Logística (LLXL3) dispararam 32,65%, aos R$ 1,30, enquanto os papéis da MMX Mineração (MMXM3) tiveram uma alta de 26,87%, aos R$ 0,85. O índice do Ibovespa teve alta de 1,27%, aos 50.981 pontos - fortemente por esse movimento.
Segundo um operador que não quis se identificar, ocorreu um "efeito Zé Mané" na Bovespa: muitos investidores esperavam que, com a mudança do índice na segunda-feira, haveria um forte movimento dos fundos passivos no leilão de fechamento para adequar a carteira, fazendo fortes operações vendidas nas empresas que disparam durante o dia. O movimento dos especuladores foi mais forte que os dos fundos e acabou "estourando" no colo deles - eles tiveram que recomprar essas ações a qualquer preço.
Os papéis mais afetados foram os que iam deixar o índice. A LLX e a MMX, por exemplo, iam praticamente sair do índice na segunda-feira. A Oi (OIBR3; OIBR4), que ia ver suas ações ordinárias saírem no próximo pregão, viram esses papéis subirem 27,07%, aos R$ 4,46 - enquanto os preferenciais subiram 17,43%, aos R$ 4,11. Outras fortemente impactadas pelo movimento foi a Brookfield (BISA3), que subiu 12,75%, aos R$ 1,15, enquanto a B2W Varejo (BTOW3) subiu 11,04%, aos R$ 14,99.
Quedas também impactadas A ponta negativa da bolsa também foi impactada por esse movimento. Esperando uma forte movimento comprador, que não veio, especuladores compraram os papéis da Ecorodovias (ECOR3) - que deve entrar no índice na segunda-feira. Com a mudança de humor, o papel fechou com queda de 3,34%, aos R$ 14,20. Já os papéis da Ambev (ABEV3), que vão praticamente dobrar no índice, caíram 2,82%, aos R$ 16,90. Lucas Prado Kallas   Biogold, .Lucas Kallas, Biogold, gerdau, Ibram, Lucas Kallas, Lucas Kallas Biogold, Lucas Kallas Ibram, Lucas Kallas Mineração, Lucas Prado Kallas, Lucas Prado Kallas Mineração, Mineração, vale

Fonte: Portal